Predator: Badlands

Dan Trachtenberg tem estado em grande no que diz respeito ao universo dos Yautja. O seu terceiro filme da franquia mostra-nos em maior detalhe Yautja Prime e a cultura guerreira inerente ás castas.

O primeiro acto introduz Dek, um jovem guerreiro, que procura conquistar o respeito do seu pai, Njohrr, e do respectivo clã. No entanto, o seu destino sofre um duro revés, após o seu irmão ser assassinado pelo seu próprio pai, que o encara como um elo fraco. Antes de falecer, Kwei protege o seu irmão mais novo e envia-o para o planeta Genna, que é habitado pelo Kalisk, uma criatura feroz que é temida até pelos Yautja.

É desta forma que Dek decide matar a criatura, regressar ao seu planeta e vingar a morte do seu irmão. O plano parece simples mas após alguns minutos, o nosso herói rapidamente se depara com uma fauna e flora letal, que o fazem perder a maior parte do seu equipamento. Milagrosamente, acaba por ser ajudado por Thia, um andróide da Weiland-Yutani, que faz a ponte com a franquia Alien.

A andróide encontra-se danificada mas o seu conhecimento torna-se fundamental para que Dek possa localizar e atingir o seu objetivo. Como é habitual, vou evitar os spoilers narrativos, mas teremos várias cenas de acção e algum desenvolvimento das personagens principais. Ao bom estilo de Alien, teremos as habituais agendas secretas da Weiland-Yutani e uma revelação inesperada acerca de Bud, uma criatura que se alia a Dek e Thia.

Em determinados pontos, a narrativa é algo previsível mas confesso que, no global, este é um filme divertido e que acrescenta algo ao lore de Predador. A cena final está bem conseguida, lançando a premissa para uma possível sequela, que, até ao momento não foi confirmada.

Adicionalmente, foi interessante a introdução de Dek, que não tem a imponência física de outras classes de Predador, obrigando a abordagens mais criativas, no que diz a combate e corpo a corpo. Recomendo este filme sem hesitação, mas parece-me importante salientar que o considero inferior a Prey.

Mediano
70%

A Minecraft Movie

Entrei no mundo do Minecraft em 2012 e, apesar da minha curva lenta de aprendizagem, adorei a experiência. Esta combinação de criatividade e sobrevivência foi algo de inovador e que permitiu a Notch converter-se num milionário, após a venda da franquia à Microsoft.

Quinze anos depois, eis que Hollywood opta por introduzir a franquia para o cinema, criando um filme divertido e que, na minha opinião, capta a essência do jogo.

De forma hilariante, vamos ser introduzidos à premissa narrativa no primeiro acto. Steve é um vendedor que se encontra frustrado com a sua profissão e resolve seguir uma das suas paixões: explorar e minar. Ao fazê-lo, encontra a Orb of Dominance e o Earth Crystal, dois artefactos que quando combinados, permitem o acesso ao Overworld, o mundo que conhecemos do jogo Minecraft.

A vilã é Malgosha, a Piglin que comanda as forças do Nether e que pretende eliminar toda a criatividade e armazenar o máximo de ouro possível. O restante grupo é formado por Garrett “The Garbage Man” Garrison, um ex-campeão do mundo de videojogos, que caiu em desgraça e que tem dificuldade em manter a sua loja em funcionamento.

Temos igualmente Henry e Natalie, dois irmãos que se mudaram recentemente para a cidade de Chuglass e Dawn, a sua agente imobiliária, que acumula diversos empregos.

Como sabem, evito dar spoilers mas preparem-se para inúmeras referências ao jogo, desde o Iron Golem, Villagers, Zombies, Creepers, Enderman e muitos outros. Adicionalmente, a música e os biomas visitados são muito fiéis ao material original, notando-se a influência da Mojang como produtora deste projecto.

Jason Momoa e Jack Black são hilariantes e temos inúmeros momentos épicos, para quem compreende o contexto do jogo. Pessoalmente, considero que estamos perante um filme divertido, que cumpre a sua função de entretenimento e lança as bases para a sequela, que será lançada em 23 julho de 2027.

Sugiro que aguardem pelas duas cenas finais pós-créditos, que dão um pequeno teaser acerca de qual será nova personagem a ser introduzida.

Mediano
68%

A Knives Out Mystery: Wake Up Dead Man

O terceiro filme da saga Knives Out explora o mundo da Igreja, mais especificamente Jud Duplenticy, um ex pugilista que se converte em padre. Após uma ocorrência menos feliz, Jud é transferido para uma pequena vila, que é liderada espiritualmente pelo Monsenhor Jefferson Wicks.

A primeira hora de filme desenvolve as personagens e cria a premissa narrativa que vai alimentar este fantástico filme. O padre Jud vai ser envolvido numa trama elaborada, que o coloca como principal suspeito pela morte de Jefferson Wicks, levando à intervenção de Benoit Blanc.

A investigação revela-se complexa, dada as circunstâncias do crime, considerado por muitos como simplesmente perfeito. O elenco, como tem sido norma, está repleto de nomes sonantes, dos quais destaco Daniel Craig, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Jeremy Renner, Andrew Scott, Jeffrey Wright e John O’Connor.

A minha única crítica vai para a duração total, que me parece algo excessivo. Diria que poderíamos ter perfeitamente menos 30 minutos, sem perder qualidade, mas este é um filme que recomendo sem hesitação.

Rian Johnson é brilhante na forma como nos envolve neste universo, repleto de personagens complexas e que escondem segredos fundamentais para a progressão da narrativa.

Wake Up, Dead Man é uma excelente forma de iniciar 2026 do ponto de vista cinematográfico. Caso pretendam seguir a recomendação, este tíitulo está disponível em território nacional, através da Netflix.

Bom
75%