Lego Marvel Avengers: Mission Demolition

A LEGO tem-se destacado por adaptações muito interessantes de várias franquias, quer a nível de animação, como de videojogos. No artigo de hoje, vou falar-vos de Mission Demolition, que acompanha o quotidiano de Dennis, um membro da Clean Up Crew, que tem como função limpar os locais onde decorrem as batalhas dos super heróis.

Rapidamente constatamos que o nosso “herói” é terrivelmente desastrado, contribuindo sistematicamente de forma negativa para os esforços de limpeza. No entanto, tem sempre uma perspectiva positiva e admira de forma extrema os membros dos Avengers. O primeiro acto é muito competente, com vários momentos de humor, que envolvem Thor, Hulk , Spider Gwen e She-Hulk, lançando a premissa para uma aventura que terá como vilão Terrax, que muito de vós conhecem com um dos arautos de Galactus.

Sem entrar em spoilers, posso adiantar que a adaptação é hilariante e resulta na captura de todos os super-heróis, com excepção de Vision, que irá contar com a ajuda de Dennis. Escusado será dizer que a situação irá escalar progressivamente, sempre com momentos hilariantes, que contam com a participação de Wolverine, Moon Girl e Sam Wilson.

Quando tudo parece perdido, nasce a lenda de Demolition Man, mais conhecido por Dennis, que vai salvar o dia e contribuir para a libertação dos super-heróis. Confesso que esta foi uma agradável surpresa, centrando a narrativa numa personagem secundária que acaba por ser a peça central de uma aventura dos Avengers. Por último, quero destacar o casting, onde sobressaem nomes como Will Friedle, Kevin Smith, John Stamos, David Kaye, Fred Tatasciore e Tiffani Amber Thiessen.

Se procuram 45 minutos de diversão, garanto-vos que esta é uma escolha acertada!

Bom
73%

Ghostbusters: Frozen Empire

A sequela de Afterlife confirma o regresso da nova geração dos Ghostbusters, devidamente financiada por Winston Zedmore. A premissa narrativa foca-se numa estranha entidade, que procura reentrar na nossa dimens?o, para a controlar com o seu exército de fantasmas e espectros.

O primeiro acto serve para fornecer contexto, relativamente ás personagens de Gary Grooberson, Callie, Trevor e Phoebe Spengler. A perseguição nas ruas de Nova Iorque est? bem conseguida, com a utilização inteligente de drones e carros de controlo remoto, culminando no gabinete de Walter Peck, que é o Mayor da cidade. Tendo em conta o seu estatuto de menor, Phoebe é impedida de participar em missões, o que ao bom estilo de qualquer adolescente, é mal aceite, desencadeando uma série de eventos que leva a um encontro dom Melody, um fantasma que faleceu num incêndio.

Frozen Empire tem muita nostalgia, com o regresso à biblioteca e a participação de alguns fantasmas do filme original, mas falha no que diz respeito à narrativa. Existe demasiado foco na rebeldia de Phoebe, cujas ações vão levar à libertação da entidade que pode destruir a Humanidade. O humor, na maior parte, está bem conseguido, com destaque para Nadeem Razmaadi, que é um dos pontos altos desta aventura.

A participação dos membros originais não podia falhar, embora sempre numa perspectiva secundária, com o intuito de elevar a nova geração. Como sabem, evito colocar spoilers, mas considero que é uma experiência agradável, sobretudo pelo fan service, embora não atinja o nível de Afterlife. Conforme mencionei no parágrafo anterior, existe demasiado foco numa personagem, o que impede o desenvolvimento de Trevor e Gary.

O acto final tem alguns momentos interessantes, embora a batalha final seja algo redutora, sobretudo pela magnitude do poder que o vil?o aparenta ostentar. Se tiverem oportunidade, invistam tempo em Frozen Empire, mas mantenham um nivel de ?expectativa moderada.

Mediano
70%

Madame Web

O quarto filme da SSU (Sony Spider-Man Universe) traz-nos a origem de Cassie Webb, uma paramédica que após uma paragem cardíaca, começa a ter vislumbres do que aparenta ser o futuro. O primeiro acto tem início na Amazónia, numa expedição liderada por Constance, a mãe da protagonista. Ezekiel Sims, um dos membros da equipa, acaba por trair a confiança de todos, assassinando vários cientistas e fugindo com uma espécie rara de aranha, que aparenta ter propriedades curativas únicas.

A narrativa avança trinta anos, para Nova Iorque, em que acompanhamos a atribulada vida de Cassie, que tenta salvar vidas diariamente, na sua função de paramédica. Conforme referi no parágrafo anterior, os poderes de Cassie manifestam-se e, numa viagem de metros, salva um conjunto de jovens, que por motivos do destino, irão converter-se em heroínas ( três versões distintas de Spider-Woman).

Ezekiel ao longo das três útimas décadas, dominou os segredos e consequente poder da aranha, adquirindo velocidade e agilidade sobre-humana, que utiliza para efeitos criminosos. Paralelamente, tem poderes psíquicos limitados, que lhe permitem aferir que será derrotado pelas três jovens no futuro, levando-o a optar por eliminar a ameaça antes dos poderes se manifestarem.

Este projecto foi mal recebido, muito em sequência do que tem sido a qualidade da SSU. Está longe de ser um filme brilhante, mas tem ideias e conceitos interessantes, que deveriam ter sido explorados de forma mais inteligente. No que diz respeito a elenco, destaque positivo para Dakota Johnson e Adam Scott, mas que é manifestamente insuficiente no deserto narrativo que assola Madame Web.

As cenas de ação cumprem a sua função, mas são o mal menor de um filme, que, na minha opinião, falha pela ausência de uma narrativa forte e que permitisse que alguns actores brilhassem. Dito isto, considero que, no global, é uma experiência superior a Carnage e Morbius.

Mediano
62%