Thrash

O mais recente “fenómeno” da Netflix é essencialmente uma luta pela sobrevivência, em que acompanhamos três histórias paralelas.

O estado da Carolina do Norte vai ser afectado por uma gigantesca tempestade, que atinge a categoria 5, convertendo-se num furacão. A pequena cidade de Annieville está na rota de colisão com este gigantesco evento da Natureza, o que leva a uma ordem de evacuação para os residentes.

Esta é a premissa original de Thrash, que nos introduz de seguida as personagens principais desta aventura: Lisa, uma jovem grávida que é apanhada pela tempestade quando tenta abandonar Annieville, Dakota, que aparenta sofrer de agorafobia, o Dr Dale Edwards, um biólogo marinho que é tio de Dakota e Dee, Ron e Will, três jovens que estão numa família de acolhimento.

Sem revelar spoilers, vamos acompanhara sequência de eventos que levam à destruição do dique e ao vazamento de um camião de desperdício animal, que vai transformar as águas da cidade num viveiro de tubarões de cabeça chata.

A narrativa é bastante simples e Thrash, apesar de ser uma produção low budget, consegue criar um ambiente de ansiedade e angústia, que gera empatia para com o destino destas personagens. Na minha opinião, o ponto mais polémico será a abordagem do terceiro acto, que segue na direção de um Sharnado, com algumas cenas completamente ridículas e que destoam do rumo traçado inicialmente.

No entanto, considero que este é um filme em que vale investir 86 minutos. Sugiro que entrem com expectativas baixas, dado que não existem interpretações deslumbrantes ou efeitos especiais épicos. Mas na sua essência, Thrash cumpre a função de entretenimento, abrindo espaço para uma potencial sequela, que até ao momento, não está confirmada.

Mediano
60%

Anaconda 2025

Este projecto é uma homenagem ao filme original, num contexto moderno e com uma narrativa simples, mas que acaba por funcionar. Vamos acompanhar um quarteto de amigos, composto por Doug McCallister, Ronald “Griff” Griffin, Kenny Trent e Claire Simons, que se encontram insatisfeitos com as suas vidas.

Durante o aniversário de Doug, vão acompanhando filmes caseiros, gravados enquanto adolescentes, numa era em que tinham sonhos que nunca se concretizaram. É nesta altura que o primeiro acto lança a premissa narrativa, ao constatarmos que Ronald conseguiu os direitos de Anaconda. Segue-se a inevitável proposta, que consta em pedir um empréstimo e viajar para a Amazónia, de forma a realizar o filme que irá relançar a franquia e catapultá-los para o estrelato.

Há uma inegável componente cómica, que se torna mais evidente aquando da passagem para a selva. A personagem de Selton Mello (Carlos Braga) é um dos pontos altos do filme, que conta igualmente com a participação da portuguesa Daniela Melchior.

A narrativa é muito simples e raramente surpreende. Há um foco claro na missão de terminar o filme e completar o arco do quarteto de amigos. A sua amizade vai ser testada, fruto de algumas mentiras e traições, ficando reservado para o terceiro acto os momentos mais épicos do filme.

Contem com duas aparições muito especiais e um desfecho satisfatório, que converte este filme numa experiência divertidas, que recomendo essencialmente aos fã do original.

Mediano
62%

The Naked Gun

Durante os anos 90, Leslie Nielsen converteu a comédia “slapstick” num fenómeno mundial, dando origem a diversos projectos. O seu maior sucesso foi, sem dúvida, The Naked Gun, que se baseava na personagem Frank Drebin, da série Police Squad.

Trinta e um anos mais tarde, temos o quarto filme da franquia, que introduz Frank Drebin Jr, o filho da lenda, que continuou as pegadas do seu pai. A narrativa decorre nos tempos modernos, focando-se nas diferenças desta era, que coloca inúmeros obstáculos aos métodos pouco ortodoxos do protagonista.

A cena inicial é hilariante, introduzindo a premissa narrativa, que consiste em regredir a humanidade ao seu instinto animal, com a utilização do PLOT (Primordial Law Of Toughness). Para quem conhece os filmes originais, vai ser fácil identificar alguns diálogos, assim como cenas icónicas que convertem este projecto numa experiência divertida.

Seth McFarlane é um dos produtores e responsável pelo casting de Liam Neeson, que consegue criar uma sinergia muito interessante com Pamela Anderson. Quero igualmente realçar a participação de Paul Walter Hauser, Danny Huston, Kevin Durand e CCH Pounder, que complementam o duo principal de forma bastante competente.

A narrativa é perfeitamente secundária neste tipo de filmes, sendo prioritário o factor cómico, que é alcançado com alguns momentos hilariantes. Está longe de atingir o nível do original, mas foi divertido e nostálgico, garantindo o selo de aprovação do Portal Pessoal.

Existe uma cena pós créditos, que envolve Weird Al Yankovic e que faz ligação aos planos de Richard Cane. Para terminar, duas notas: este filme está disponível em território nacional através da SkyShowtime e tentem descobrir em que cena participam Busta Rhymes e Cody Rhodes.

Mediano
60%