Samurai Jack

As manhãs de domingo converteram-me desde muito novo ao mundo dos desenhos animados. Séries como os Transformers G1, Os Cavaleiros do Zodíaco, Voltron e Dragon Ball, para citar alguns dos mais relevantes, moldaram a minha juventude e plantaram esta semente que foi crescendo ao longo dos anos.

Em 2001, a Cartoon Network disponibiliza Samurai Jack, uma série que narra as aventuras de um honrado samurai, que é enviado para um futuro distópico, dominado pelo mestre das Trevas, Aku.  Ao longo de 62 episódios, vamos acompanhar a viagem épica do nosso herói, que se vê forçado a lutar contra exércitos de robots, caçadores de recompensa e os lacaios de Aku.

Cada episódio dura aproximadamente 20 minutos, garantindo ação frenética e introduzindo várias personagens relevantes (Scotsman, As Filhas de Aku, Ashi), que farão avançar a narrativa, sobretudo na derradeira temporada. A animação tem um estilo muito próprio, com vários momentos de humor que complementam as geniais cenas de ação.

Lamentavelmente, a série é cancelada em 2004, o que impossibilitou a conclusão da história mas os esforços de Tartakovsky permitiram o regresso em 2017 para a derradeira temporada, que fecha o arco narrativo de Jack.

Na minha opinião, estamos perante um série de animação fabulosa, repleta de episódios memoráveis e que garante um desfecho digno e apropriado para a saga de Jack. Em território nacional, podem acompanhar esta aventura através da HBO Max, que disponibiliza as cinco temporadas.

Long ago in a distant land, I, Aku, the shape-shifting Master of Darkness, unleashed an unspeakable evil!

But a foolish samurai warrior wielding a magic sword stepped forth to oppose me.

Before the final blow was struck, I tore open a portal in time, and flung him into the future, where my evil is law!

Now the fool seeks to return to the past, and undo the future that is Aku!

Andor T.1

Rogue One é sem dúvida um dos melhores projetos modernos de Star Wars, tendo introduzindo várias personagens icónicas. Dito isto, esta série narra a origem de Cassian Andor, desde o seu recrutamento para uma missão arriscada, até à sua entrada na Resistência, algo que ocorre no derradeiro episódio desta primeira temporada.

A primeira metade de Andor foca-se no planeta Ferrix, em que existe uma pequena célula rebelde que tem contacto directo com Luthen Rael, a face oculta da Resistência, que tem um plano ousado para causar problemas para o Império. Adicionalmente, Cassian é procurado por assassinato de dois oficiais em Morlana One, chamando a atenção de Syril Karn, um inspector de Preox-Morlana que se torna obcecado pelo caso.

Após uma arriscada fuga de Ferrix, Cassian é contratado para juntar-se a uma equipa que vai roubar um pagamento imperial em Aldhani, numa missão que é considerada quase impossível. Apesar de inúmeros imprevistos, o resultado final culmina  em sucesso, embora se registem elevadas baixas do lado da Resistência. Sem qualquer ligação à causa, Andor fica com a sua quota financeira da missão e entrega o resto a Vel Sartha, a líder da missão.

A segunda metade da temporada foca-se em Cassian, que leva uma vida de luxo, graças aos créditos obtidos na missão em Aldhani. Ironicamente, acaba por ser detido e condenado a trabalhar em Narkina 5, sem motivo aparente, dado que o Império necessita de mão de obra barata para garantir a operacionalidade da sua frota.

O modelo hierárquico implementado assenta numa lógica de meritocracia, em que são recompensadas as equipas com os maiores índices de produtividade. No entanto, Cassian vai descobrir a cruel realidade, fomentando um motim que levará a uma fuga arriscada e que lança a premissa para os derradeiros episódios.

A temporada termina em Ferrix, que prepara o funeral de Maarva, a mãe adoptiva de Cassian. O Império prepara uma elaborada missão, no sentido de o capturar e obter a identidade de Luthen Rael. Adicionalmente, a Resistência tem o objetivo de eliminar Andor e manter a identidade secreta do seu líder.

Andor é uma série bem conseguida, que introduz inúmeras personagens relevantes, das quais destaco Syril Karn, Bix Caleen, Mon Motha e Dedra Meero. Esta primeira temporada narra de forma competente a mudança radical dos ideais de Cassian, que vê na Resistência a melhor força de derrotar um Império que vai esgotando os recursos naturais da Galáxia e escravizando vários planetas.

The Witcher: Blood Origin

A Netflix continua a apostar forte no lore de The Witcher, introduzindo Blood Origin, que ocorre 1200 anos antes dos eventos da série original. Ao longo de seis episódios, vamos explorar a civilização elfa (Golden Empire) e os eventos que levaram à sua destruição.

No primeiro episódio temos a presença de Jaskier, que é encarregue de cantar esta histórias, a pedido de Seanchai, uma misteriosa Elfa. A narrativa assenta na lenda de sete guerreiros, que se insurgem contra as poderosas forças de Xin’trea. Esta prequela é composta por seis episódios, que vão introduzir Fjall, do Dog Clan e Éile, um membro de um clã rival, que vão acabar por unir forças para derrotar a Princesa Merwyn, que conta com o apoio de Balor, o Druida Mor.

A narrativa está longe de ser brilhante, apesar de ter cenas de ação competentes. Diria que Scían (Michelle Yeoh) acaba por ser a personagem mais interessante, num projeto que pouco acrescentou ao universo de The Witcher. Vou obviamente evitar os spoilers mas diria que o ponto mais alto é a explicação dos eventos que levam à introdução dos humanos em Xin’trea.

Para os fãs desta franquia, diria que existe algum valor em Blood Origin, mas sugiro uma abordagem cautelosa, dado que estamos perante o spinoff menos conseguido até ao momento.