The Naked Gun

Durante os anos 90, Leslie Nielsen converteu a comédia “slapstick” num fenómeno mundial, dando origem a diversos projectos. O seu maior sucesso foi, sem dúvida, The Naked Gun, que se baseava na personagem Frank Drebin, da série Police Squad.

Trinta e um anos mais tarde, temos o quarto filme da franquia, que introduz Frank Drebin Jr, o filho da lenda, que continuou as pegadas do seu pai. A narrativa decorre nos tempos modernos, focando-se nas diferenças desta era, que coloca inúmeros obstáculos aos métodos pouco ortodoxos do protagonista.

A cena inicial é hilariante, introduzindo a premissa narrativa, que consiste em regredir a humanidade ao seu instinto animal, com a utilização do PLOT (Primordial Law Of Toughness). Para quem conhece os filmes originais, vai ser fácil identificar alguns diálogos, assim como cenas icónicas que convertem este projecto numa experiência divertida.

Seth McFarlane é um dos produtores e responsável pelo casting de Liam Neeson, que consegue criar uma sinergia muito interessante com Pamela Anderson. Quero igualmente realçar a participação de Paul Walter Hauser, Danny Huston, Kevin Durand e CCH Pounder, que complementam o duo principal de forma bastante competente.

A narrativa é perfeitamente secundária neste tipo de filmes, sendo prioritário o factor cómico, que é alcançado com alguns momentos hilariantes. Está longe de atingir o nível do original, mas foi divertido e nostálgico, garantindo o selo de aprovação do Portal Pessoal.

Existe uma cena pós créditos, que envolve Weird Al Yankovic e que faz ligação aos planos de Richard Cane. Para terminar, duas notas: este filme está disponível em território nacional através da SkyShowtime e tentem descobrir em que cena participam Busta Rhymes e Cody Rhodes.

Mediano
60%

Predator: Badlands

Dan Trachtenberg tem estado em grande no que diz respeito ao universo dos Yautja. O seu terceiro filme da franquia mostra-nos em maior detalhe Yautja Prime e a cultura guerreira inerente ás castas.

O primeiro acto introduz Dek, um jovem guerreiro, que procura conquistar o respeito do seu pai, Njohrr, e do respectivo clã. No entanto, o seu destino sofre um duro revés, após o seu irmão ser assassinado pelo seu próprio pai, que o encara como um elo fraco. Antes de falecer, Kwei protege o seu irmão mais novo e envia-o para o planeta Genna, que é habitado pelo Kalisk, uma criatura feroz que é temida até pelos Yautja.

É desta forma que Dek decide matar a criatura, regressar ao seu planeta e vingar a morte do seu irmão. O plano parece simples mas após alguns minutos, o nosso herói rapidamente se depara com uma fauna e flora letal, que o fazem perder a maior parte do seu equipamento. Milagrosamente, acaba por ser ajudado por Thia, um andróide da Weiland-Yutani, que faz a ponte com a franquia Alien.

A andróide encontra-se danificada mas o seu conhecimento torna-se fundamental para que Dek possa localizar e atingir o seu objetivo. Como é habitual, vou evitar os spoilers narrativos, mas teremos várias cenas de acção e algum desenvolvimento das personagens principais. Ao bom estilo de Alien, teremos as habituais agendas secretas da Weiland-Yutani e uma revelação inesperada acerca de Bud, uma criatura que se alia a Dek e Thia.

Em determinados pontos, a narrativa é algo previsível mas confesso que, no global, este é um filme divertido e que acrescenta algo ao lore de Predador. A cena final está bem conseguida, lançando a premissa para uma possível sequela, que, até ao momento não foi confirmada.

Adicionalmente, foi interessante a introdução de Dek, que não tem a imponência física de outras classes de Predador, obrigando a abordagens mais criativas, no que diz a combate e corpo a corpo. Recomendo este filme sem hesitação, mas parece-me importante salientar que o considero inferior a Prey.

Mediano
70%

A Minecraft Movie

Entrei no mundo do Minecraft em 2012 e, apesar da minha curva lenta de aprendizagem, adorei a experiência. Esta combinação de criatividade e sobrevivência foi algo de inovador e que permitiu a Notch converter-se num milionário, após a venda da franquia à Microsoft.

Quinze anos depois, eis que Hollywood opta por introduzir a franquia para o cinema, criando um filme divertido e que, na minha opinião, capta a essência do jogo.

De forma hilariante, vamos ser introduzidos à premissa narrativa no primeiro acto. Steve é um vendedor que se encontra frustrado com a sua profissão e resolve seguir uma das suas paixões: explorar e minar. Ao fazê-lo, encontra a Orb of Dominance e o Earth Crystal, dois artefactos que quando combinados, permitem o acesso ao Overworld, o mundo que conhecemos do jogo Minecraft.

A vilã é Malgosha, a Piglin que comanda as forças do Nether e que pretende eliminar toda a criatividade e armazenar o máximo de ouro possível. O restante grupo é formado por Garrett “The Garbage Man” Garrison, um ex-campeão do mundo de videojogos, que caiu em desgraça e que tem dificuldade em manter a sua loja em funcionamento.

Temos igualmente Henry e Natalie, dois irmãos que se mudaram recentemente para a cidade de Chuglass e Dawn, a sua agente imobiliária, que acumula diversos empregos.

Como sabem, evito dar spoilers mas preparem-se para inúmeras referências ao jogo, desde o Iron Golem, Villagers, Zombies, Creepers, Enderman e muitos outros. Adicionalmente, a música e os biomas visitados são muito fiéis ao material original, notando-se a influência da Mojang como produtora deste projecto.

Jason Momoa e Jack Black são hilariantes e temos inúmeros momentos épicos, para quem compreende o contexto do jogo. Pessoalmente, considero que estamos perante um filme divertido, que cumpre a sua função de entretenimento e lança as bases para a sequela, que será lançada em 23 julho de 2027.

Sugiro que aguardem pelas duas cenas finais pós-créditos, que dão um pequeno teaser acerca de qual será nova personagem a ser introduzida.

Mediano
68%