Batman: Mask of the Phantasm

A série de animação deu origem a alguns projetos paralelos, dos quais destaco Mask of the Phantasm, que na minha opinião representa o expoente máximo. A narrativa assenta na relação entre Bruce Wayne e Andrea Beaumont, numa era em que o defensor de Gotham tenta encontrar a sua identidade.

Apostado em ser feliz, Bruce acaba por pedir Andrea em casamento, que desaparece misteriosamente de Gotham após o seu pai, Carl Beaumont, ser ameaçado por Sal “The Wheezer” Valestra. Dez anos mais tarde, o nosso herói já estabeleceu a sua identidade enquanto Batman e reencontra Andrea, que regressa a Gotham por motivos que permanecem ocultos.

Chuckie Sol, um dos principais mafiosos da cidade é assassinado por um estranho vigilante. Algumas testemunhas atribuem a responsabilidade a Batman, que é visto no local do crime, dando início a uma caça do homem, promovido por Arthur Reeves, um amigo pessoal de Andrea Beaumont.

O assassinato de Buzz Bronski, outro nome forte da Máfia, aguça o instinto de detetive de Batman, que encontra uma ligação a Carl Beaumont. Adicionalmente, o agora retirado Sal Valestra inicia um plano de contingência, no sentido de capturar o vigilante, que é apelidado de Mask of the Phantasm.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que teremos a introdução de Joker nesta história, que irá colocar um grau de dificuldade extra para o nosso herói, que tenta decifrar a identidade secreta do vigilante e lidar com o regresso de Andrea Beaumont, que representa uma parte do seu passado que ajudou a definir a sua identidade enquanto Batman.

Mask of the Phantasm conta com um elenco fantástico, dos quais destaco Kevin Conroy, Mark Hamill, Abe Vigoda, Dana Delany e Stacy Keach. A narrativa é envolvente e explica em detalhes os eventos que marcam e definem a identidade do defensor de Gotham.

Fica sem dúvida a minha recomendação para um dos clássicos de animação da DC.

Bom
75%

Tremors: Shrieker Island

O filme original, mais conhecido por Palpitações em território nacional, converteu-se num clássico, dando origem a uma série e a 7 filmes. Burt Gummer converteu-se no rosto da franquia, retratando um “prepper”, que acumulava mantimentos e armas para um potencial cenário de catástrofe.

À semelhança do que ocorre com a saga Resident Evil, este é sem dúvida outro dos meus guilty pleasures e Shrieker Island excedeu as minhas expectativas. A narrativa decorre na Dark Island, que é utilizada pelo milionário CEO da Avex-Bio Tech para caça de alto risco. Com a ajuda do Dr Richards, são realizadas alterações genéticas que convertem os Graboids em predadores letais e que rapidamente começam a semear o caos.

A Dra Jasmine Welker tem um centro de pesquisa próximo da ilha e identifica vibrações sísmicas invulgares, que são originados por um Graboid. Os seus alertas são ignorados por Bill, o CEO da Avex-Bio Tech, que pretende manter a caça durante o fim de semana, bloqueando todas as transmissões da ilha. A Dra Jasmine tem ligações a Burt Gummer e consegue convencê-lo a ajudar, naquela que será a derradeira batalha pela sobrevivência.

Ao longo do segundo acto, Burt vai encontrando formas criativas de derrotar Graboids embora o grande embate fique reservado para o final, com a Queen Graboid. Escusado será dizer que a caçada de Bill corre terrivelmente mal, sobrevivendo apenas Anna, que acaba por ajudar o nosso herói na criação da armadilha final, em Devil’s Punchbowl.

Sem divulgar pormenores, o acto final tem um um desfecho imprevisto, que lança dúvidas para uma possível continuidade de Tremors. Terá sido esta a derradeira aventura da lenda Burt Gummer?

Mediano
58%

Game Over, Man!

Alexx, Darren e Joel são um trio de amigos que trabalham na limpeza de quartos, num luxuoso hotel de Los Angeles. No entanto, aspiram a uma vida de riqueza, apostando em projetos tecnológicos que possam ser apoiados por investidores.

A narrativa é claramente inspirada no primeiro Die Hard, embora o objetivo passe por obter um resgate pelo Bei da Tunísia. Como é evidente, o trio de jovens acaba por, inadvertidamente, derrotar alguns dos terroristas, num misto de sorte e comédia, que é uma constante do longo do filme.

Há um excesso de piadas fáceis, que se perdem na pouca imaginação dos diálogos. Por outro lado, há um investimento nos cameos, com a introdução de Shaggy, Sugar Lyn Beard, Fred Armisen, Joel McHale, Flying Lotus, Steve-O, Donald Faison, Action Bronson, Chris Pontius, Mark Cuban. Jillian Bell, Chloe Bridges e King Bach, que nada acrescentam ao produto final.

Adicionalmente, são introduzidas cenas propositadamente violentas, numa tentativa de chocar o espectador, embora sem grande efeito prático. O elenco tem alguns actores reconhecidos, tais como Neal McDonough, Rhona Mitra, William Bruce Davis e Daniel Stern, mas falha redondamente no que diz respeito à narrativa.

Tenho muita dificuldade em recomendar este filme, mesmo para quem procura um projeto nonsense, dado que Game Over, Man! não consegue proporcionar diversão e sobretudo gargalhadas, ao longo dos 100 minutos de duração. A minha sugestão é investirem o vosso tempo em algo mais interessante, como por exemplo curling ou tinta a secar.

Mau
50%