Old Guard

Baseado na BD criada por Greg Rucka, Old Guard apresenta-nos uma equipa de imortais, que realizam operações de salvamento por todo o Mundo. Ao serem contactados por Copley, um membro da CIA, a equipa opta por quebrar a regra principal, aceitando uma segunda missão para o mesmo cliente.

Sem entrar em grande detalhe, essa decisão revela-se um erro, expondo a equipa ao CEO de uma empresa farmacêutica, que pretende estudar e replicar o DNA que lhes permite regenerar qualquer ferimento. O primeiro acto termina no Afeganistão, com o assassinato da Marine Nile Freeman, que regressa milagrosamente à vida, sem ferimentos.

Ficamos a saber que existe uma relação espiritual entre os imortais, que conseguem sonhar com determinados locais e identificar os novos membros. Sem hesitações, a equipa toma a decisão de resgatar Freeman e explicar-lhe tudo o que aprenderam ao longo das últimas décadas.

Seguem-se cenas de acção, muitas mortes e a captura inevitável de Joe e Nicky, dois dos membros da equipa. Lentamente, vamos conhecendo a origem de Andy e a sua ligação a Quynh, uma imortal que foi a sua parceira durante muito tempo, algo que será relevante para o final do filme, assim como a sequela, que está confirmada.

O terceiro acto é a missão de resgate, que implicará alguns sacrifícios e um gigantesco trabalho em equipa, para proteger Andy, que se encontra vulnerável. Escusado será dizer que a missão é um sucesso, lançando a premissa para o futuro, com a adição de um novo elemento (humano) à equipa.

Old Guard é um filme bem conseguido, que se mantém em grande medida (há uma excepção) fiel à BD, graças à participação de Greg Rucka no projeto. Fica a sugestão para mais uma produção Netflix.

Bom
73%

Reign of the Supermen

A cidade de Metropolis tenta ultrapassar a perda do Super-Homem, sem grande sucesso. É evidente um aumento da criminalidade, que criou as condições ideias para o aparecimento de três novos super-heróis, que alegam ser os herdeiros de Super-Homem.

Como seria expectável, Lois Lane encontra-se céptica acerca destes três benfeitores, iniciando uma investigação por conta própria. Lex Luthor capitalizou com a morte de Kal-El, pretendendo assumir a segurança de Metropolis, através da Lex Corp. Numa das suas galas de beneficência, acaba por revelar ao mundo que um dos novos super-homens é da sua autoria, sendo o primeiro de um exército que irá ser criado.

Segue-se a aparição inesperada dos restantes dois heróis, assim como de um terceiro elemento, Eradicator, que aparenta deter poderes muito semelhantes aos do Super-Homem. A batalha termina, com o desaparecimento dessa estranha figura, que segue na direção da Fortaleza da Solidão.

Lois Lane envia uma mensagem ao Cyborg Superman, que afirma ser a reencarnação de Clark, embora não tenha memórias passadas de qualquer evento ou da sua identidade secreta. Tomamos igualmente conhecimento que os planos de Lex não seguem o caminho desejado, dado que a conduta do seu jovem Super-homem reflecte a idade, originando momentos cómicos e de imaturidade, que levam a imprensa a rotulá-lo de Superboy.

A narrativa evolui para a inauguração da Watchtower, que conta com a presença da Presidente dos EUA e de Superboy, o seu guarda costas. Do nada, abre-se um portal, dando início a um ataque de Parademons, que culmina com a aparente destruição dos principais membros da Liga da Justiça. No final deste evento, o Cyborg Superman é reconhecido como o sucessor do Super-Homem, após salvar a vida da Presidente.

Sem colocar spoilers, posso salientar que no acto seguinte, vamos descobrir as verdadeiras intenções de Cyborg Superman, assim como a sua identidade. Confirma-se igualmente que Darkseid é o responsável pelo envio de Doomsday e na Fortaleza da Solidão, o verdadeiro Super-Homem acorda finalmente de um longo sono de recuperação, ainda sem grande parte dos seus poderes.

Superboy e Steel concordam em ajudar Kal-El na sua luta contra o Cyborg Superman, que capturou Lois Lane e enviou as suas forças para destruir Metropolis. Consumido pela raiva, o vilão consegue libertar-se do controlo de Darkseid e inicia uma batalha contra um Super-Homem que está longe de ter o mesmo nível de poder.

Com a ajuda de Lois e de kryptonite azul, Clark consegue finalmente derrotar o Cyborg Superman e recuperar a totalidade dos seus poderes. Numa das cenas finais, vemos Clark e Super-Homem a aparecerem em conjunto na televisão, com a ajuda do Martian Manhunter e a Liga da Justiça opta por levar a luta diretamente para Apokolips, recebendo a ajuda de um inimigo “improvável”.

Reign of the Supermen é um filme bem conseguido, mantendo o excepcional casting e uma narrativa que é cativante, embora algo previsível, sobretudo para quem conhece o material de origem.

Bom
75%

Glass

Dezanove anos depois, chega finalmente ao fim a trilogia da autoria de M. Nigh Shyamalan. Unbreakable foi uma agradável surpresa, em que fomos apresentados a Elijah Price e David Dunn, que se converteram em vilão e herói respetivamente.

Split saiu em 2016, adicionando á narrativa Wendell Crumb, a peça em falta para criar o triângulo necessário para esta verdadeira batalha de titãs.

Em termos cronológicos, Glass ocorre três semanas após os eventos do filme anterior. David, que agora é conhecido como The Overseer, encontra-se em patrulha pelo bairro, quando encontra Wendell Crumb. Ao segui-lo, encontra um grupo de quatro cheerleaders, que acaba por salvar, antes de iniciar uma batalha épica com The Beast.

Ambos acabam por ser capturados pela Dra Ellie Staple, que os leva para o Instituto de Raven Hill. O diagnóstico é um distúrbio de “complexo de grandeza”, algo que pode ser curado, caso ambos os pacientes admitam essa possibilidade. Coincidência, ou não, Elijah Price é outro dos pacientes ao cargo da Dra Staple, que aparenta ter uma agenda oculta.

Os quartos onde David e Kevin estão detidos apresentam medidas de segurança que utilizam o ponto fraco de ambos, como forma de controlo. Paralelamente, a mãe de Elijah, o filho de David e Casey, a sobrevivente de Split, juntam esforços no sentido de convencer a Dra Staple que os super-heróis existem.

Com o decorrer da narrativa, depreendemos que Elijah não está catatónico mas sim a elaborar um plano de fuga, em que necessita da colaboração de The Beast. Em termos de detalhe, fico por aqui, de forma a evitar spoilers.

Glass tem um potencial enorme mas o terceiro acto está longe de me convencer, apesar de ter algumas boas ideias. Esperava mais da batalha final entre The Overseer e The Beast, mas tenho noção que o orçamento (20 milhões) coloca limitações claras em termos de impacto visual.

O filme termina com o Mundo a tomar conhecimento que os super-heróis existem, mas no geral, é o pontos mais baixo da trilogia. Para os fãs de Unbreakable e Split, a recomendação é evidente mas preparem-se para alguma desilusão, apesar da premissa ser absolutamente fantástica.

Mediano
69%