World War Z

Considero Brad Pitt um bom actor mas confesso ter ficado surpreendido com a sua escolha para este filme. Afinal de contas, World War Z faz parte da minha lista de 2013 mas não deixa de ser uma adaptação da obra de Max Brooks, focando especificamente o apocalipse zombie. Esta produção deveria ter estreado em 2012 mas devido a sessões de screening com resultados desastrados, foi adiado e reformulado, com novas cenas.

Um dos pontos que me aguçavam a curiosidade era precisamente a forma como seria conduzido o enredo, dado que a novela gráfica não tem um herói específico, sendo uma espécie de documentário, narrado por diversas pessoas, de países diferentes. No fundo, acabamos por ter uma ideia da invasão zombie, de perspectivas religiosas e políticas completamente antagónicas, algo que não foi duplicado neste filme.

Confesso que gostei de World War Z, que apesar de não ser brilhante, é sólido e tem um bom enredo. Existe apenas uma personagem principal, cuja missão é identificar a origem da epidemia zombie,  percorrendo zonas dos EUA, Coreia, Israel, Escócia e Gales. O equilíbrio entre acção e narrativa é muito bom, evitando alguns dos habituais clichés neste tipo de filmes. Nota-se que existiu a preocupação de demonstrar a dimensão da “tragédia”, humanizando bastante o “herói” e os constantes obstáculos. É evidente que existem algumas cenas “impossíveis”, típicas de Hollywood mas no geral é um filme que tenta retratar de forma real e honesta um possível apocalipse.

Penso que não é um filme para todos, apesar de estar numa sala repleta, o que demonstra o interesse que o tópico suscita (Walking Dead fez maravilhas pelo género), dado que esta abordagem é completamente diferente. Mas gostei de World War Z, refutando algumas das críticas que li, que o consideravam “medíocre e sem interesse”.

Para terminar, apenas um pequeno spoiler: quanto terão pago a Matthew Fox para interpretar esta personagem secundária? É que entra talvez em 3, 4 minutos do filme, repartido por meia dúzia de cenas.

Oblivion

Quando vi o trailer original para este filme recordo-me de ter ficado com a sensação que podíamos estar perante um clássico ou um fail de proporções épicas. Agora que vi Oblivion posso com certeza afirmar que não se enquadra em qualquer destes cenários.

Jack e Kara fazem parte de uma equipa de manutenção provisória que se encontra no Planeta Terra e que está a cerca de duas semanas de regressar a Titan, para se reunir com a restante população humana. Porém os Scavs (raça extra-terrestre que invadiu a Terra) continuam a ser uma ameaça, apesar de terem sido derrotados na guerra, dado que continuam a habitar o solo árido na tentativa de destruir os dróides. Para complicar ainda mais uma misteriosa nave cai no planeta, o que obriga a uma missão de resgate, em que Jack vai encontrar  uma sobrevivente humana, de nome Julia, no meio dos destroços.

Uma boa parte de Oblivion relata a viagem de Jack e Julia pelo Planeta Terra, em busca de respostas, uma vez que nem tudo aparenta ser tão linear como inicialmente explicado. Rapidamente somos confrontados com novos dados (vou evitar os spoilers como habitualmente) e descobertas, o que leva a crer que poderemos estar perante uma enorme conspiração. Os dois membros da equipa de manutenção tiveram as suas memórias apagadas, no entanto Jack continua a ter imagens recorrentes, que envolvem Julia e visões antes do holocausto.

A parte final do filme é cativante e relativamente inesperada mas está longe de ser inovador. Oblivion tem um conceito interessante e garante entretenimento durante cerca de 115 minutos mas está longe de marcar lugar de destaque neste género. Apesar de estar na minha lista para 2013 não passou de boas intenções, o que é uma pena, dado que poderia ter sido genial. Talvez Elysium consiga corresponder ás minhas expectativas…

Star Trek: Into Darkness

Três anos depois do reboot, JJ Abrams regressa com mais um aventura de James T Kirk e o resultado final é bastante interessante. Como já confessei por diversas ocasiões o meu filme preferido desta franchise é a Ira de Khan, pelo que entrei na sala com algum receio de sair desapontado. Afinal de contas estavam a mexer com o meu Santo Graal e existem limites para aquilo que estou disposto a aturar, sobretudo depois do final de Lost.

Into Darkness traz de volta o elenco original, o que acrescenta qualidade e continuidade ao enredo. Existe novamente um guião interessante, em que Khan é a figura principal, representando um vilão superior a Eric Bana, o que não seria fácil à primeira vista. Destaque para a participação de Peter Weller e Leonard Nimoy e para as inúmeras referências ao universo Trekkie (vou evitar spoilers).

Pela primeira vez somos confrontados com os Klingons (relembro que em termos de storyline Into Darkness começa antes da viagem de 5 anos da Enterprise) e com os seus ambiciosos planos de conquista. Os efeitos especiais são excelentes, o que é perfeitamente normal numa grande produção e as cenas de acção estão bem coreografadas, o que coloca esta sequela num patamar elevado. Pessoalmente considero-o inferior ao primeiro filme, apenas pelo facto do enredo e o próprio final serem bastante previsíveis.

Confesso que gostei bastante da tentativa de humanizar Spock, assim como do desenvolvimento da personagem de James Kirk e claro do pormenor de terem adicionado Carol Marcus (ah os spoilers) à tripulação. Para os fãs do género este filme é must see e confesso que vejo com bons olhos mais um episódio desta saga. Afinal de contas as aventuras da USS Enterprise começam agora…