Terminator Zero T.1

Sou um enorme fã da saga Terminator, que tem sido bastante maltratada após os primeiros dois filmes, excepção feita a The Sarah Connor Chronicles. Este projecto da Netflix tem uma premissa interessante, pelo facto de ocorrer no mesmo universo dos filmes.

A narrativa decorre em 1997, em Tóquio, seguindo os passos de Malcolm Lee, um engenheiro informático que está prestes a colocar online uma inteligência artificial, que apelida de Kokoro. O objectivo desta IA é combater a Skynet e evitar o que todos conhecemos como Judgement Day. Confesso que gostei bastante da introdução das personagens, com transições entre o passado e futuro, dando a conhecer Eiko. um membro da Resistência que tem como função deter o Terminator enviado para assassinar Malcolm, assim como proteger os seus filhos.

A Production I.G fez um excelente trabalho com a animação e a narrativa é cativante, pelo facto de ser fiel a muito do material original. O elenco conta com alguns nomes sonantes, dos quais destaco Rosario Dawson e Timothy Olyphant. No global, esta é uma abordagem interessante à saga, introduzindo novas personagens e culminando num impasse, que será certamente explorado na segunda temporada.

Parece-me relevante destacar algumas das explicações científicas relativamente ás linhas temporais e a inclusão do passado de Malcolm, que justifica o seu elevado conhecimento acerca dos Terminators e do futuro sombrio que pode destruir a Humanidade.

A animação utilizada é muito oriental, o que pode não agradar a todos, mas Terminator Zero merece a vossa atenção. Diria que tem potencial para criar uma segunda temporada memorável, que pode acrescentar valor a uma franquia que tem vindo a perder qualidade nos últimos 15 anos e que não merece cair no esquecimento.

Avatar Live Action T.1

A adaptação live-action da mítica série de animação já se encontra disponível em território nacional, através da Netflix. A minha relutância inicial dissipou-se a meio do primeiro episódio, ao constatar que o casting foi meticulosamente realizado, originando um produto final de qualidade e que é fiel ao seu material original.

O CGI consegue recriar as maravilhosas paisagens dos diversos reinos, com destaque para a Northern Water Tribe e Omashu. Para quem desconhece esta franquia, a premissa narrativa foca-se no Avatar, o único ser que é capaz de dominar os quatros elementos (Ar, Água, Terra e Fogo). Esta lógica mantém o equilíbrio entre as quatro nações, dado que o avatar vai reencarnando em tribos diferentes, a cada geração que passa. No entanto, Aang, o Avatar Airbender, fica congelado no gelo durante 100 anos, desencadeando uma série de eventos que elevam a Fire Nation para uma posição de domínio, sob a liderança do Fire Lord Ozai.

Esta primeira temporada serve de introdução para diversas personagens, com destaque para Katara e Sokka, dois jovens da Tribo de Água, que se vão converter em aliados de Aang, na sua luta para restabelecer o equilíbrio e devolver a paz a todos os reinos. Ficamos igualmente a conhecer o Principe Zuko, que tem a missão de localizar e destruir o Avatar. Lentamente, vamos obtendo informação adicional acerca das suas motivações, assim como a sua relação com o seu Tio, o General Iroh.

Sem relevar spoilers, existem arcos de redenção, que serão certamente explorados ao longos das próximas temporadas. Mas no imediato, diria que este projeto tem uma primeira temporada fabulosa, que me deixa entusiasmado para as muitas aventuras que se seguem. Destaque para o elenco, que conta com Gordon Cormier, Kiawentiio, Ian Ousley, Dallas Liu, Paul Sun-Hyung Lee, Ken Leung, e Daniel Dae Kim.

Fica a minha recomendação para uma série, que para além de ser fiel ao material original, tem a capacidade de angariar novos fãs, graças a uma narrativa forte e que assenta em personagens cativantes.

Jurassic World Chaos Theory T.1

Após os eventos de Camp Cretaceous, os nossos jovens heróis seguem caminhos distintos. A narrativa avança seis anos, reintroduzindo os Nublar Six numa nova fase da sua vida. Rapidamente, somos confrontados com a notícia da morte de Brooklyn, em circunst?ncias, no mínimo, peculiares, o que vai despoletar uma investigação por parte de Darius e Ben.

É nesta fase que somos apresentados ao vilão, que é designado como The Handler. Uma sequência de eventos vai desvendar uma conspiração, que envolve a DFW e que está directamente ligado aos nossos heróis.

O tom desta sequela é claramente mais adulto, embora mantenha uma estreita ligação aos eventos que ocorreram em Cretaceous. No entanto, são introduzidas algumas personagens novas, das quais destaco Mateo, Dudley Cabrera e The Handler.

São igualmente explorados temas pessoais e que causam fricção entre Kenji e Darius, o que eleva a narrativa e reforça o desenvolvimento das personagens. No derradeiro episódio, somos confrontados com o habitual impasse, que visa resolver o mistério que rodeia a morte de Brooklyn.