The X-Files T.10

Os Ficheiros Secretos marcaram sem dúvida uma era, apesar de não ser um entusiasta das três últimas temporadas. Em termos cinematográficos, o cenário foi no mínimo catastrófico, com duas aventuras completamente deslocadas de contexto e que em nada ajudaram no sentido de dar “a conclusão” necessária à série. Por esse motivo, quando li que Chris Carter pretendia criar mais seis episódios, fui invadido por um misto de optimismo e cepticismo, mas resolvi, por fim, dar uma derradeira oportunidade.

O ponto mais forte deste regresso é o facto de continuar a existir “a química” entre Mulder e Scully, factor fundamental para o sucesso da série original. Existem algumas boas ideias, nomeadamente no primeiro episódio, com a tentativa de seguir um caminho diferente, mais científico, mantendo a conspiração governamental como pano de fundo. Infelizmente essa virtude é insuficiente para elevar a narrativa ao patamar necessário, tornando os restantes episódios numa sátira ao original, com episódios repletos de cenas cómicas e completamente desajustadas da premissa dos Ficheiros Secretos.

O último episódio acaba por ser dos melhores, terminando num gigantesco impasse, numa clara tentativa de forçar a continuidade desta décima temporada. Confesso que entrei com expectativas baixas para esta experiência, pelo que não me sinto desiludido. Penso no entanto que a franchise merecia mais respeito, apesar de reconhecer potencial a personagens como a Agente Einstein, Agente Miller e Tad O´Malley.

Qual é a vossa opinião relativamente a este regresso de Mulder e Scully? Os episódios foram do vosso agrado? Gostariam que a série fosse renovada? Como sempre, convido-vos a partilhar ideias na caixa de comentários.

The Strain T.2

Após uma primeira temporada interessante, a luta contra o Mestre retoma, com os nossos heróis a serem colocados à prova em inúmeras ocasiões. A batalha com Setrakian deixou as suas marcas e vai forçar a mudança de corpo do Mestre, algo que não acontecia há séculos.

Em termos de narrativa, vamos acompanhar a demanda pelo Occido Lumen, um livro que pode deter o segredo para a derrota dos strigói. Existem igualmente algumas tentativas de criar uma arma biológica capaz de infectar os vampiros e o aparecimento de alguns aliados inesperados. A parte mais interessante desta segunda temporada é que foge em grande medida aos livros, o que é curioso, tendo em conta que os produtores são Chuck Hogan e Benicio del Toro, precisamente os criadores da obra.

Existem menos flashbacks, com o intuito de explicar as origens de algumas personagens, excepção feita a Quinlan, que se revela como um dos inimigos mortais do Mestre. E é nesta fase que vou inserir alguns spoilers, pelo que sugiro a vossa atenção. A grande virtude da primeira temporada foram precisamente as personagens, que são extremamente cativantes e relevantes para a narrativa, algo que se perde nesta segunda parte.

Existe nalguns episódios uma desorganização total da narrativa, em que acompanhamos Eldritch Palmer e Coco, outros em que somos apresentados a Angel, um ex-lutador mexicano, que realizava filmes acerca de vampiros (sim… isso mesmo), mas em que nunca fica claro a relevância para o resultado final do episódio em questão. Outro dos pontos que me fez confusão é o facto de passar a não existir preocupação na contaminação, aquando das batalhas. Essencialmente vemos sangue branco a voar por todo o écran mas nesta temporada ninguém é exposto (bem, quase ninguém, vou evitar esse spoiler).

Dito isto, considero que a segunda temporada de The Strain não é tão forte como a primeira, embora tenha mais acção. Estou muito curioso pela terceira temporada, que será a final, dado que tenho a certeza que irá desviar-se ainda mais da obra literária. Serão os strigoi a vencer? Ou a Humanidade? Ou será que após a batalha final, restará alguém para ser declarado vencedor? Em 2016 vamos ter essa confirmação.

12 Macacos T.1

James Cole é um viajante do tempo que volta ao passado para evitar a libertação de um vírus que vai exterminar grande parte da população. Para tal, conta com a ajuda da Dra Cassandra Railly e algumas informações que vai recolhendo ao longo das suas visitas. Os mais atentos vão certamente lembrar-se do filme de 1995, com Bruce Willis e Brad Pitt, que ainda hoje faz parte da minha lista de preferências.

A narrativa oscila freneticamente entre 2043 e o presente, com Cole e Cassandra a tentarem desesperadamente descodificar o verdadeiro puzzle que é o Exército dos 12 Macacos, os alegados responsáveis pela libertação da epidemia. Temos personagens fortes e misteriosas, tais como a Dra Jones e o enigmático Pallid Man, criando as condições necessárias para um bom desenvolvimento da narrativa e das duas facções.

Temos igualmente boas interpretações e claro, as constantes alterações na timeline, que criam o factor surpresa durante os treze primeiros episódios desta temporada. Como sempre, vou evitar colocar spoilers mas recomendo vivamente os 12 Macacos, que tem a renovação confirmada para 2016.

Fico com algumas reservas face ao trailer que já está disponível, dado que sugere uma maior importância do passado para a solução deste verdadeiro enigma.