Scream T.1

Foi com alguma surpresa que me deparei com esta série enquanto navegava pelo Netflix, mas resolvi dar-lhe uma oportunidade, dado que estava doente e precisava de algo para entreter a mente. Este enquadramento pode parecer algo bizarro mas a realidade é que Scream acabou por ser bem melhor do que podia antecipar.

A narrativa decorre em Lakewood, uma pacata cidade americana, que foi palco de crimes horrendos há cerca de vinte anos. Os autores optaram por tirar algumas ideias dos filmes de Wes Craven mas seguiram por um look mais moderno e direccionado para os dias que correm. O crime inicial ocorre em seguimento de uma situação de cyber-bullying e transforma-se rapidamente num emaranhado de segredos e histórias paralelas, que acabam por fazer sentido no final da temporada.

Temos o típico grupo de amigos, composto pelas individualidades mais populares e dois membros do polo oposto, que se interessam por cinema e serial killers. Não pode igualmente faltar o Sheriff local e o inevitável jornalista, neste caso Piper Shaw, responsável por um famoso podcast. A série está repleta de clichés e retira algum humor dessa situação, com monólogos e comentários sarcásticos acerca de algumas decisões.

Como não podia deixar de ser, os argumentistas fornecem várias pistas e suspeitos, que vão sendo eliminados ao longo dos dez episódios, que compõem esta primeira temporada. A história é envolvente e consegue adicionar algo diferente em cada episódio, o que manteve o meu interesse. Confesso que acertei na identidade do assassino, embora tenha algumas dúvidas em relação a outro ponto, que vou deixar em branco neste artigo, dado que envolve a segunda temporada, que entretanto já começou.

Se são fãs do género slasher, recomendo que vejam esta série. Está longe de ser brilhante mas tem algumas personagens carismáticas e tem um feel muito moderno, em que os habituais clichés são mantidos mas com uma preocupação em se distanciar do que é a norma neste género. Confesso que foi uma agradável surpresa.

The Arrow T.4

Como sabem, levei muito tempo até seguir com atenção as aventuras de Oliver Queen, embora reconheça que as duas primeiras temporadas são de facto muito interessantes. Por esse motivo, encarei com alguma relutância esta nova temporada, dado que me parecia “ser mais do mesmo”.

Damien Darhk é um extraordinário vilão, mas tem aparições ocasionais ao longo da temporada, o que retira emoção e envolvimento ao espectador. Grande parte da narrativa é dedicada aos relacionamento entre Diggle e o seu irmão, assim como de Felicity e Oliver. Temos breves aparições de Constantine e flashbacks recorrentes da Ilha, que envolvem Taiana e Baron Reiter, mas no global a temporada é muito pobre em termos de ideias.

Darkh tenta implementar o projecto Genesis, que consiste em lançar ogivas nucleares sobre o planeta, garantindo apenas a sobrevivência dos membros seleccionados, que teriam a missão de repopular a Terra. Pelo meio, temos a dissolução da Liga de Assassinos, a morte de um dos membro da equipa e um crossover com Legends of Tomorrow, que falham em dar nova vida à série.

Nem o episódio final consegue dar alguma satisfação, apesar de ter alguns momentos interessantes e que podem ter impacto na temporada seguinte. Pessoalmente, considero esta a mais fraca das temporadas, apesar de ter um dos melhores vilões, o que é no mínimo estranho. Penso que tentaram seguir em demasiadas direcções e com o passar dos episódios acabaram por estagnar a narrativa em algo que deveria ser secundário (evitar spoilers).

Confesso que não estou particularmente entusiasmado para o regresso do Green Arrow e já vi séries serem canceladas por muito menos…

The Flash T.2

A segunda temporada de Flash está repleta de acção e conta com Meta-Humanos da Terra 2, que pretendem assassinar Barry Allen. A destruição do Reverse Flash abriu a porta a outra dimensão (Terra 2), o que permite a entrada a Jay Garrick (o Flash desse Mundo) e Zoom, o mais poderoso dos vilões, que é igualmente um speedster e que aparenta ser virtualmente imbatível.

Temos a introdução de personagens como Hawk-Girl, assim como o aparecimento de Wally West e claro, a presença de Harrison Wells, da Terra-2, que permite a continuidade da qualidade em termos de narrativa. O nosso herói é derrotado inúmeras vezes por Zoom, sendo necessário aprender com os erros e “estar disposto a fazer o sacrifício supremo” para derrotar este vilão. Nada de inovador, é certo mas com a vantagem de ser realizado com a conta, peso e medida necessária para envolver o espectador.

Existem contratempos constantes, desafios que parecem impossíveis e até um crossover com Arrow e Super-Girl, dinamizando de forma quase perfeita esta temporada, que termina com um gigantesco cliff-hanger. Pessoalmente, considero este desfecho algo redundante e estou curioso para saber como se vai interligar com o que vimos suceder até ao momento.

Barry tem um conhecimento mais abrangente da Speed Force e toma uma decisão emocional, que pode ter consequências graves para a integridade da linha temporal. Estou ansioso por saber qual o vilão para a terceira temporada e quais as alterações que irão ocorrer. Terá sido o fim de Zoom? Será que Harrison Wells vai permanecer na Terra-2?

Posso com toda a certeza afirmar que esta foi a melhor temporada no que diz respeito a séries da DC. Não é perfeita mas consegue fazer quase tudo muito bem, o que eleva a fasquia para a terceira temporada. Concordam comigo? Utilizem a caixa de comentários para dizer de vossa justiça.