Scream 6

Um ano após os (novos) eventos de Woodsboro, os sobreviventes tentam regressar a  algum tipo de normalidade. Sam tem dificuldade em lidar com a situação, recorrendo a um psicólogo. Por outro lado, Tara opta por abraçar sem receios a vida louca da faculdade, o que origina momentos de atrito com a sua irmã.

Ao bom estilo da saga, a primeira cena tem uma morte épica, revelando um novo assassino, que vai alimentar uma narrativa que irá abranger quase todos os filmes da franquia. Temos momentos de suspense, aliado a muito fan service, com o regresso de Hayden Panettiere e Courteney Cox.

Pessoalmente, gostei do facto de explorarem alguns mitos e regras deste género, com o objectivo de direccionar a nossa atenção para determinados suspeitos. A cena no metro está muito bem conseguida, assim como o terceiro acto, que contém o inevitável monólogo do vilão.

Adicionalmente, os toques modernos, com a relevância das redes sociais e a sua importância na criação de mitos e estereótipos, complementam a narrativa, que não sendo brilhante, consegue garantir entretenimento e alguma incerteza.

Continuo a preferir o primeiro filme, mas confesso que as últimas duas entradas acrescentaram algo de positivo à saga, revigorando a relevância de uma franquia que caminhava a passos largos para o esquecimento.

Bom
70%

Alien Romulus

Um das minhas franquias preferidas está finalmente de regresso. Desta vez, a narrativa decorre em 2142, numa pequena colónia no planeta LV-410, habitada por mineiros e os jovens descendentes, Ávidos de uma vida melhor. Rain Carradine é abordada por Tyler, que propõe uma viagem até aos destroços da estação espacial Renaissance, que se encontra em órbita decadente. O objetivo passa por recuperar algumas células criogénicas e vender o equipamento em Yvaga III, que está fora da esfera de influência da Weyland-Yutani.

O plano é simples: utilizar o irmão adoptivo de Rain, que na realidade é um androide reprogramado, mas que continua a ter alguns protocolos activos. A intenção passa por garantir o acesso ao interior e minimizar os riscos para os membros da equipa. Tudo parece correr relativamente bem, até ao momento em que percebemos que a bordo estão restos da USCSS Nostromo. Após reactivar um dos andróides a bordo, Rain fica a saber que estão diversos xenomorfos a bordo, dando início a uma verdadeira luta pela sobrevivência,

Romulus traz de volta aquele sentimento de claustrofobia do original, bem complementado com os face huggers e, mais tarde, uma mutação da espécie, como nunca vimos. Na minha opinião, é o melhor filme desta nova geração, precisamente por regressar ás raízes que fizeram deste franquia uma referência no género. Nota-se a preocupação em manter o aspecto visual daquela era, com destaque para a tecnologia e armas utilizadas, que fazem a ponte com Aliens, o Recontro Final.

Vou obviamente evitar os spoilers, mas temos confirmação de uma sequela, que, de acordo com a 20th Century Studios, irá catapultar esta saga numa nova direção. Espero sinceramente que mantenham a qualidade de Romulus, que ganha o selo de recomendação do Portal Pessoal.

Bom
75%

Infinite

Baseado na obra de Eric Maikranz, Infinite aborda um mundo em que determinados indivíduos conseguem reencarnar, mantendo as mem?rias e conhecimento prévio. Existem duas fações, que acreditam em ideologias distintas e que batalham entre si para preservar este modo de existência.

O primeiro acto introduz Evan McCauley, que tenta reentrar na sociedade, após ter sido diagnosticado com esquizofrenia. Evan tem vasto conhecimento sobre inúmeras matérias e procura respostas, algo que acaba por encontrar quando é capturado pela polícia e interrogado por Bathurst, que alega conhecê-lo literalmente há séculos.

É nesta fase que Nora Brightman realiza uma operação de salvamento arrojada, explicando a Eric que na realidade é um membro dos Believers, que estão em batalha pelo destino da sua raça. Do outro lado, estão os Nihilists, liderados por Bathurst, que pretendem terminar o ciclo e converter todos em mortais.

Ficamos igualmente a saber que apenas Eric, que na realidade é Heinrich Treadway, tem conhecimento do local onde se encontra The Egg, o artefacto que permite aos Nihilists alcançar o seu objetivo. O segundo acto foca-se no passado e na recuperação das memórias do nosso herói. As cenas de ação estão bem conseguidas e o filme tem o ritmo apropriado mas Infinite nunca consegue atingir um patamar que catapulte este projecto para algo memorável.

Existem conceitos interessantes, que são aproveitados de forma competente, mas existe muito potencial que não foi explorado. A nível de casting, destacaria sobretudo as personagens do passado (1985), nomeadamente Dylan O’Brien, Rupert Friend e a portuguesa Joana Ribeiro. Os nomes mais sonantes (Mark Wahlberg e Chiwetel Ejiofor),  à semelhança do enredo, acabam por ficar abaixo das minhas expectativas. `

Mediano
67%