Zombieland 2: Double Tap

Uma década após o primeiro filme, Tallahassee, Columbus, Wichita, e Little Rock estão de volta para mais uma aventura. A narrativa temporal avançou alguns meses e a equipa decide fazer da Casa Branca o seu Quartel-General.

O primeiro acto é repleto de cenas de luta, servindo igualmente para apresentar as novas estirpes de zombies. Columbus resolve utilizar o diamante Hope, que se encontra exposto na Casa Branca, para pedir a mão de Wichita em casamento. À semelhança do original, Wichita e Little deixam um bilhete de despedida e seguem para a estrada, o que tem um efeito devastador em Columbus.

A narrativa passa a acompanhar em separado o trajeto dos nossos heróis: as raparigas seguem para destino incerto e os rapazes vão para o centro comercial, onde encontram uma sobrevivente. Columbus resolve trazê-la para a Casa Branca e acaba por passar a noite com Madison. A situação complica-se na manhã seguinte, com o regresso de Wichita, que foi igualmente abandonada por Little Rock, que resolveu seguir para Graceland, na companhia de um jovem pacifista, de Berkeley.

Tallahassee fica furioso e os quatro resolvem iniciar uma missão de salvamento, seguindo numa carrinha familiar, algo que se torna numa piada recorrente ao longo da narrativa. Ao longo da viagem, vamos ter muita comédia, algumas batalhas e um encontro com T-800, uma nova estirpe de zombies que aparentam ser mais rápidos e inteligentes.

Quando a equipa chega a Graceland, constata que o edifício está destruído, resolvendo descansar um pouco mais à frente, num motel temático de Elvis Presley. É precisamente nesse edifício que vão conhecer Nevada, que os informa que Little Rock seguiu para Babylon, uma comunidade hippie e 100% pacífica.

Pelo meio, conhecemos Albuquerque e Flagstaff, que apresentam semelhanças incríveis a Tallahassee e Columbus, assim como uma batalha épica com T-800, que tem consequências catastróficas. Existem alguns pontos da narrativa que estou a omitir deliberadamente, para evitar spoilers mas o terceiro acto vai ter a derradeira batalha, que ocorre em Babylon e que vai envolver zombies, os nossos heróis, um monster truck, muitas explosões e humor non stop.

Double Tap é um filme divertido e que cumpre a sua quota de entretenimento. Se são fãs do original, garantidamente vão ficar satisfeitos com a sequela, que adiciona alguns membros novos à equipa. Está prevista uma continuação, algures para 2022 e que promete desenvolver alguns dos pontos em aberto da narrativa.

Recomendo que aguardem pelas cenas pós créditos finais, em que tomamos conhecimento de como começou o apocalipse zombie. Posso apenas adiantar que inclui Bill Murray e o filme Garfield.

Mediano
68%

Superman Red Son

Baseado na minisérie de Mark Millar, este é o trigésimo sétimo filme de animação da DC. O conceito é muito semelhante à dinâmica de Elseworld, adoptada na BD e que representa narrativas alternativas ou universos paralelos.

A premissa de Red Son é simples: e se a nave que transportava o Super-Homem tivesse aterrado na União Soviética, em detrimento dos EUA? O ano é 1946 e um jovem vê-se perseguido por um grupo de rufias. Uma rapariga de nome Svetlana, ajuda este jovem a escapar da fúria e incentiva-o a enfrentrar os seus medos. De forma muito calma, ele explica que fugiu porque tinha medo de magoar os rufias e com muita facilidade levanta um tractor e começa a voar.

A narrativa avança uma década, dando conta da propaganda de Estaline, que apresenta o Soviet Superman ao Mundo. Preocupado com a segurança dos EUA, o presidente Eisenhower encarrega Lex Luthor de criar uma resposta que permita anular a superioridade soviética. Metropolis vê-se na iminência de ser atingido por um satélite, levando à intervenção de Clark, que conhece pela primeira Lois Lane, a esposa de Lex Luthor.

Este encontro serve igualmente para a jornalista colocar em causa as crenças comunistas, revelando a localização de um gulag secreto, onde se encontra aprisionada Svetlana, a jovem que conhece a sua identidade secreta. Sem colocar spoilers, este evento provoca alterações profundas no comportamento do Soviet Superman, que procura criar a sociedade perfeita e eliminar a injustiça do Mundo.

Lentamente, vai conseguindo reduzir o conflito em certas zonas, com destaque para a Coreia, criando uma aliança com Themyscira, que é representada por Wonder Woman. Cumprindo a sua promessa ao Presidente, Luthor cria um clone do Super-Homem, com ADN recolhido do satélite que ameaçou Metropolis.

Existem certos pormenores que vou omitir, para que possam disfrutar da evolução da narrativa mas posso adiantar que o clone é derrotado e voltamos a avançar, desta vez para 1967, altura em que Brainiac é derrotado numa invasão a Estalinegrado. O Soviet Superman consegue reaproveitar parte da tecnologia para criar uma sociedade à sua imagem, mas com claras falhas, que levarão à cessação da aliança com Themyscira. É nesta altura que começamos a ter conhecimento da personagem de Batman, que é essencialmente um dissidente, em discordância total para com a ideologia em vigor na União Soviética.

Lex Luthor chega a Presidente dos EUA, criando uma era de prosperidade, que coloca em causa o domínio Soviético. Temos uma breve explicação da criação do Green Lantern Corps e em 1983, a tensão atinge o seu pico, com um ataque directo entre as duas super potências. O último acto cria uma aliança inesperada, entre o Soviet Superman e Lex Luthor, de forma a derrotar Brainiac, que pretende conquistar o Planeta Terra.

De forma a salvar o planeta da destruição, Clark acaba opor fazer o sacrifício final, levando a nave de Brainiac para o espaço, onde acaba por explodir. O filme termina com a demissão de Lex Luthor, que opta por dedicar o resto da vida a Lois, sendo substituído no cargo pelo seu Vice Presidente, James Olsen.

Red Son, conforme mencionei, é uma história acerca de um futuro possível, que é adaptado (de forma muito livre) da clássica BD de 2003. O casting está muito bem conseguido e a narrativa consegue ser envolvente, conseguindo adaptar as motivações das várias personagens à era política em questão. Altamente recomendado!

Bom
77%

Sonic the Hedgehog

Baseado no clássico jogo da SEGA, chega finalmente ao cinema a adaptação de Sonic. Relembro que o trailer foi disponibilizado em abril do ano passado, tendo sido terrivelmente recebido, o que forçou a Paramount a rever todo o CGI e mudar o aspecto do ouriço mais conhecido do mundo.

O primeiro acto inicia com a apresentação de Longclaw, a protectora do nosso herói, que explica a função dos anéis, enviando-o para o Planeta Terra, onde deverá evitar expor os seus poderes ao Mundo. A narrativa avança uma década, e Sonic fez da pacata cidade de Green Hills o seu lar, mantendo a promessa de nunca revelar a sua presença aos locais.

Tudo muda numa saída nocturna, em que acaba por criar inadvertidamente um pulso electromagnético que deixa parte da costa noroeste dos EUA sem eletricidade. O Governo resolve investigar esse evento e o Doctor Robotnik é o cientista designado para a tarefa, especificamente pelo seu conhecimento na área de robótica. Ao tentar escapar dos drones de Robotnik, Sonic acaba por esconder-se na arrecadação do Xerife Tom Wachowski, sendo finalmente descoberto pelo mesmo. Numa tentativa desastrada de fuga, o nosso herói deixa cair os anéis na cidade de São Francisco, sem conseguir no entanto transpor o portal, caindo inanimado.

Seguem-se alguns momentos cómicos, mas essencialmente Tom concorda em levar Sonic à cidade de São Francisco, para recuperar os anéis e escapar para outra dimensão. Temos o primeiro confronto com o Dr Robotnik, que consegue recolher um espinho do nosso herói, que lhe permitirá mais tarde adaptar o poder de Sonic à sua tecnologia.

Ao longo da viagem para São Francisco, Tom e Sonic criam uma ligação profunda, com inúmeros momentos cómicos, com destaque para a cena do bar motard. Num derradeiro ataque, o nosso herói fica inconsciente acabando por ser ajudado pela esposa de Tom, Maddie, que é veterinária. O trio segue para o edifício onde se encontram os anéis, para serem novamente atacados pelo seu perseguidor, que aparece num drone alimentado pelo poder do espinho recolhido de Sonic.

O terceiro acto mostra-nos a batalha final entre Sonic e Robotnik, com cenas de velocidade muito bem conseguidas. Quando o vilão aparenta estar próximo da vitória, a cidade de Green Hills tem um papel fundamental no desfecho, ajudando o nosso herói a empurrar Dr Robotnik para outra dimensão, onde fica aprisionado.

Sonic the Hedgehog está longe de ser brilhante, mas consegue combinar entretenimento, comédia e muito fan service. O enredo é completamente irrealista mas funciona, sobretudo pela prestação de Jim Carrey e James Marsden. Destaque para os créditos finais, que servem de homenagem aos níveis dos primeiros jogos e claro, para as duas cenas pós créditos, que apresentam Tails e um Dr Robotnik à procura de um regresso ao planeta Terra.

Está confirmada uma sequela, restando apenas validar a data de lançamento.

Mediano
68%