The Terror

Baseado numa histórica verídica, esta série narra as aventuras da tripulação do HSM Terror e HSM Erebus, na tentativa de descobrir a Passagem do Noroeste pelo Ártico. A premissa inicial assenta na luta pela sobrevivência mas a narrativa evolve para algo mais profundo, colocando em choque dois mundos distintos e que obrigarão a escolhas morais complexas.

A mitologia Inuit tem uma presença marcante ao longo dos 10 episódios, na figura de The Tuunbaq, uma criatura semelhante a um urso polar. No que diz respeito à expedição, o seu líder inicial é Sir John Franklin, um burguês que se encontra na fase descendente da sua carreira, após vários fracassos e sem qualquer perfil para assumir a posição que ostenta.

O segundo na cadeia de comando é Mr. Crozier, um experiente navegador, fluente no idioma dos Netsilik e que tenta ultrapassar uma desilusão amorosa. Sem revelar grandes pormenores, as escolhas de Sir John levarão a que os navios fiquem encalhados no meio do Ártico. Após dois rigorosos Invernos, os tripulantes são forçados a iniciar uma caminhada e é precisamente nesse momento que temos o primeiro ataque do Tuunbaq.

Gostei francamente das personagens de Crozier, Goodsir, Fitzjames e Mr. Hickey, que sofrem mudanças radicais ao longo da narrativa. Temos sacrifícios, escolhas impossíveis, aliadas à batalha constante em não perder a Humanidade que nos separa dos restantes seres vivos.

Conforme referi no início do artigo, esta série é baseada em factos reais, mais concretamente na obra literária de Dan Simmons (2007), com a adição de elementos sobrenaturais para apimentar a narrativa.

Recomendo seriamente que invistam tempo em The Terror, que oferece algo diferente e muito focado na componente psicológica.

Paranormal Activity 3

Eis que chegou ás nossas salas de cinema o terceiro filme da saga Actividade Paranormal. Depois de nos terem apresentado a origem e o fim da história restava apenas desvendar os acontecimentos que envolveram o desaparecimento de Julie e Dennis.

O segundo filme foi um verdadeiro desastre mas confesso que PA3 restaurou a minha fé no género. O realizador conseguiu recuperar o “feel” de documentário, o que cria um ambiente de suspense verdadeiramente entusiasmante.

As reacções na sala foram fantásticas e os 80 minutos passam a um ritmo quase ideal. Só o facto de ter ficado “agarrado” à cadeira valeu o preço do bilhete. PA3 não é uma obra prima mas é um filme que recomendo vivamente a quem gosta de filmes de terror.

Paranormal Activity

Este filme tem vindo a ganhar um hype tremendo nos EUA, pelo que foi com naturalidade que a Europa seguiu o exemplo. Paranormal Activity relata-nos um caso de assombração/possessão na primeira pessoa.

A premissa do filme é simples: um jovem casal ao aperceber-se que algo de estranho se manifesta na sua residência, opta por efectuar gravações de vídeo na tentativa de identificar o motivo de tal acontecimento. Existe um ambiente intimista durante toda a narrativa, o que contribui para o aumento da carga emotiva e do suspense.

Acrescento que PA é um produção low budget, como podem facilmente verificar pela quantidade de actores envolvidos (quatro). No entanto, existe uma clara preocupação em dar ênfase à história, aliás este filme pode claramente ser dividido em duas grandes linhas: a primeira reservada ao enredo e a segunda ao suspense e consequente conclusão.

Foi muito interessante acompanhar as reacções da audiência, sobretudo porque visionei o filme numa sala com capacidade reduzida. Recomendo este filme sem hesitações, não é obviamente uma obra-prima, mas vale bem a pena. E eu tenho um soft spot por filmes que me deixam com um sentimento de dever cumprido.

Excelente filme independente!

Tenham atenção que este filme apenas está disponível em algumas salas (Colombo e Alvaláxia).