Extraction

Chris Hemsworth interpreta a personagem de Tyler Rake, um ex-militar que se especializou em operações secretas. O enredo foi escrito por Joe Russo e retira inspiração da novela gráfica Ciudad, de Ande Parks.

A narrativa é simples e coloca-nos no Bangladesh, para uma missão de resgate que visa libertar Ovi Mahajan, o filho de um traficante de droga.

Sem desvendar muito, a missão vai complicar-se rapidamente, dado que a equipa de Rake é atacada, deixando-o por conta própria na perigosa cidade de Dhaka, que é comandada pelo impiedoso líder criminoso Asif. O objetivo desta fação rival é assassinar Ovi e enviar uma mensagem ao seu Pai, o grande rival de Asif, que se encontra aprisionado.

As cenas de ação são frenéticas, repletas de violência e conferem um realismo que torna Extraction numa experiência diferente do que estamos habituados.  Apesar de tudo, a premissa é simples a e consiste na necessidade de escapar da cidade. Destaque para as personagens secundárias de Saju Rav, Farhad, Nik Khan e Gaspar (interpretado por David Harbour), que são cruciais no desfecho final desta aventura.

O terceiro acto é particularmente interessante, culminando na épica batalha final, que ocorre numa ponte repleta de inimigos. Extraction tem ação, personagens cativantes e um ritmo frenético, que complementam a escassez de profundidade narrativa.

E, sinceramente, com base no desfecho final, estou muito curioso para saber qual o caminho a seguir na sequela, que foi entretanto confirmada.

Mediano
71%

Justice League Vs Fatal Five

A DC continua a ser uma referência no que diz respeito a animação. O mais recente projeto apresenta-nos os Fatal Five, um grupo de vilões do século XXXI, que vai viajar para o nosso tempo numa esfera, após uma batalha com a Legion of Super-Heroes.

Star Boy acaba por acompanhar (inadvertidamente) os vilões nesta viagem e ativa um mecanismo de defesa da Esfera, aprisionando-os num campo temporal. Contudo, sem os medicamentos necessários para contrapor os efeitos secundários de estar numa era distinta, começa a ter um comportamento errático e acaba por ser enviado para Arkham, pelo próprio Batman.

A Liga da Justiça acaba por recolher a esfera, trazendo-a para o seu Quartel-General, e acabam por por quebrar o campo temporal, iniciando uma batalha de proporções épicas. No que diz respeito a narrativa, vamos acompanhar a evolução de Jessica Cruz, que lida com uma situação traumática do seu passado e não compreende o motivo pelo qual foi seleccionada para ser um membro dos Green Lantern.

Paralelamente, vamos tomando conhecimento da agenda e do plano maquiavélico dos Fatal Five, que envolve uma viagem a Oa. Existem inúmeras batalhas ao longo do filme e os membros da JL com maior relevância são Batman, Super-Man, Wonder-Woman e Mister Terrific.

No global, JL vs Fatal Five é uma aventura interessante, embora esteja longe de ser memorável. Gostei particularmente das cenas de humor de Batman, que se vê na posição de mentor da Miss Martian, embora as figuras principais sejam sem dúvida Star Boy e Jessica Cruz.

Mediano
70%

Ghost in the Shell

O Netflix converteu-se definitivamente no meu repositório de anime. Desta vez, a escolha recaiu no clássico de 1995, baseado na manga de Masamune Shirow.

A narrativa decorre em 2029, acompanhando a mais recente missão da Section 9, que tenta capturar um hacker de nome Puppet Master, que se converteu numa ameaça à segurança do Japão. A investigação da Major Kusanagi resulta na recuperação de um corpo, criado pela empresa Megatech Body. De forma inesperada, a equipa depara-se com um “fantasma” no cérebro cibernético, o que levanta uma série de questões e dúvidas acerca da sua origem.

Rapidamente são visitados pelo Chief Nakamura, responsável da Section 6, que reclama o corpo, alegando que esse fantasma é do terrorista Puppet Master. Seguem-se algumas cenas de ação, que vou evitar detalhar, mas essencialmente o corpo acaba por ser reativado, adquirindo consciência própria, o que leva a um pedido de asilo político.

Torna-se difícil abordar a narrativa sem dar spoilers, mas posso adiantar que estamos perante uma conspiração governamental, em que nem tudo é o que aparenta. Há uma clara vertente filosófica, em que se aborda o conceito de ser vivo e o direito à vida.

O terceiro acto é fenomenal, terminando com uma solução curiosa e que converte Ghost in the Shell numa das referências de anime. Existem temas profundos que são abordados na narrativa, que é fortemente influenciada pelo cyberpunk. Foi um prazer revisitar este projeto e constatar o quão pioneiro foi este e outras referências do género.

Se tiverem oportunidade, recomendo sem hesitação que invistam 82 minutos do vosso tempo neste filme.

Bom
75%