Bullet Train

David Leitch é o responsável pela adaptação cinematográfica de Maria Beetle (Bullet Train no Reino Unido e EUA). O elenco é de peso e conta com Brad Pitt,  Joey King,  Aaron Taylor-Johnson,  Brian Tyree Henry,  Andrew Koji,  Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Zazie Beetz e Sandra Bullock nos papéis principais.

A narrativa é frenética e introduz o passado de cada uma das personagens, dando contexto ao motivo pelo qual se encontram a bordo deste comboio. Essencialmente ficamos a saber que The White Death, o líder da Yakuza, contratou uma série de assassinos profissionais, para resgatar o seu filho. Lemon e Tangerine são a dupla que consegue localizar o alvo, que acaba por ser assassinado a bordo, criando uma série de eventos que engloba momentos verdadeiramente épicos e diálogos inesquecíveis.

Confesso que esta foi uma agradável surpresa, num filme que, em determinados momentos, parece saído da mente brilhante de Quentin Tarantino. Brad Pitt tem uma personagem fantástica, dando vida a Ladybug, um assassino que acredita estar amaldiçoado com azar, que o persegue nas suas missões.

Durante cerca de duas horas, vamos assistindo a batalhas entre os diversos assassinos que se encontram a bordo, com o terceiro acto a culminar na explicação de todos os motivos ocultos que justificam o comportamento de personagens como The Elder e The Prince.

Se procuram um filme repleto de ação, com uma narrativa absolutamente ridícula, esta é sem dúvida a escolha certa, que alcança o selo de recomendação do Portal Pessoal.

Bom
78%

Spider-Man: Across the Spider-Verse

A sequela de Into the Spider-Verse volta a mergulhar-nos nos vários universos aracnídeos. O primeiro acto mostra-nos o quotidiano de Gwen Stacy, na Terra-65, com uma batalha que envolve Lizard e mais tarde, uma versão renascentista de Vulture. É nessa altura que Miguel O’Hara e Jessica Drew intervêm, através da utilização de um portal que os transferiu de 2099. Ficamos a saber que fazem parte de uma equipa dedicada a remover anomalias da linha temporal, criando a premissa narrativa que alimenta esta segunda aventura.

Após esta introdução, temos o regresso à Terra-65, em que Miles Morales é o Spider-Man. À semelhança de Stacy, ficamos a conhecer a sua vida e as dificuldades que tem em conciliar a vida pessoal com a de super-herói. Os momentos cómicos estão bem conseguidos, com destaque para a sua batalha com The Spot, um cientista da Alchemax que adquiriu poderes após os eventos do filme original, em que destroem o acelerador de partículas.

Torna-se complexo abordar este filme sem partilhar pormenores da narrativa, mas posso adiantar que Spot irá converter-se no vilão desta sequela, que assenta na lógica de um futuro predestinado, em que uma ligeira mudança pode ter consequências terríveis no equilíbrio do tecido temporal.

Miles vai ser colocado à prova e desafia todas as crenças da Spider-Society, da Terra-928, numa tentativa de salvar os seus pais do destino pré-definido, que é classificado como “canon events” por Miguel O’Hara, mais conhecido por Spider-Man 2099. A narrativa termina no habitual impasse, com a formação de uma aliança entre Peter B., Mayday, Pavitr, Hobie, Margo Kess, Spider-Man Noir, Peni Parker e Spider-Ham, com o objetivo de localizar e ajudar Miles na sua batalha com The Spot.

Este filme tem uma escala maior quando comparado com a aventura original, mas assenta numa narrativa sólida, com personagens fortes e uma simbiose com a componente  humorística, que converte este projeto num dos melhores filmes de 2023.

Para concluir, apenas uma nota de rodapé para a manutenção de nomes como  Shameik Moore, Hailee Steinfeld e Mahershala Ali e para a adição de Jason Schwartzman, Daniel Kaluuya e Oscar Isaac, que elevam o casting a um novo patamar de qualidade.

Bom
82%

Office Invasion

Um dos mais recentes projetos da Netflix dá-nos a conhecer a AMI, uma empresa que se dedica à mineração de zulcanoid. Após o falecimento do seu fundador, surge a necessidade de reestruturação, o que origina o despedimento de vários empregados.

Sam, Prince e Junior são três amigos que ao serem confrontados com este cenário, tomam a decisão de roubar um fornecimento do minério, com o intuito de o vender no mercado negro. Como podem facilmente comprovar, a narrativa é simples e aposta numa simbiose entre ficção científica e humor.

Os novos responsáveis da AMI são na realidade extra-terrestres, que necessitam do zulcanoid para garantir a sua sobrevivência. O nosso trio de heróis acaba inadvertidamente por se converter na ultima esperança da Humanidade, recorrendo a tácticas hilariantes e que garantem entretenimento.

Office Invasion está muito longe de ser um projeto memorável mas, para os fãs deste gênero, pode ser uma opção a considerar num dia de inverno. No que diz respeito a interpretações, o filme está igualmente abaixo do mediano, embora a sinergia entre Rea Rangaka, Kiroshan Naidoo e Sechaba Ramphele seja assinalável.

Mau
55%