The Ark T.2

A aventura continua e a tripulação da Ark 1 vai ser testada de forma recorrente. Após os eventos da temporada anterior, o plano passa por alcançar o planeta Trappist-1D, onde deverá ter sido estabelecida a colónia terrestre.

Ao longo destes doze episódios, vamos ter desenvolvimento de personagens, com ênfase no passado de Eva Mitrovic e do Tenente James Bryce. Paralelamente, vamos descobrir a real motivação de Kimimela Joma e o segredo do Dr. Marsh.

No entanto, o momento mais marcante é o falecimento de um dos membros, que vai despoletar eventos que honestamente, pouco acrescentam à série. Nas actuais séries do Syfy, raramente temos um grande foco no argumento, mas esta segunda temporada é bastante inferior à anterior, embora consiga recuperar algum do meu interesse nos derradeiros dois episódios.

Sem revelar pormenores, teremos a chegada a Trappist-1D, que criaram uma nova premissa narrativa, que será certamente explorada na terceira temporada, que já se encontra confirmada.

Sinceramente, torna-se difícil recomendar esta série, sobretudo a quem não investiu tempo na primeira temporada. Recomendo que direcionem a vossa atenção para outros projectos, que serão muito provavelmente uma escolha mais acertada.

The Ark T.1

Apesar de ser (mais) uma série do Syfy, esta aventura espacial conseguiu captar a minha atenção nesta primeira temporada. Está longe de ser brilhante, mas tem o dom de desenvolver as personagens de forma gradual, revelando apenas o estritamente necessário para criar uma relação de empatia.

A premissa está longe de ser original, focando-se num planeta Terra que está a ser abandonado pela Humanidade, com destino a Proxima B. São construídas diversas naves, que são designadas como Arcas, com o intuito de transportar o melhor da raça humana, assim como diversas espécies de fauna e flora.

No primeiro episódio, somos confrontados com um acidente, que destrói a zona onde se encontram todas as altas patentes, deixando a Tenente Sharon Garnet no comando. A partir deste momento, dá-se inicio a uma batalha pela sobrevivência, que evolui para uma disputa pela liderança.

As interpretações são medianas, mas, conforme referi, o ponto mais forte está na narrativa, mais especificamente no secretismo que envolve a Tenente Garnet, Jasper Dades e William Trust.

Se procuram entretenimento puro, com uma boa dose de ação, esta pode efetivamente ser uma boa opção.

Sharknado: It´s about Time

Este sexto filme marca o fim de uma era, retomando os acontecimentos de Global Swarming. Com referências e gags óbvias a filmes como Star Wars e Back to the Future, vamos acompanhar os nossos heróis em diversos pontos da História, numa narrativa que não faz qualquer sentido, mantendo a habitual coerência.

Contem com as típicas cenas de ação over the top, as punchlines tradicionais e o reaparecimento de algumas personagens que entraram nos filmes anteriores, numa tentativa clara de fechar o ciclo, que se iniciou em 2013 e ao qual vamos regressar (sem spoilers).

Como é apanágio, temos a participação especial de muitos actores e celebridades, dos quais destaco Vivica A.Fox, Alaska Thunderfuck, Bernie Kopell, Neil deGrasse Tyson, Marina Sirtis, Dexter Holland, Noodles, Gilbert Gottfried e Tori Spelling.

Vai ser necessário realizar sacrifícios ao longo do caminho, para que Fin chegue à conclusão de que não consegue controlar o futuro. Mas será possível derrotar os tubarões, sem alterar os eventos que definem a História como a conhecemos? Esta é a premissa principal da narrativa, que termina de forma satisfatória, reunindo grande parte da equipa que ao longo destes seis filmes lutou contra as sucessivas vagas de sharknados.

O grande sucesso deste projecto sempre foi a falta de seriedade com que foi encarado, algo que é muito bem incorporado em It´s About Time. Se são fãs do género, recomendo vivamente que invistam 90 minutos nesta pérola e caso pretendam, partilhem a vossa opinião na caixa de comentários.

Em que patamar colocam Fin Shepard, comparativamente a heróis como John McClane, Ethan Hunt e mais recentemente John Wick?