Monarch: Legacy of Monsters T.1

A Apple TV+ tem, na minha opinião, desenvolvido algumas das melhores séries de ficção dos últimos tempos. Monarch é um desses exemplos, focando-se na génese da organização criada para estudar os MUTO (Massive Unidentified Terrestrial Organism), vulgarmente designados como Titãs.

A narrativa centra-se em décadas distintas, acompanhando as aventuras do Capitão Lee Shaw, Bill Rand e a Dra Keiko, assim como as dos seus descendentes, May, Kate e Kentaro. Para além da ligação aos filmes, destaco a narrativa, que desenvolve de forma sublime as personagens, que são assombradas por perda e necessidade de encontrar uma explicação plausível para o fenómeno dos Titãs.

Vamos ter confronto em fações distintas da Monarch, assim como episódios em que Godzilla vai fazer a sua (aguardada) aparição. De forma lenta, mas sustentada, vamos tendo progressão na narrativa, que culmina num derradeiro episódio épico, em que temos a introdução de outro Titã bem conhecido.

Destaque para o elenco, mais especificamente Kurt e Wyatt Russell, Mari Yamamoto e Joe Tippett, que elevam esta série para um patamar francamente elevado. Torna-se sempre complexo abordar estes tópicos sem divulgar spoilers mas se gostam do universo de Godzilla, este é um projeto a seguir. São abordados inúmeros conceitos, na tentativa de formalizar uma teoria que explique a existência dos Titãs, assim como o verdadeiro papel de Godzilla em todo este mistério.

A segunda temporada deverá estrear ainda no decorrer deste ano e promete responder a várias questões pertinentes que nos são apresentadas nos momentos finais do episódio 10.

O Silo T.2

A aventura da Xerife Nichols continua, agora que conseguiu finalmente sair para o exterior do Silo. Vou tentar tecer as minhas considerações, sem revelar demasiados pormenores, o que pode ser algo complicado. Essencialmente, a nossa protagonista chega a um outro silo, em que se vai deparar com uma realidade inesperada.

Lentamente, vamos recebendo pequenas peças do puzzle, que nos vão permitir compreender a linha temporal que levou aos eventos actuais. Nesta segunda temporada, a narrativa alterna entre Juliette e a luta pela manutenção da ordem no Silo, que continua a ser liderado por Bernard Holland. A adição de Solo, o único sobrevivente do silo em que se encontra Juliette, é fundamental para compreendermos algumas decisões, assim como final épico desta temporada, que culmina numa cena absolutamente fantástica.

A Mecânica, liderada por Knox e Shirley, vai adoptar uma postura muito agressiva, na tentativa de obter a verdade acerca do que existe fora do Silo. A ambição de Sims acaba, ironicamente, por traí-lo, colocando-o numa situação precária, que favorece Lukas Kyle, que se converte no aprendiz de Bernard. Existe toda uma narrativa, que explica uma pequena parte do passado e da origem dos Silos, algo que será certamente explorado na terceira temporada.

Os eventos que levam ao confronto entre a Mecânica e Bernard está muito bem conseguido, assim como o mistério em redor de Salvador Quinn, cujo código acaba por ser decifrado por Lukas Kyle, num dos derradeiros episódios desta temporada. Conforme mencionei anteriormente, terminamos num impasse, mas obtemos informação relevante, confirmando-se a existência de 50 silos, que são comandados por uma entidade que será relevada em episódios futuros.

Esta é, sem dúvida, uma das melhores séries da actualidade, garantindo uma narrativa fantástica, excelentes interpretações e uma sequência de eventos que nos deixa sempre entusiasmados com o episódio seguinte. Estão confirmadas mais duas temporadas, com o objectivo de apresentar a conclusão desta aventura.

E caso ainda não o tenham feito, recomendo novamente a leitura da obra literária de Hugh Howie.

X-Men 94

Existem várias séries que marcaram a minha infância e adolescência. Nessa categoria tenho de incluir o mítico X-Men, que tive agora oportunidade de revisitar, através da Disney+.

Ao longo de cinco temporadas, vamos acompanhar as aventuras da equipa de mutantes, liderada por Cyclops. Existem várias histórias épicas, das quais destaco Days of Future Past, The Phoenix Saga, The Phoenix Force, Weapon X e Age of Apocalypse. Temos igualmente inúmeros  episódios dedicados à origem de heróis e vilões, assim como a participação de mutantes relevantes tais como Bishop, Cable, Psylocke, Banshee, Shard e Emma Frost.

Um dos pontos curiosos da série é o facto de originalmente estarem previstos 65 episódios. No entanto, com o sucesso obtido, a intenção passava por extender a duração, mas as dificuldades financeiras da Marvel na altura permitiram apenas mais 11 episódios, que compõem a quinta e derradeira temporada.

Confesso que foi fantástico reviver estes momentos, desde a história de Lady Deathstrike e Wolverine, passando pela sua experiência nos Alpha Flight, culminando com o Império Shi’ar e a ligação telepática de Lilandra com o Professor Xavier. Pessoalmente, considero esta adaptação a mais fiel aos comics dos anos 90, naquela que pode ser considerado o apogeu dos X-Men, com Jim Lee na batuta.

A animação é um reflexo do seu tempo, mas diria que envelheceu bem, proporcionando uma experiência positiva, sobretudo para quem é fã. No entanto, diria que há muito conteúdo que pode interessar aos mais jovens, sobretudo no que diz respeito a alguns dos arcos narrativos mais épicos, assim como a história de origem de vilões como Mister Sinister e Apocalypse, sem esquecer o Hellfire Club.

Caso tenham algo a partilhar sobre este tema, utilizem a caixa de comentários para o efeito. Confesso que gostaria de obter feedback, sobretudo da geração que não cresceu com os X-Men.