Resident Evil: Afterlife

Segundo se recordam, os nossos heróis continuam a tentar chegar ao Alasca, mais concretamente a Arcadia, último local habitado pelo Homem. A aventura anterior tinha ficado aquém das expectativas, o que coloca a grande questão: será Aflterlife melhor?

A resposta é curta e simples: NÃO. É insuficiente manter os actores e adicionar Wentworth Miller para termos um bom filme. Falta enredo e acção para “prender” o espectador ao écran, para além de que o 3D me começa a irritar profundamente. Não traz nada de novo ao filme, servindo apenas para cobrar mais 2 euros por bilhete e aumentar as receitas dos estúdios.

No que diz respeito ao produto final, apresenta alguns pormenores interessantes (não vou nomear para evitar spoilers) mas no global é fraco e dificilmente fará furor em termos de bilheteira.

Gosto muito da Milla Jovovich, mas tudo o resto à sua volta é fraco e deprimente. Afterlife tem o seu público alvo nos fãs do jogo e de filmes de zombies. O final antevê a continuação da saga, por isso preparem-se, que o sofrimento ainda não acabou.

Predators

Em Março deste ano vi uma entrevista de Robert Rodriguez em Austin, onde prometia o regresso do franchise de Predador em toda a sua glória. O elenco escolhido incluía nomes como Adrien Brody, Topher Grace, Danny Trejo e Alice Braga, antevendo um filme de qualidade.

Confesso que os dois filmes de AVP me deixaram à beira de um ataque de nervos, conspurcando por completo algo que é quase sagrado. Mas passemos ao que realmente interessa: a minha opinião acerca desta nova aventura.

A premissa é completamente diferente, dado que a acção decorre num outro planeta, que é utilizado para caça e treino dos Predadores. Ao bom estilo de filmes do género, não existem muitas explicações sobre o passado dos “heróis”.

Essencialmente acompanhamos a luta pela sobrevivência, com elementos novos a serem adicionados de forma subtil (vou evitar os spoilers). As cenas de acção ficam reservadas quase na totalidade para a segunda metade do filme, seguindo sempre uma linha muito semelhante ao do primeiro filme.

Os pequenos detalhes, como a música de fundo ser a mesma do original ou as referência à aventura de Dutch na Guatemala são sempre uma mais valia e o Long Tall Sally nos créditos finais assenta que nem uma luva. Quanto ao filme, está longe de ser brilhante, apesar de proporcionar uma hora e meia de diversão.

Não gostei particularmente do facto de existirem duas facções de Predadores (Berserker e Classic/Tracker), assim como do final, que considero apressado e demasiado “colado” ao filme original. Até poderia considerar uma homenagem interessante mas não tem o efeito esperado.

Para terminar, parece-me evidente que este filme irá apenas interessar aos fãs da saga, embora o coloque num patamar inferior ás duas aventuras anteriores.

The Sorcerer´s Apprentice

A Disney resolveu fazer a sua versão de um filme de feiticeiros, com algum perfume de “Fantasia” pelo meio. A essa ideia juntaram Nicholas Cage, Alfred Molina e Monica Belluci e tentaram fazer algo de apelativo.

O resultado final não é particularmente feliz, apesar de ser um filme direccionado para uma audiência muito jovem. Tem alguns efeitos especiais bem conseguidos, humor qb e interpretações razoáveis mas é uma gota no oceano,  que passará despercebido por este final de Verão.

O enredo consiste numa luta entre o Bem e o Mal, com os defensores de Merlin a tentarem evitar que a maligna Morgana Le Fay lançe um feitiço que destruirá a Humanidade como a conhecemos.

The Sorcerer´s Apprentice está repleto de clichés e nunca ultrapassa o mediano. Não é um filme que sugira, mesmo para quem utiliza Zon Card como eu, excepção feita a quem tiver filhos.

No entanto, foi curioso verificar que na sessão das 21h30 a sala estava quase cheia, em grande parte devido a crianças entre os 6 e os 15 anos.

É a magia do cinema!