The Three Musketeers

2011 marca o regresso de mais uma adaptação dos Três Mosqueteiros. O elenco reunido é de respeito, com destaque para Christopher Waltz, Milla Jovovich e Orlando Bloom, entre muitos outros. O realizador apostou claramente em cenários fiéis à época, mas com um toque de “Pirata das Caraíbas”, o que me fazia duvidar da qualidade do filme.

Confesso que em parte fui agradavelmente surpreendido, principalmente nos primeiros 30 minutos. As cenas de acção são fluídas e o guarda-roupa é notável, o que nem sempre é fácil de conseguir em filmes desta época. As cenas de exterior estão muito bem filmadas e as paisagens são de cortar a respiração, o que não deixa de ser irónico, tendo em conta que são filmadas na Baviera.

O enredo não foge muito ao habitual na obra de Dumas, com a traição de Milady e com os planos maquiavélicos de Richelieu, o que é expectável e previsível. No global, gostei do filme, embora existam alguns pontos que poderiam ser melhorados.

Não fiquei particularmente fã do combate final entre D´Artagnan e Rochefort, embora as cenas do dirigível sejam excelentes. Apesar do início prometedor, o filme vai perdendo qualidade, nomeadamente no que diz respeito a emoção e narrativa.

Pela positiva, tenho de destacar mais uma excelente interpretação de Waltz e a consistência de Milla Jovovich, que continua a surpreender-me em cada filme. Se quiserem passar 110 minutos agradáveis esta é uma aventura a não perder. Está no entanto muito longe de outras adaptações, mas cumpre a função de entretenimento puro, sem nunca deslumbrar.

Dream House

No passado feriado fui persuadido a assistir ao novo filme de Daniel Craig. Confesso que a presença de Naomi Watts e Rachel Weisz tornavam bem mais interessante a experiência, mas no geral fiquei bastante desiludido.

Como habitualmente, vou evitar spoilers, focando essencialmente os pontos mais negativos. Posso no entanto adiantar que o trailer não faz jus ao tipo de narrativa que nos é apresentado nos 92 minutos do filme.
Will Atenton deixa a cidade e uma vida como editor para se dedicar por completo à família. Tudo corre em perfeita harmonia até ao ponto em que Will descobre que os anteriores proprietários sofreram uma morte horrível.

Para complicar ainda mais a situação, o único sobrevivente do crime está de volta e parece apostado em repetir os eventos. Conseguirá Will manter a sua família em segurança?

No global, Dream House é bastante previsível e nunca consegue envolver o espectador no clima de suspense. Apesar de várias interpretações sólidas, a narrativa arrasta-se penosamente. Se fizerem muita questão, recomendo que vejam este filme no conforto do lar.