Dune: Part 1

A adaptação da obra de Frank Herbert era sem dúvida um dos filmes que mais ansiava ver este ano. As comparações com a visão original de David Lynch serão inevitáveis mas estamos perante um abordagem diferenciada e que já tem confirmada a sequela, onde serão narradas as aventuras da Casa Atreides.

Denis Vileneuve, John Spaihts e Eric Roth são os argumentistas responsáveis por recriar o Universo de Dune e apresentar as personagens principais deste primeiro filme. Temos o devido enquadramento da hierarquia social, com a introdução da premissa que leva a Casa Atreides para Arrakis, no sentido de explorar as minas de “spice”, uma substância fundamental para a exploração espacial. A narrativa é composta por vários níveis, que nos vão sendo apresentados de forma sucinta, mas na devida proporção, no sentido de manter o interesse do espectador.

Tomamos igualmente conhecimento da Irmandade de Bene Gesserit, cujos membros seguem uma profecia milenar, algo que irá interligar-se com o destino de Paul Atreides. A sua mãe, Jessica, é uma acólita e ajuda o seu filho a desenvolver os seus poderes, que são apelidados de “A Voz”.  A profecia especifica que a escolhida será uma mulher, no entanto as visões constantes sobre os Fremen e a deslocação para Arrakis despertam uma série de eventos que irão converter-se numa dura realidade.

A Casa Harkonnen é inserida na narrativa para dar início a uma guerra que visa a destruição de Leto Atreides e a consequente queda da sua casa. Paralelamente, vai sendo desenvolvida a temática de Paul ser Lisan al Gaib, o visitante que virá terraformar Arrakis e transformá-lo num óasis. Há um constante cepticismo de Paul, que interpreta as profecias como uma forma de manipulação da Bene Gesserit, algo que começa a alterar-se no terceiro acto, após ser clara a intenção do Imperador e da Casa Harkonnen.

O casting é fabuloso e Denis Vileneuve consegue envolver-nos nesta verdadeira “space opera”, que nos reserva ainda muitas surpresas. A fotografia é digna de registo e muito sinceramente, esta adaptação de Dune foi tudo aquilo que esperava. Fico francamente entusiasmado para o próximo filme e recomendo vivamente que invistam tempo no Universo de Dune.

Preparem-se porque o melhor ainda está por vir!

Excelente
88%

Batman: Assault on Arkham

Tenho aproveitado o confinamento para colocar em dia muitos dos filme de animação da DC que fazem parte da linha extensa lista de pendentes. Recentemente, tive a oportunidade de ver Assault on Arkham, que incorpora a unidade especial de assassinos da A.R.G.U.S, comandada por Amanda Waller.

A narrativa envolve uma missão a Arkham , para recuperar uma pen USB que se encontra na posse de Riddler e que compromete todo o secretismo da Suicide Squad. Paralelamente, vamos ter o envolvimento de Batman, que pretende obter de Riddler a localização de uma bomba que Joker tem em sua posse, colocando em risco a cidade de Gotham.

Black Spider, Captain Boomerang, Deadshot, Harley Quinn, King Shark e Killer Frost são os escolhidos para esta missão, que vai colocar à prova as convicções de alguns dos membros, assim como testar a lealdade e união da equipa. Preparem-se para muita ação, com traições e parcerias improváveis, que resultam numa batalha final épica entre algumas personagens inesperadas.

Grande parte do filme decorre em Arkham, com a participação ocasional de vilões como Poison Ivy, Two Face, Bane e Scarecrow, algo que é digno de registo. O acto final está associado ao inevitável Joker, que uma vez mais tenta derrotar Batman, que contará com uma parceiro improvável.

Não vou estragar-vos o fim da narrativa, mas, convido-vos a ver Assault on Arkham e partilhar o vosso feedback na caixa de comentários. Está longe de ser o melhor projeto da DC mas consegue garantir entretenimento, com uma narrativa razoável, embora algo previsível.

Mediano
68%

Jolt

A Amazon Studios mantém a sua aposta em projetos fora da caixa. Desta vez, vamos acompanhar as aventuras de Lindy Lewis, uma mulher que sofre de “síndroma de explosão intermitente”, que a leva a perder por completo o controlo.

A narrativa é completamente absurda, mas funciona, dado que alia ação frenética e humor, com um excelente leque de actores a complementar este filme realizado por Tanya Wexler.

O primeiro acto introduz a premissa primária, apresentado as personagens principais e consolidando os eventos que irão originar o colapso mental de Lindy, que envereda por um caminho violento, no sentido de lidar com a sua perda. Em determinados momentos, Jolt tem algumas semelhanças com John Wick, mais especificamente nas sequências de ação e consegue, sem qualquer dúvida, garantir entretenimento durante 91 minutos.

Sem entrar em detalhe, confesso que adorei o conceito da solução utilizada para supressão do síndroma, assim como os diálogos que ocorrem entre Kate Beckinsale e Stanley Tucci. Se procuram um filme divertido esta é sem dúvida uma escolha acertada. E para quem já viu este filme, fica o desafio de partilhar a vossa opinião.

Mediano
72%