O mais recente “fenómeno” da Netflix é essencialmente uma luta pela sobrevivência, em que acompanhamos três histórias paralelas.
O estado da Carolina do Norte vai ser afectado por uma gigantesca tempestade, que atinge a categoria 5, convertendo-se num furacão. A pequena cidade de Annieville está na rota de colisão com este gigantesco evento da Natureza, o que leva a uma ordem de evacuação para os residentes.
Esta é a premissa original de Thrash, que nos introduz de seguida as personagens principais desta aventura: Lisa, uma jovem grávida que é apanhada pela tempestade quando tenta abandonar Annieville, Dakota, que aparenta sofrer de agorafobia, o Dr Dale Edwards, um biólogo marinho que é tio de Dakota e Dee, Ron e Will, três jovens que estão numa família de acolhimento.
Sem revelar spoilers, vamos acompanhara sequência de eventos que levam à destruição do dique e ao vazamento de um camião de desperdício animal, que vai transformar as águas da cidade num viveiro de tubarões de cabeça chata.
A narrativa é bastante simples e Thrash, apesar de ser uma produção low budget, consegue criar um ambiente de ansiedade e angústia, que gera empatia para com o destino destas personagens. Na minha opinião, o ponto mais polémico será a abordagem do terceiro acto, que segue na direção de um Sharnado, com algumas cenas completamente ridículas e que destoam do rumo traçado inicialmente.
No entanto, considero que este é um filme em que vale investir 86 minutos. Sugiro que entrem com expectativas baixas, dado que não existem interpretações deslumbrantes ou efeitos especiais épicos. Mas na sua essência, Thrash cumpre a função de entretenimento, abrindo espaço para uma potencial sequela, que até ao momento, não está confirmada.
Hugo Cardoso
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