Sonic the Hedgehog 2

Nove meses após os eventos do filme original, o Dr Robotnik consegue escapar do planeta dos cogumelos, graças à intervenção de Knuckles, o último dos Echidna. No planeta Terra, Sonic tenta converter-se num super-herói, embora tenha sérias dificuldades em evitar a destruição de propriedade privada.

O humor continua a ser uma constante, numa aventura inspirada em alguns dos níveis mais icónicos dos primeiros jogos da SEGA. Voltamos a ter muito fan service, com a introdução de Tails na narrativa, que é complementado com os regressos de Tom e Maddie Wachowski, Rachel e o Agente Stone.

A narrativa é simples e consiste na localização da Master Emerald, uma relíquia milenar que assegura poder ilimitado ao seu possuidor. Adicionalmente, temos um sub-narrativa, que envolve o casamento de Rachel com Randall, que acaba por ser relevante no acto final de Sonic 2.

No global, este filme é mais fraco do que original, embora mantenha vários easter-eggs dos jogos. No que diz respeito a interpretações, tenho que destacar o inevitável Jim Carrey, que é suportado de forma competente por Idris Elba, Ben Schwartz e Colleen O’Shaughnessey.

Se procuram o típico filme de domingo, este é efetivamente uma escolha sólida e que vai proporcionar entretenimento. Sugiro que aguardem pela cena pós-créditos, em que somos confrontados com Sonic Shadow, num teaser claro para o terceiro filme, que está confirmado para 19 de dezembro de 2024.

Mediano
65%

Sonic the Hedgehog

Baseado no clássico jogo da SEGA, chega finalmente ao cinema a adaptação de Sonic. Relembro que o trailer foi disponibilizado em abril do ano passado, tendo sido terrivelmente recebido, o que forçou a Paramount a rever todo o CGI e mudar o aspecto do ouriço mais conhecido do mundo.

O primeiro acto inicia com a apresentação de Longclaw, a protectora do nosso herói, que explica a função dos anéis, enviando-o para o Planeta Terra, onde deverá evitar expor os seus poderes ao Mundo. A narrativa avança uma década, e Sonic fez da pacata cidade de Green Hills o seu lar, mantendo a promessa de nunca revelar a sua presença aos locais.

Tudo muda numa saída nocturna, em que acaba por criar inadvertidamente um pulso electromagnético que deixa parte da costa noroeste dos EUA sem eletricidade. O Governo resolve investigar esse evento e o Doctor Robotnik é o cientista designado para a tarefa, especificamente pelo seu conhecimento na área de robótica. Ao tentar escapar dos drones de Robotnik, Sonic acaba por esconder-se na arrecadação do Xerife Tom Wachowski, sendo finalmente descoberto pelo mesmo. Numa tentativa desastrada de fuga, o nosso herói deixa cair os anéis na cidade de São Francisco, sem conseguir no entanto transpor o portal, caindo inanimado.

Seguem-se alguns momentos cómicos, mas essencialmente Tom concorda em levar Sonic à cidade de São Francisco, para recuperar os anéis e escapar para outra dimensão. Temos o primeiro confronto com o Dr Robotnik, que consegue recolher um espinho do nosso herói, que lhe permitirá mais tarde adaptar o poder de Sonic à sua tecnologia.

Ao longo da viagem para São Francisco, Tom e Sonic criam uma ligação profunda, com inúmeros momentos cómicos, com destaque para a cena do bar motard. Num derradeiro ataque, o nosso herói fica inconsciente acabando por ser ajudado pela esposa de Tom, Maddie, que é veterinária. O trio segue para o edifício onde se encontram os anéis, para serem novamente atacados pelo seu perseguidor, que aparece num drone alimentado pelo poder do espinho recolhido de Sonic.

O terceiro acto mostra-nos a batalha final entre Sonic e Robotnik, com cenas de velocidade muito bem conseguidas. Quando o vilão aparenta estar próximo da vitória, a cidade de Green Hills tem um papel fundamental no desfecho, ajudando o nosso herói a empurrar Dr Robotnik para outra dimensão, onde fica aprisionado.

Sonic the Hedgehog está longe de ser brilhante, mas consegue combinar entretenimento, comédia e muito fan service. O enredo é completamente irrealista mas funciona, sobretudo pela prestação de Jim Carrey e James Marsden. Destaque para os créditos finais, que servem de homenagem aos níveis dos primeiros jogos e claro, para as duas cenas pós créditos, que apresentam Tails e um Dr Robotnik à procura de um regresso ao planeta Terra.

Está confirmada uma sequela, restando apenas validar a data de lançamento.

Mediano
68%

Jogos Épicos Ep.6

Nos três primeiros episódios falei essencialmente de jogos associados ao Spectrum mas está na altura de apresentar um dos grandes ícones do mercado das consolas.

Tinha cerca de 15,16 anos quando vendi o meu computador e comprei a Mega Drive, sistema praticamente desconhecido em Portugal e que viria a marcar uma geração.

Lembro-me perfeitamente de pensar que tecnologia daquela era digna de registo, com o abandono das K-7, passando a ser necessário um simples cartucho. Sonic era o jogo que acompanhava a consola e assim teve início a minha evangelização para com esta franchise.

O jogo estava dividido em 5 mapas, com 3,4 níveis e com o inevitável boss final. Com uns estonteantes 16 bits, a consola pulverizava em termos gráficos qualquer concorrente e durante 2 anos foi líder fruto de uma panóplia fantástica de jogos.

A queda da Sega daria só por si para uma série de artigos mas prefiro focar-me nas memórias dum jogo fantástico e que marcou claramente a minha adolescência. Para terminar, as inevitáveis imagens de alguns dos níveis.