Killjoys T.1

Sou um grande entusiasta de ficção científica, pelo que não fiquei indiferente a mais uma série do Syfy. O enredo tem como base um ponto distante da galáxia, de nome Quad, em que existe um regime feudal, que fomenta a segregação social. Essencialmente temos sete planetas, onde habitam as classes sociais economicamente mais fortes e os planetas habitados pelos descendentes das gerações menos favorecidas, que se dedicam a minar e terraplanar zonas inóspitas e repletas de radiação.

Pelo meio, temos Westerley, onde se encontra a nossa equipa de heróis. Killjoys não são mais do que bounty-hunters, que trabalham para a Companhia, uma empresa independente que tem vários níveis de mandatos, mantendo a ordem no quadrante. Dutch é a líder da equipa e apresenta um passado obscuro, tendo sido treinada na arte de matar por Khlyen, uma personagem que se revelará fundamental para esta primeira temporada.

Os restantes membros da equipa são os irmãos Jaqobis: John é um perito em componentes electrónicos e D’Avin um ex-militar que tem memórias bloqueadas. Parte da premissa desta temporada inicial é precisamente a busca pela doutora responsável pelo bloqueio dessas memórias, assim como a batalha entre Dutch e o seu mentor. Temos igualmente algumas conspirações políticas e uma iminente guerra entre duas facções, o que forçará os nosso heróis a tomar partido.

A primeira temporada, que tem dez episódios, termina com um enorme cliffhanger, que vou evitar divulgar. Recomendo seriamente que acompanhem Killjoys, pelo seu enredo e pelas personagens. Não está ao nível de Firefly mas tenho a certeza que será uma agradável surpresa.

Dark Matter T.1

Uma tripulação de seis humanos e um andróide despertam em pleno espaço, com uma total ausência de memórias. Esta é a premissa de Dark Matter, a mais recente série do Syfy. Confusos e sem capacidade de se recordarem de qualquer tipo de pormenor, atribuem números a cada um para se identificar. Rapidamente concluem que são uma equipa de mercenários de elite, com uma reputação tenebrosa, o que cria um ambiente de desconfiança, na tentativa de descobrir quem foi o responsável.

Ao longo dos episódios, vamos sendo apresentados ás personagens e respectivas histórias, o que nos permite tirar algumas ilações acerca dos verdadeiros motivos. Pouco é o que parece e ficamos claramente com a sensação de intenções secundárias. Pelo meio, temos algum humor e aparições especiais de David Hewlett, Torri Higginson, Rob Stewart e Will Wheaton.

Apesar de não ter os diálogos épicos de Firefly ou a narrativa envolvente de BSG, estamos perante uma série com muito potencial, que espero venha a ser desenvolvido na segunda temporada. Sem colocar spoilers, é desvendada a identidade do traidor e a tripulação acaba por ser capturada, deixando um enorme cliff-hanger para os próximos meses.

Se são entusiastas de ficção científica penso que ficarão agradados com Dark Matter. Apesar de começar a um ritmo muito lento, a narrativa desenvolve bastante nos últimos cinco episódios, deixando em perspectiva uma segunda temporada extremamente interessada e com acção redobrada.

Dentro da mesma temática, irei brevemente falar-vos de outra série do Syfy, intitulada KillJoys.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.2

A primeira temporada esteve longe de ser memorável, apesar de um bom final, com a invasão da HYDRA e consequente divisão da SHIELD. A traição de Ward deixou as suas marcas na equipa, com destaque para Simmons e Fitz mas a batalha continua com um twist inesperado: Coulson é nomeado Director com o aval de Nick Fury e Maria Hill.

Os primeiros episódios apresentam os novos membros da equipa (Lance, Mack e Bobbi Morse), assim como alguns vilões que farão parte da narrativa (destaque para Agent 33, Dr Whitewall e Bakshi). A meio da temporada os Inhumans passam a ser o foco da atenção, com a introdução da mãe de Skye e com algumas batalhas épicas.

Não sou fã da sub-história que envolve a luta pelo poder entre duas facções da SHIELD, que pouco ou nada acrescenta mas aprecio a parte relacionada com os Kree e a criação dos Inhumans. Pelo meio, temos o desenvolvimentos dos poderes de Quake, outrora conhecida como Skye e o aparecimento de Lincoln, que será uma personagem importante na terceira temporada (pelo menos tudo o indica).

Como sempre, evito colocar muitos spoilers, mas posso adiantar que são criadas alianças inesperadas para derrotar Jiaying e que Coulson não voltará a ser o mesmo após os eventos que ocorrem a bordo do porta aviões da SHIELD. No último episódio, são lançadas três “bombas” na narrativa, que implicam Ward, Jemma e um novo inimigo.

Para terminar, considero que esta segunda temporada foi claramente melhor, com alguma narrativa a cruzar com os filmes de Thor, Winter Soldier e Age of Ultron, o que ajuda no desenvolvimento das personagens e enredo. Destaco particularmente os episódios em que temos Lady Sif e um caçador Kree mas não gostei da forma como retiraram o agente Triplett da equação, dado que era claramente um dos agentes com mais potencial.

A terceira temporada promete ser muito interessante e espero que continue a surpreender em termos de narrativa. E volto a frisar que seria épico colocar alguns dos Vingadores a aparecer ocasionalmente, sobretudo quando a timeline vai coincidir com o lançamento do Civil War.