Tintin

Peter Jackson e Steven Spielberg são os responsáveis pela adaptação cinematográfica da obra de Hergé. Muito se especulou acerca da qualidade do filme, sobretudo a partir do momento em que surgiram os primeiros teasers e trailers.

No global, Tintin é um fantástico filme de animação, o que me parece perfeitamente natural numa fase em que os próprios videojogos utilizam tecnologia semelhante. Os ambientes recriados, a interacção entre personagens e as fantásticas cenas de acção tornam o Segredo do Licorne numa experiência interessante e divertida.

Nota muito alta para os momentos cómicos e para os actores que dão a voz ao filme. Uma das minhas principais preocupações residia na possível ausência de enredo e desenvolvimento de personagens, contudo a dupla Jackson/Spielberg conseguiu atingir com eficácia esse equilíbrio.

Os 107 minutos do filme não se tornam maçudos e passam a um ritmo alucinante. Destaco igualmente a fluidez das cenas de acção (com uma perseguição épica)  e a extraordinária animação das personagens e paisagens. Confesso que estou francamente ansioso pelas próximas duas aventuras, que estão confirmadas para 2013 e 2014.

Paranormal Activity 3

Eis que chegou ás nossas salas de cinema o terceiro filme da saga Actividade Paranormal. Depois de nos terem apresentado a origem e o fim da história restava apenas desvendar os acontecimentos que envolveram o desaparecimento de Julie e Dennis.

O segundo filme foi um verdadeiro desastre mas confesso que PA3 restaurou a minha fé no género. O realizador conseguiu recuperar o “feel” de documentário, o que cria um ambiente de suspense verdadeiramente entusiasmante.

As reacções na sala foram fantásticas e os 80 minutos passam a um ritmo quase ideal. Só o facto de ter ficado “agarrado” à cadeira valeu o preço do bilhete. PA3 não é uma obra prima mas é um filme que recomendo vivamente a quem gosta de filmes de terror.

The Three Musketeers

2011 marca o regresso de mais uma adaptação dos Três Mosqueteiros. O elenco reunido é de respeito, com destaque para Christopher Waltz, Milla Jovovich e Orlando Bloom, entre muitos outros. O realizador apostou claramente em cenários fiéis à época, mas com um toque de “Pirata das Caraíbas”, o que me fazia duvidar da qualidade do filme.

Confesso que em parte fui agradavelmente surpreendido, principalmente nos primeiros 30 minutos. As cenas de acção são fluídas e o guarda-roupa é notável, o que nem sempre é fácil de conseguir em filmes desta época. As cenas de exterior estão muito bem filmadas e as paisagens são de cortar a respiração, o que não deixa de ser irónico, tendo em conta que são filmadas na Baviera.

O enredo não foge muito ao habitual na obra de Dumas, com a traição de Milady e com os planos maquiavélicos de Richelieu, o que é expectável e previsível. No global, gostei do filme, embora existam alguns pontos que poderiam ser melhorados.

Não fiquei particularmente fã do combate final entre D´Artagnan e Rochefort, embora as cenas do dirigível sejam excelentes. Apesar do início prometedor, o filme vai perdendo qualidade, nomeadamente no que diz respeito a emoção e narrativa.

Pela positiva, tenho de destacar mais uma excelente interpretação de Waltz e a consistência de Milla Jovovich, que continua a surpreender-me em cada filme. Se quiserem passar 110 minutos agradáveis esta é uma aventura a não perder. Está no entanto muito longe de outras adaptações, mas cumpre a função de entretenimento puro, sem nunca deslumbrar.