Mission Impossible: Final Reckoning

Muito se tem especulado acerca da continuidade desta franquia, tendo em conta a idade avançada da maior parte do elenco. Se efectivamente estou foi o canto do cisne para Tom Cruise, diria que terminámos com um estouro!

Final Reckoning consegue aglomerar as inevitáveis cenas impossíveis, que moldaram este género, mantendo uma narrativa coerente e que termina este arco de forma bastante competente.

Vamos retomar os eventos de Dead Reckoning, em que a Entidade tem um plano claro que visa eliminar a Humanidade, utilizando o seu arsenal nuclear. A sua capacidade de análise ao comportamento de Hunt torna qualquer ação previsível, o que vai criar a necessidade de um plano ousado, que visa conter a IA, com a utilização do Poison Pill, um malware criado especificamente por Luther.

Preparem-se para acção quase interminável, alianças improváveis, traições e as habituais surpresas, que catapultam este filme para um patamar elevado. Gosto parcialmente da sequência a bordo do submarino  Podkova e a batalha área com Gabriel, que demonstram a qualidade das coreografias de ação neste filme.

Esta derradeira missão fecha alguns arcos narrativo e soa a uma despedida da franquia, embora o final deixe em aberto a continuidade da equipa. Pessoalmente, gostaria de ver uma nova geração, mas compreendo que seja muito complexo substituir Ethan Hunt.

Para quem é fã deste género, Final Reckoning é uma recomendação simples. Apesar de não gostar de algumas decisões, nomeadamente a forma como Gabriel é eliminado, este é um dos melhores títulos da franquia. A adição de Hayley Atwell e Pom Alexandra Klementieff reinventou a equipa, criando uma dinâmica interessante e que funcionou de forma exemplar, nestes dois derradeiros filmes.

E caso estejamos perante o fim de uma era, só tenho a agradecer por 29 anos verdadeiramente épicos no que diz respeito a acção, que marcaram e redefiniriam este género.

Este artigo (não) vai auto-destruir-se em dez segundos…

Bom
80%

Os Filmes de 2026

A tradição é muito importante para mim e tornou-se emblemático partilhar aqueles que, para mim, serão os maiores destaques no que diz respeito a cinema.

2026 arranca com 28 Years Later: The Bone Temple, que foi filmado imediatamente a seguir aos eventos de 28 Years Later. Será o quarto filme da saga e conta com um elenco onde se destaca Ralph Fiennes, Jack O’Connell, Alfie Williams, Erin Kellyman e Chi Lewis-Parry.

Em fevereiro, teremos Good Luck, Have Fun, Don’t Die, que conjuga a temática de uma IA rebelde e um homem que viaja no tempo para a impedir. Sam Rockwell, Michael Peña e Haley Liu Richardson são alguns dos nomes que compõem o elenco. Para fechar o mês, temos Scream 7, que me conseguiu surpreender pela positiva com as duas últimas entradas. Estou moderadamente optimista para aquele que poderá ser o encerrar desta franquia.

Março traz-nos a adaptação da obra literária de Andy Weir, que nos coloca a bordo da Hail Mary, uma nave enviada para encontrar uma solução para evitar uma nova Era Glaciar no Planeta Terra. O elenco tem em Ryan Gosling e Sandra Hüller as principais fundações para um projecto que tem todo o potencial para se converter numa referência do género.

Em abril destaco o regresso da animação da Nintendo, com The Super Mario Galaxy Movie, que será certamente inspirado no jogo que foi lançado para a Wii, em 2007. Chris Pratt, Jack Black, Keegan-Michael Key, Charlie Day e Anya Taylor-Joy estão de regresso, para uma aventura que introduz Bowser Jr e Rosalina. O mês fecha com a estreia de The Mandalorian and Grogu, que deverá finalizar o arco narrativo associado a Din Djarin. A adição de Sigourney Weaver, no papel da Coronel Ward deixa-me modernamente entusiasmado.

Vamos saltar maio e focar-nos em junho, mais especificamente em Super Girl, que encaro com muito cepticismo. Vou dar mais uma oportunidade à visão de James Gunn, que ainda não me convenceu. O meu entusiasmo fica reservado para Disclosure Day, o novo projeto de Spielberg, que tem um elenco verdadeiramente épico, em que destaco Emily Blunt, Colin Firth, Josh O’Connor, Henry Lloyd-Hughes, Colman Domingo e Wyatt Russell. Para fechar este mês, temos a estreia de Toy Story 5, que, à semelhança de Super Girl, encaro com cepticismo extremo.

Em julho, temos o primeiro grande blockbuster, com a estreia de Spider-Man: Brand New Day, que marca o regresso de Tom Holland à MCU. Pouco se sabe acerca da narrativa, embora esteja confirmada a participação de The Punisher, Hulk e Scorpion, o que me deixa francamente curioso. Ainda em julho, temos o regresso de Christopher Nolan, que nos traz a adaptação cinematográfica da obra intemporal de Homero. Tenho expectativas elevadíssimas para este projecto, que conta com Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya, Charlize Theron, Lupita Nyong’o e Jon Bernthal.

Segue-se um hiato de três meses, mas regressamos em novembro com The Hunger Games: Sunrise on the Reaping, que vai narrar a participação de Haymitch Abernathy, 24 anos antes dos eventos do primeiro filme. O elenco deixa-me curioso, dado que tem excelentes actores, dos quais destaco Joseph Zada, Jesse Plemons, Ralph Fiennes, Kieran Culkin, Elle Fanning,  Maya Hawke e Glenn Close.

O ano de 2026 fecha com dois blockbusters de peso. Estou obviamente a referir-me a Dune 3 e Avengers: Doomsday. A space opera de Frank Hebert foi espectacularmente adaptada por Denis Villeneuve, convertendo-se numa das minhas franquias de eleição, ao lado de Star Wars (trilogia original) e Senhor dos Anéis. No que diz respeito à MCU, existem sinais positivos com Thunderbolts, Fantastic Four e Deadpool & Wolverine, mas vai ser necessário algo ao nível de Endgame para revitalizar este universo.

Para concluir, falta eleger os meus dark horses para este ano. Essencialmente, são projectos em que tenho esperança, embora exista sempre uma elevada probabilidade de ficarem muito aquém. Começo por mais um reboot de Resident Evil, que vai introduzir personagens distintas do jogo. O ponto mais interessante é a escolha de Zach Cregge como realizador, o que antevê uma visão mais dark e assustadora.

The Death of Robin Hood é outro projecto a manter debaixo de olho. Michael Sarnoski realiza este filme que introduz Hugh Jackman no papel de um herói de idade avançada e com lesões graves, que se vê confrontado com o peso da sua fama.

Por último, quero destacar Hokum, que tem em Adam Scott o nome mais sonante do elenco. A narrativa leva-os para a Irlanda e aborda eventos sobrenaturais, que podem estar relacionados com fantasmas, bruxas ou outros elementos do folclore local.

Como habitualmente, convido-vos a partilhar a vossa opinião e os filmes que mais vos entusiasmam para este ano que ainda agora começou.

Dune: Part 2

Consegui finalmente ver a segunda parte da saga épica de Denis Vileneuve, mesmo a tempo de fechar o meu TOP 5 para este ano de 2025.

A narrativa vai acompanhar a evolução de Paul Atreides, que apesar de não acreditar ser o Messias, se vê numa situação em que tem de assumir esse papel, de forma a unir os Fremen e vingar a morte do seu Pai.

Pelo caminho, vão existir revelações inesperadas, que dizem respeito ás suas origens, assim como um aprofundar das raízes da cultura Fremen, que estão divididos pelas suas crenças religiosas.

O universo criado por Frank Herbert ganha vida através da incrível fotografia de Dune, que tem nesta segunda parte uma componente de acção bem superior ao original. Adicionalmente, exploramos Giedi Prime, a capital de Harkonnen, que nos é apresentada a preto e branco, numa clara alusão à sua industrialização e ausência de beleza natural.

Lentamente, vamos obtendo fragmentos do plano das Bene Gesserit, que controlam o destino da Galáxia há gerações, através de técnicas de manipulação e crença religiosa. Como sabem, não gosto de partilhar spoilers, motivo pelo qual estou a omitir alguns pormenores relevantes.

O segundo acto introduz Feyd-Rautha, o sobrinho do Barão Vladimir Harkonnen, que irá assumir as operações em Arrakis, no sentido de eliminar a ameaça rebelde, criando o antagonista ideal para a conclusão desta segunda parte, em que é lançada a premissa narrativa que sustentará o final desta trilogia.

Estamos perante um filme fantástico, independentemente de conhecerem ou não a obra literária em que se baseia. O elenco teve a adição de Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Léa Seydoux, elevando o nível de representação e complementando a incrível performance de Timotheé Chalamet, Zendaya, Javier Bardem, Stellan Skarsgard e Rebecca Ferguson.

Estou francamente curioso para a parte 3, que estreará em dezembro de 2026. Será interessante confirmar qual o caminho seguido, no que diz respeito ás Casas a introduzir (Corrino, Richese e quiçá, Ordos), para além do desfecho épico da lenda de Muad’Dib e Kwisatz Haderach.

Para concluir, apenas destacar que este filme apresenta um ritmo e foco narrativo muito próprio. Pessoalmente, considero a parte 1 superior, mas a forma como é explorado o lore de Arrakis e a lenda de Muad’Dib convertem as 2 horas e 45 minutos numa experiência memorável e que recomendo sem hesitação.

Bom
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