Mad Max – Fury Road

Trinta e seis anos depois Mad Max regressa ao cinema, pelas mãos de George Miller, o seu criador original. Este filme faz parte da minha lista de recomendações e não desilude, garantindo duas horas de acção e violência num planeta devastado pelo flagelo nuclear. Quem é fã da trilogia original, vai certamente sentir-se em “casa” com Fury Road, que apresenta menos enredo do que seria expectável mas compensa com perseguições constantes, violência gratuita e uma banda sonora épica, como há muito não ouvia (ao nível de Tron 2).

Grande parte do filme é passado na estrada(dah), numa perseguição de Immortan Joe a Imperator Furiosa, que acaba inadvertidamente por incluir Max na confusão. Como é habitual, evito colocar muitos spoilers nestes artigos mas é importante que compreendam a premissa de Fury Road: Max é capturado pelos homens de Immortan Joe, que vivem num local inóspito, entre dois penhascos, controlando uma fonte de água fresca e subjugando a população existente. Furiosa (Charlize Theron) é uma condutora de War Machines, em suma, camiões equipados para aguentar os desafios do deserto e transferir combustível entre as várias cidades, que opta por desertar, levando consigo as esposas do vilão, em busca do seu povo.

Em relação ao primeiro filme, não existe grande explicação acerca da família de Max mas somos confrontados com um homem atormentado, a roçar a loucura e que perdeu a esperança, focando-se em sobreviver a qualquer custo. Com o evoluir da narrativa, as personagens vão sofrendo algumas alterações, terminando com uma batalha épica e o respectivo enquadramento para a sequela The Wasteland, que aguarda confirmação da data de lançamento.

Na minha opinião, Mad Max – Fury Road não é superior ao original mas é um excelente filme, na realidade um dos melhores de 2015 até ao momento. Recomendo vivamente  a ida ao cinema e garanto que não vão ficar desiludidos.

Avengers – Age of Ultron

A estreia dos Vingadores foi simplesmente épica, colocando a fasquia num patamar bastante elevado. Nesta segunda aventura, Josh Whedon traz-nos Ultron, um dos meus vilões preferidos, o que me deixou extremamente entusiasmado com o resultado final. Face à dificuldade em garantir a licença para Ant-Man (algo que levou tempo e impossibilitou a sua presença neste filme) foram obviamente realizadas algumas alterações na narrativa, o que não afecta de forma alguma a qualidade do filme mas cria claramente algumas limitações.

Age of Ultron é uma ponte para os vários filmes que se seguem (Capitão America – Civil War, Thor – Ragnarok e Avengers Infinity Wars), sendo necessário explicar alguns pontos, realizar alguns teasers e justificar a saída de algumas personagens. Como sempre, vou evitar os spoilers, mas podem contar com algumas menções a filmes como Black Panther e mensagens subtis ás lutas que se seguem, sobretudo quando Wanda Maximoff (Scarlet Witch/Red Scarlet) entra na cabeça dos membros dos Avengers.

As cenas de acção são excelentes, com destaque para a batalha inicial, a luta entre Hulk e IronMan e o combate final contra Ultron. No que diz respeito à narrativa, existem várias falhas, sobretudo porque duas horas e vinte minutos são insuficientes para condensar toda a informação necessária, na minha modesta opinião. Inicialmente Josh Whedon tinha três horas e meia de filme, que tiveram de ser editados e reduzidos para garantir o sucesso comercial nas salas de cinema e nota-se a ausência de certas cenas no produto final. Algum do humor continua a estar presente, nomeadamente nos debates entre os membros dos Vingadores, no sentido de decifrar o segredo para levantar Mjolnir. E no que diz respeito ao martelo… vai existir uma cena muito interessante no decorrer do filme.

No global, Age of Ultron cumpre o prometido mas não atinge o patamar do primeiro filme, muito provavelmente pelo facto de ser uma etapa para algo que será verdadeiramente épico (Infinity Wars). A personagem de Vision é interessante mas ainda não me convenceu por completo, apesar de me ter deixado entusiasmado para os próximos filmes. Existe uma cena final, que passa alguns minutos após os créditos e que envolve Thanos.

Segue-se Ant-Man na minha lista de filmes da Marvel e espero que seja uma agradável surpresa.

The Theory of Everything

Baseado na biografia da primeira esposa de Stephen Hawking, chega ás salas de cinema “The Theory of Everything”, um excelente filme que valeu o Óscar a Eddie Redmayne. O enredo aborda o período compreendido entre a formação académica de Hawking, até ao período em que se muda definitivamente para os Estados Unidos.

Somos confrontados com o evoluir da sua condição médica, assim como da sua enorme vontade de viver e ultrapassar os vários obstáculos físicos resultantes da sua doença. Acima de tudo estamos perante uma experiência de vida, em que não conseguimos deixar de demonstrar empatia pelas personagens, naquilo que normalmente apelido de “filme de Óscares”. Recomendo vivamente que vejam este filme, que combina quase na perfeição o enredo com algumas noções de Física, sem entrar em pormenores técnicos.

Destaco igualmente a extraordinária interpretação de Felicity Jones, no papel de Jane Hawking, que recria quase na perfeição o drama de amar alguém com muitas limitações físicas, sem nunca perder o altruísmo e a força de vontade para manter unida a sua família. Para mim foi claramente um dos melhores filmes do ano até ao momento.