Red One

Em primeiro lugar, espero que estejam a ter um Natal fantástico, na companhia de quem mais gostam. A minha sugestão deste ano vai para um filme diferente do habitual, mas que mantém a essência do espírito da quadra. Estou a referir-me a Red One, que tem uma abordagem bem mais moderna do papel do Pai Natal e da sua importância para todas as crian?as.

A premissa é simples: A organização M.O.R.A (Mythological Oversight and Restoration Authority) é responsável por garantir a manutenção da paz entre as criaturas mitológicas e a Humanidade. Callum Drift, é o líder da ELF (Enforcement Logistics and Fortification), uma espécie de Serviços Secretos, que é responsável por Red One, mais vulgarmente conhecido por Pai Natal. Dois dias antes de 25 de dezembro, Nick é raptado de forma misteriosa, dando início a uma investigação que traz o nome de Jack O’Malley para o centro da atenção.

Após ser detido, Jack acaba por aceitar colaborar com Callum, na tentativa de localizar e salvar o Pai Natal. Existem vários momentos hilariantes e a introdução de várias criaturas míticas, com destaque para Gryla e Krampus. A sinergia entre Chris Evans e Dwayne Johnson também funciona bem, convertendo este filme numa aventura divertida e que garante entretenimento.

Vou obviamente evitar os spoilers, mas temos um arco de redenção para várias personagens, ao bom estilo da quadra natalícia. No que diz respeito ao elenco, para além do duo acima mencionado, destaque para a presença de Lucy Liu, JK Simmons, Kristofer Hivju e Kiernan Shipka.

Se procuram um filme de natal para ver com a família, Red One cumpre os requisitos e está disponível na plataforma de stream da Amazon. Continuação de bom Natal e HoHoHo!

Mediano
69%

Deadpool & Wolverine

A quarta fase da MCU tem sido repleta de filmes decepcionantes e que pouco acrescentam ao lore. Dito isto, estava na altura de Kevin Feige puxar um coelho da cartola e tentar revitalizar uma franquia que parecia estar a dar os seus derradeiros suspiros. A escolha recaiu no terceiro filme de Deadpool, que marca o regresso de Hugh Jackman, como Wolverine.

A narrativa é francamente básica e consiste em encontrar a âncora que pode ajudar a estabilizar a Sacred Timeline, evitando a destruição de vários universos, em que se inclui o de Wade Wilson. O nosso herói aceita ajudar Mr Paradox, um dos membros da TVA, dando inicio a uma série de encontros com versões alternativas de Wolverine. Existem momentos hilariantes e um cameo relevante, que conferem a componente cómica, que caracteriza Deadpool.

Sem colocar spoilers, saliento que nem tudo é o que aparenta, o que vai colocar os nossos heróis numa aventura épica no Void, que é controlado por Cassandra Nova, a irmã mais nova do Professor Charles Xavier. Contem com diversas personagens que reconhecem dos filmes de X-Men e outros cameos de super-heróis pr? MCU, que culminam numa batalha épica pela manuteção da linha temporal que conhecemos.

Diria que o grande ponto a favor deste projecto é o incrível fan service, que atinge proporções bíblicas em determinadas cenas. A narrativa é praticamente inexistente e serve como justificação para algumas das cenas dos dois super heróis. O final garante a permanência de ambos no universo MCU, o que pode antever alguma participação futura em Secret Wars ou mesmo The Avengers.

Ironicamente, este acaba por ser o filme em que poucos apostariam mas a realidade é que Deadpool & Wolverine revitalizou a MCU, alcançando um sucesso de bilheteira e deixando uma sensação de optimismo para os projectos futuros. E, pessoalmente, nem considero que seja superior ao primeiro filme da saga.

Bom
76%

Loup Garous

Family Pack é o título inglês para este projecto de François Uzan, que é inspirado no jogo de cartas The Werewolves of Millers Hollow. Estamos perante uma comédia, que retira inspiração de clássicos como Jumanji mas tem um foco na reaproximação da família Vassier.

Tudo tem início numa viagem ao campo, para visitar Gilbert Vassier, o patriarca da família, que está lentamente a perder a memória. O seu filho, Jérôme, decide experimentar um jogo da sua infância, algo que vai mudar radicalmente a vida de todos os participantes, que são catapultados para a França do final dos século XV.

Cada um dos participantes obtém um poder especial, que deverá ser utilizado para identificar os quatro lobisomens e consequentemente, ganhar o jogo, que representa a única forma de regressar ao período temporal correcto. Escusado será dizer que a tarefa será extremamente complicada, sobretudo graças ao comportamento desviante de toda a família. Existem momentos hilariantes, com interações com os locais, mas igualmente com a obtenção dos seu poderes.

Destaque para a participação do grande Jean Reno, Bruno Gouery e Franck Dubosc, no papel de Gilbert, Jérôme e Piero. Se procuram um filme que garante entretenimento e umas gargalhadas, esta é uma escolha sólida, para uma tarde de inverno. Em território nacional, podem aceder a este título através da Netflix.

Mediano
66%