Oeste Retro Games Festival 2019

Como certamente já tiveram oportunidade de constatar, sou um entusiasta de retro gaming e, sempre que possível, gosto de visitar exposições ou eventos relacionados com o tema. Nesta ocasião, tomei a decisão de conhecer a Oeste Retro Gaming Festival, que se realizou na Lourinhã este fim de semana e parece-me importante partilhar a experiência.

O facto de viver na periferia de Lisboa facilitou a deslocação, dado que estou a 45 minutos do local onde foi realizado o evento. O bilhete custa dois euros e permite acesso ao espaço, onde podemos encontrar vários street food de qualidade, os habituais stands de venda, jogos de tabuleiro e o cosplay, sem esquecer a faceta competitiva dos torneios.

Confesso que foi muito estimulante ver tanta juventude, a descobrir as virtudes dos sistemas antigos, na companhia de pais e irmãos mais velhos. Igualmente interessante foi ter visto alguns membros da comunidade do YouTube, mais concretamente o Retro Stu, MFGAMING e o Retro Raider, que são extremamente acessíveis e de trato fácil.

A nível de software e hardware a escolha era variada, com preços justos e que resultou nalgumas compras da minha parte, como já vem sendo apanágio. Estamos perante um evento de escala menor, comparativamente a uma LWG ou Comic-Con mas que apresenta outras vantagens, com um ambiente bem mais familiar, repleto de adeptos do retro gaming e que gostam de partilhar esse conhecimento com os visitantes.

Foi uma experiência muito positiva e que irei repetir em 2020. Para terminar, eis algumas fotos, para que tenham noção do que podem vir a encontrar caso optem por visitar a próxima edição do Oeste Retro Gaming Festival.

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Luís de Matos: Impossível

A magia e o ilusionismo fascinam-me desde muito novo, com as primeiras idas ao circo. Com o avançar do tempo, tomei conhecimento de nomes como Houdini, Penn & Teller e o inevitável David Copperfield, o que abriu ainda mais os meus horizontes nesta matéria.

Em termos nacionais, Luís de Matos é uma referência, desde as suas primeiras aparições na televisão, pelo que não podia falhar o espectáculo Impossível, que decorre entre 12 de Dezembro e 1 de Janeiro de 2019.

A digressão conta com o duo português Tá na Manga, o belga Aaron Crow e o sul-coreonano Yu Hojin, que complementam de forma muito interessante o espectáculo.

Sem colocar spoilers, contem com desaparecimento de veículos, truques de cartas e os inevitáveis jogos com luz e som, que fazem de Impossível uma experiência fantástica e que recomendo vivamente.

Lisboa Games Week 2018

O mês de Novembro marca a celebração da Lisboa Games Week, um evento que consagra a indústria dos videojogos e as suas inúmeras vertentes, dos quais destaco o retro gaming e o eSports, que me parecem representar de forma mais clara os pólos opostos.

Esta edição decorreu entre 15 e 18 de Novembro, ocupando dois pavilhões da FIL e proporcionando experiências diferentes em cada um dos dias. A minha visita decorreu na sexta-feira, cujo programa incidiu em dois torneios (FIFA e Fortnite) e vários sessões/palestras de robótica e game design.

Para além das atividades acima indicadas, existiram os habituais meet and greet com vários Youtubers nacionais, sem esquecer as diversas zonas comerciais e de restauração. Em termos de organização, a LGW é sem dúvida uma referência, sendo bastante simples circular pelo espaço e usufruir das diversas experiências.

No que diz respeito ao recinto, destaque para a zona retro, que continua a proporcionar uma experiência única, sendo um dos meus espaços de eleição. Nota igualmente muito positiva para a zona reservada aos jogos indie, que permitiram ao público tomar conhecimento de projetos como La Mulana 2 e John Mambo, entre muitos outros.

Para os adeptos de diversidade, não podia faltar o cosplay, as sessões de wrestling e algumas experiências radicais que se encontram disponíveis ao longo dos dois pavilhões, sem esquecer a possibilidade de testar os videojogos mais recentes e adquirir alguns produtos de gaming a valores mais competitivos.

No entanto, nem tudo são rosas. Sinto que esta edição sofreu do “síndrome Comic Con”, que pela primeira vez se realizou em Lisboa e condicionou, na minha opinião, a presença de alguns dos expositores habituais. Esta foi a minha quinta presença neste evento e senti que o espaço estava mais vazio, o que é desapontante, sobretudo se pensarmos que o bilhete deste ano subiu para os 12 euros.

Para terminar, quero apenas salientar que a LGW continua a ter a minha confiança, embora existam claros pontos de melhoria. Apesar de compreender a necessidade de rentabilizar o evento e agradar aos patrocinadores, é fundamental não esquecer a essência deste evento, que passa por divulgar projectos e promover a troca de ideias e inovação da indústria de videojogos no nosso cantinho à beira mar plantado.

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