Lego Star Wars – Especial Natal

O ano de 2020 vai certamente ficar na História, pelos piores motivos mas, agora que estamos próximos do Natal, parece-me fundamental entrar no espírito e ser mais positivo do que nunca.

Assim sendo, ao longo deste mês vou partilhar alguns filmes que captam a essência da quadra e nos fazem sorrir. Vou começar pelo Especial de Natal Lego Star Wars, produzido em parceria pela Atomic Cartoons, Grupo Lego  e a Lucasfilm Ltd e que retira clara inspiração do clássico Star Wars Special, de 1978.

A narrativa principal acompanha a aventura de Rey e BB-8, que tentam localizar um antigo templo, na esperança de encontrar algo que possa ajudar no treino de Finn e assegurar a continuidade da linhagem Jedi. Paralelamente, a bordo do Millenium Falcon, a equipa prepara-se para celebrar o Dia da Vida mas terá primeiramente que aprender uma lição importante acerca do verdadeiro espírito desta quadra.

Sem entrar em demasiados pormenores, posso adiantar que Rey encontra o templo, assim como um estranho artefacto, que lhe permite viajar no tempo e conhecer os Jedi da geração anterior. Ao bom estilo dos filmes Lego, o humor é uma constante, algo que funciona muito bem e que é complementado por um extraordinário fan service.

São inúmeras as referências ao lore do Universo Star Wars, com a inclusão de várias personagens dos filmes e das séries The Mandalorian e Clone Wars, com a ocasional narração do Mestre Yoda.

Lego Star Wars é um projecto especial, que recomendo sem hesitação e que ocupa apenas 44 minutos do vosso tempo. Tenho a certeza que no final, irão ter um sorriso resplandecente e sair com uma energia positiva que apenas a Força consegue conferir!

Bom
78%

Lego Movie 2: The Second Part

Esta sequela dá continuidade à narrativa do primeiro filme, apresentando-nos Apocalypseburg, uma visão futurista do universo Lego, em que os seus habitantes tentam sobreviver aos constantes ataques da Duplo.

Uma misteriosa personagem, de nome General Sweet Mayhem, invade a cidade e rapta cinco amigos de Emmet, dando início a uma missão de resgate que vai levar o nosso herói para o Systar System. Esta é  informação que nos é transmitida no primeiro acto e que define a premissa  para o resto do filme.

Paralelamente, tomas conhecimento que a Rainha Watevera Wa’Nabi pretende contrair matrimónio com Batman, no sentido de unificar os reinos e acabar com a Guerra. Lucy aparenta ser a única que não está convencida das intenções pacíficas da Rainha dos Duplos, algo que fica reforçado ao descobrir que existe lavagem cerebral para controlar os restantes elementos que foram raptados.

Emmet parte numa missão solitária rumo ao Stairgate, onde acaba por encontrar Rex Dangervest, um aventureiro intrépido que irá converter-se  no seu companheiro de viagem e numa peça fundamental para o desfecho do filme. Temos inúmeros momentos cómicos e musicais, como é habitual, mas sem nunca atingir o patamar da primeira aventura.

O conceito de evitar o Armamageddon é interessante e a adição de Sweet Mayhem, Queen Watevera Wa’Nabi e Rex Dangervest melhora a narrativa mas não é suficiente para me convencer, sobretudo no terceiro acto, em que tudo se torna terrivelmente previsível.

Dito isto, e especificamente para os fãs da saga, sugiro que invistam tempo em The Second Part.

Mediano
66%

Batman: The Killing Joke

A adaptação de Killing Joke está repleta de liberdades criativas, que no global, retiram alguma qualidade ao produto final. Quem conhece a BD vai rapidamente encontrar as diferenças mas vou tentar partilhar a minha opinião, sem entrar em pormenores da narrativa.

Batman partilha com Batgirl o papel principal deste filme, numa narrativa focada na origem de Barbara Gordon. Vamos acompanhar a sua evolução enquanto heroína, assim como as suas fraquezas e receios, que serão exploradas pelo inevitável Joker.

Como habitualmente, a interpretação de Kevin Conroy (Batman) e Mark Hamill (Joker), são soberbas, mas apraz-me igualmente registrar Tara Strong (Batgirl) e Ray Wise (Comissário Gordon).

Este filme ficou envolto em alguma polémica, sobretudo na forma como Joker e Batgirl são retratados, com claras diferenças de comportamento face à história original.

Está longe de ser o meu filme preferido de Batman, embora seja uma das minhas BD de eleição, mas existe muito para apreciar nesta adaptação.

Em território nacional, recomendo o stream na HBO Portugal, que disponibiliza o trial gratuito de um mês.

Mediano
68%