Megamind

Nesta fase, os filmes de animação são como o bolo-rei: vendem como se não houvesse amanhã. Desta vez, chega ás salas de cinema Megamind, um vilão convencional que tenta a todo o custo conquistar a cidade de Metro City e vencer o seu rival Metro Man (Superman ripoff anyone?).

Um dos seus planos maquiavélicos resulta na destruição do seu inimigo, deixando a cidade à sua mercê, mas o nosso vilão vai aprender da pior forma que não é suposto os maus vencerem. O facto de não existir um desafio ou adversário à altura faz com que Megamind sinta a necessidade de criar um superherói para realizar novas batalhas, mas o seu plano não vai correr da melhor forma.

Paralelamente, o vilão tenta conquistar Roxanne Ritchi, a repórter local, o que vai originar uma grande transformação no vilão mais perigoso de Metro City. Mais uma vez o 3D presente no filme é mínimo, embora a qualidade da animação seja excelente. As vozes utilizadas incluem nomes como Will Ferrell, Brad Pitt, Tina Fey, Jonah Hill e Ben Stiller e o enredo é interessante, embora recheado de clichés.

Pessoalmente, gostei mais de Despicable Me , mas sugiro uma ida ao cinema para acompanharem a aventura de Megamind.

Red

Bruce Willis, John Malkovich, Helen Mirren, Morgan Freeman, Mary-Louise Parker, Karl Urban e Richard Dreyfuss são alguns dos actores que fazem parte da constelação de estrelas que povoa a adaptação da novela gráfica Red. Presumo que os fãs da BD não tenham ficado muito satisfeitos, dado que a adaptação é bastante profunda, com a inclusão de várias personagens e um enredo diferente do original.

Como filme, estamos perante uma hora e meia de acção, em que os “velhotes” partem literalmente a loiça toda. Red significa “Retired Extremely Dangerous” e conta a história de Frank Moses, um antigo agente da CIA que lida com a reforma e a rotina diária. Tudo corre bem até o dia em que é atacado por uma equipa do Governo Americano. Frank reconhece o modus operandi e tenta descobrir o motivo pelo qual faz parte de um lista de alvos a abater.

Pelo caminho, vai envolver Sarah Ross, uma funcionária do estado responsável pelo pagamento da sua reforma e reunir-se com a sua antiga equipa, na tentativa de eliminar a ameaça. John Malkovich tem uma interpretação excelente e é responsável pelo (excelente) humor de Red. As cenas de acção são bem coreografadas e a acção decorre a um ritmo adequado.

Não é uma obra prima do género, mas estamos perante um filme que recomendo sem hesitação, excepção feita aos fãs da novela gráfica, que provavelmente ficarão desiludidos pelos motivos que enumerei.

 

Despicable Me

Gru é um vilão em fase descendente da carreira, que vai ser forçado a engendrar um plano diabólico para superar o mais recente roubo de Vector, o vilão do momento. A escolha recai na tentativa de roubar a Lua e voltar ás boas graças do mundo do Crime, que começa a duvidar das capacidades do nosso vilão.

O enredo está montado e é com base nesta premissa que o filme toma forma. Com o seu exército de Minions e com ajuda de Dr Nefario, Gru vai adoptar três crianças, que irão desempenhar um papel fundamental no desenrolar da aventura. Despicable Me tem uma excelente panóplia de vozes (Steve Carell, Jason Segel, Julie Andrews, Will Arnett entre outros) e momentos cómicos verdadeiramente deliciosos.

Recomendo sem hesitação este filme, que consegue reunir boa animação 3D, comédia e aventura non stop, estando já confirmada uma sequela. E a melhor parte é que podem visionar a versão original em toda a sua glória. Apesar de não atingir o nível de Up, vale bem a pena gastar o dinheiro do bilhete e ser catapultado para o Universo dos vilões mais bonzinhos do Mundo da Animação.