Batman Ninja

Junpei Mizusaki é o realizador responsável por Batman Ninja, uma visão anime do herói da DC. A premissa consiste num aparelho, denominado Quake Engine, que é criado por Grodd e que vai transpor os criminosos de Arkham e os nossos heróis, para o Japão Feudal.

Inicialmente acompanhamos Batman, que rapidamente compreende que chegou dois anos mais tarde do que os restantes, encontrando um cenário em que os samurais servem Joker.

Após conseguir escapar da primeira batalha, encontra Catwoman, que o coloca ao corrente da situação. Essencialmente o Japão está dividido em cinco regiões, controladas por Joker, Two Face, Deathstroke, Poison Ivy e Pinguim, que lutam pelo controlo total.

Lentamente, o Dark Knight vai igualmente reencontrar Alfred, Robin, Nightwing, Red Hood e Red Robin, que serão fundamentais na batalha épica que se avizinha. Pelo meio, vão reaparecer personagens como Grodd e Bane, que irão testar o nosso herói, que terá de ser adaptar a um mundo sem tecnologia, para poder vencer os seus rivais.

Ao bom estilo anime, vamos ter mechs feudais, que me fazem lembrar Voltron, assim como traições inesperadas, num filme que é interessante, sem nunca deslumbrar. Diria que os meus momentos preferidos são as batalhas de Batman/Joker e Harley Quinn/Catwoman.

Vou evitar os spoilers, mas diria que esta visão única do universo Batman merece a vossa atenção. Este filme acabou inclusivamente por inspirar uma linha de estátuas da Prime1, que tem tido um sucesso assinalável.

Mediano
70%

Zombieland 2: Double Tap

Uma década após o primeiro filme, Tallahassee, Columbus, Wichita, e Little Rock estão de volta para mais uma aventura. A narrativa temporal avançou alguns meses e a equipa decide fazer da Casa Branca o seu Quartel-General.

O primeiro acto é repleto de cenas de luta, servindo igualmente para apresentar as novas estirpes de zombies. Columbus resolve utilizar o diamante Hope, que se encontra exposto na Casa Branca, para pedir a mão de Wichita em casamento. À semelhança do original, Wichita e Little deixam um bilhete de despedida e seguem para a estrada, o que tem um efeito devastador em Columbus.

A narrativa passa a acompanhar em separado o trajeto dos nossos heróis: as raparigas seguem para destino incerto e os rapazes vão para o centro comercial, onde encontram uma sobrevivente. Columbus resolve trazê-la para a Casa Branca e acaba por passar a noite com Madison. A situação complica-se na manhã seguinte, com o regresso de Wichita, que foi igualmente abandonada por Little Rock, que resolveu seguir para Graceland, na companhia de um jovem pacifista, de Berkeley.

Tallahassee fica furioso e os quatro resolvem iniciar uma missão de salvamento, seguindo numa carrinha familiar, algo que se torna numa piada recorrente ao longo da narrativa. Ao longo da viagem, vamos ter muita comédia, algumas batalhas e um encontro com T-800, uma nova estirpe de zombies que aparentam ser mais rápidos e inteligentes.

Quando a equipa chega a Graceland, constata que o edifício está destruído, resolvendo descansar um pouco mais à frente, num motel temático de Elvis Presley. É precisamente nesse edifício que vão conhecer Nevada, que os informa que Little Rock seguiu para Babylon, uma comunidade hippie e 100% pacífica.

Pelo meio, conhecemos Albuquerque e Flagstaff, que apresentam semelhanças incríveis a Tallahassee e Columbus, assim como uma batalha épica com T-800, que tem consequências catastróficas. Existem alguns pontos da narrativa que estou a omitir deliberadamente, para evitar spoilers mas o terceiro acto vai ter a derradeira batalha, que ocorre em Babylon e que vai envolver zombies, os nossos heróis, um monster truck, muitas explosões e humor non stop.

Double Tap é um filme divertido e que cumpre a sua quota de entretenimento. Se são fãs do original, garantidamente vão ficar satisfeitos com a sequela, que adiciona alguns membros novos à equipa. Está prevista uma continuação, algures para 2022 e que promete desenvolver alguns dos pontos em aberto da narrativa.

Recomendo que aguardem pelas cenas pós créditos finais, em que tomamos conhecimento de como começou o apocalipse zombie. Posso apenas adiantar que inclui Bill Murray e o filme Garfield.

Mediano
68%

Superman Red Son

Baseado na minisérie de Mark Millar, este é o trigésimo sétimo filme de animação da DC. O conceito é muito semelhante à dinâmica de Elseworld, adoptada na BD e que representa narrativas alternativas ou universos paralelos.

A premissa de Red Son é simples: e se a nave que transportava o Super-Homem tivesse aterrado na União Soviética, em detrimento dos EUA? O ano é 1946 e um jovem vê-se perseguido por um grupo de rufias. Uma rapariga de nome Svetlana, ajuda este jovem a escapar da fúria e incentiva-o a enfrentrar os seus medos. De forma muito calma, ele explica que fugiu porque tinha medo de magoar os rufias e com muita facilidade levanta um tractor e começa a voar.

A narrativa avança uma década, dando conta da propaganda de Estaline, que apresenta o Soviet Superman ao Mundo. Preocupado com a segurança dos EUA, o presidente Eisenhower encarrega Lex Luthor de criar uma resposta que permita anular a superioridade soviética. Metropolis vê-se na iminência de ser atingido por um satélite, levando à intervenção de Clark, que conhece pela primeira Lois Lane, a esposa de Lex Luthor.

Este encontro serve igualmente para a jornalista colocar em causa as crenças comunistas, revelando a localização de um gulag secreto, onde se encontra aprisionada Svetlana, a jovem que conhece a sua identidade secreta. Sem colocar spoilers, este evento provoca alterações profundas no comportamento do Soviet Superman, que procura criar a sociedade perfeita e eliminar a injustiça do Mundo.

Lentamente, vai conseguindo reduzir o conflito em certas zonas, com destaque para a Coreia, criando uma aliança com Themyscira, que é representada por Wonder Woman. Cumprindo a sua promessa ao Presidente, Luthor cria um clone do Super-Homem, com ADN recolhido do satélite que ameaçou Metropolis.

Existem certos pormenores que vou omitir, para que possam disfrutar da evolução da narrativa mas posso adiantar que o clone é derrotado e voltamos a avançar, desta vez para 1967, altura em que Brainiac é derrotado numa invasão a Estalinegrado. O Soviet Superman consegue reaproveitar parte da tecnologia para criar uma sociedade à sua imagem, mas com claras falhas, que levarão à cessação da aliança com Themyscira. É nesta altura que começamos a ter conhecimento da personagem de Batman, que é essencialmente um dissidente, em discordância total para com a ideologia em vigor na União Soviética.

Lex Luthor chega a Presidente dos EUA, criando uma era de prosperidade, que coloca em causa o domínio Soviético. Temos uma breve explicação da criação do Green Lantern Corps e em 1983, a tensão atinge o seu pico, com um ataque directo entre as duas super potências. O último acto cria uma aliança inesperada, entre o Soviet Superman e Lex Luthor, de forma a derrotar Brainiac, que pretende conquistar o Planeta Terra.

De forma a salvar o planeta da destruição, Clark acaba opor fazer o sacrifício final, levando a nave de Brainiac para o espaço, onde acaba por explodir. O filme termina com a demissão de Lex Luthor, que opta por dedicar o resto da vida a Lois, sendo substituído no cargo pelo seu Vice Presidente, James Olsen.

Red Son, conforme mencionei, é uma história acerca de um futuro possível, que é adaptado (de forma muito livre) da clássica BD de 2003. O casting está muito bem conseguido e a narrativa consegue ser envolvente, conseguindo adaptar as motivações das várias personagens à era política em questão. Altamente recomendado!

Bom
77%