JL – Flashpoint Paradox

O mais recente filme de animação da DC está muito focado em Barry Allen, aka The Flash e tem como premissa uma temática bastante em voga nos últimos tempos: vórtex temporal. Essencialmente o nosso herói vai ser catapultado para uma timeline, em que a Justice League não existe e se encontra a decorrer uma batalha entre Atlântida e as Amazonas, o que pode levar à exterminação da raça humana.

Flash não tem poderes neste realidade paralela e rapidamente conclui que algo de estranho se passa, dado que Bruce Wayne morreu em criança e o Super-Homem e Green Lantern nunca chegaram a tornar-se heróis. Por um acaso do destino (ou não) será Thomas Wayne a ajudar Flash na tentativa de recuperar os seus poderes e reverter o Universo ao seu estado natural. FlashPoint Paradox é sem dúvida um filme interessante, com violência gratuita quase a atingir o nível gore (Não é usual numa produção da DC termos decapitações).

Sem querer colocar muitos spoilers, podem contar com várias mortes e um enredo muito dark, em que somos confrontados com o lado mais sinistro de Wonder-Woman, Aqua-Man, Batman e muitos outros. O resultado final é uma visão diferente do universo DC, o que me agrada, especialmente com a ausência de moralidade e o sentimento de desespero que vai crescendo com o desenrolar do filme. Não é brilhante mas fica recomendado para os fãs da DC e da Justice League.

Sharknado I

Existem filmes de série B que marcam um género, pelo facto de serem tão over the top que se tornam épicos. Alguns exemplos mais recentes são Snakes on a Plane, Anaconda III, Mega Shark vs Giant Octopus e o aclamado Iron Sky, de que tanto falei aqui pelo blog. Mas eis que do nada aparece Sharknado, uma produção americana que estreou no Sci-Fi Channel há cerca de uma semana.

Tendo em conta o hype recebido via Twitter não pude resistir e consegui encontrar um stream com esta verdadeira pérola, pelo que está na altura de vos transmitir o feedback da experiência. O filme começa de forma soberba, com cenas sem qualquer tipo de ligação e com um feel gore, antevendo que será tão mau ao ponto de se tornar ÉPICO. Tara Reid, Ian Ziering e John Heard são alguns dos actores presentes, num filme que cumpre na totalidade a sua função. Que dizer de uma narrativa que tem como premissa um tornado de categoria F5 que vai trazer centenas de tubarões para as ruas de Los Angeles? Os ingredientes para um cocktail explosivo de mau gosto estão presentes mas é precisamente isso que torna Sharknado num filme de culto.

Temos tubarões em cima de carros, a saltar para helicópteros, a atingir postes de alta tensão, enquanto navegam por piscinas, esgotos e vias rápidas. Que mais precisam para garantir 86 minutos de diversão? As interpretações são horriveis e o enredo não faz qualquer sentido mas que importa quando temos tubarões a ser mutilados com uma moto-serra? Ainda estão a ler este artigo? Pesquisem na internet por um stream e deliciem-se com o melhor pior filme de 2013.

E a melhor cena da década tem que ir para a forma como é aniquilado o último tubarão! Que brutalidade… uma homenagem a tudo o que de mau se faz na série B!

Man of Steel

Zack Snyder foi uma escolha algo polémica como realizador para o reboot do Homem de Aço mas confesso que gosto da sua abordagem cinematográfica. Posso começar este artigo por salientar que gostei bastante deste filme, pelos motivos que passo a descrever: enredo, qualidade dos actores envolvidos e excelentes cenas de acção.

Pela primeira vez tive a oportunidade de ver este filme no IMAX do Colombo e apesar de não ser fã de 3D fiquei rendido à experiência. É verdade que dez euros por um bilhete é algo exagerado (embora mais barato do que a média na Europa) mas para alguns filmes vale bastante a pena, dado que somos completamente envolvidos na narrativa. Pessoalmente adorei os primeiros 60 minutos, onde se nota muito do “dedo” de Christopher Nolan, que teve a função de conselheiro criativo e produtor . A narrativa é extremamente envolvente, com vários flashbacks da infância de Clark, assim como da destruição de Krypton. O elenco é muito bom, com particular destaque para Russell Crow e Diane Lane, que enchem o écran com a sua interpretação.

A escolha de Henry Cavill foi acertada e o equilíbrio entre acção e narrativa é quase perfeito, tornando os 140 minutos numa viagem fantástica. O grande segredo para um bom filme de super-heróis é a história, nomeadamente a “humanização” da personagem com base nas suas crenças e necessidades. Man of Steel é para mim o melhor filme do género em 2013, ultrapassando Iron Man 3, o que diz bem da sua enorme qualidade.

O vilão escolhido é o General Zod, interpretado por Michael Shannon e cumpre por completo a sua função de antagonista. As cenas de acção ou batalhas são verdadeiramente ÉPICAS, embora a minha parte preferida seja passada no Planeta Krypton. Existem pormenores deliciosos, tais como a explicação do S no fato ou mesmo uma leve menção a Lex Luthor (atenção ao logo no camião cisterna onde decorre uma das primeiras lutas). Gostei da abordagem de Snyder à personagem de Lois Lane, muito mais activa do que nos filmes originais por exemplo, sem perder o seu encanto.

Como pontos negativos, apenas o desfecho da batalha final entre o General Zod e alguns bloopers com que nos vamos deparando durante o filme (algo perfeitamente natural). Confesso que entre o Super-Homem de Christopher Reeve e de Snyder as diferenças são imensas mas ambos têm as suas virtudes.