Zoo T.1

Baseado na obra de Michael Ledwidge e James Patterson, Zoo apresenta-nos um Mundo animal contaminado pela Raiden, uma multinacional que utiliza os seus produtos como forma de propagação de um mutação genética nos animais.

De forma a obter uma cura, é composta uma equipa, formada por Chloe Tousignant (agente da DGSE), Oz (Zoologista), Kenyatta (guia de safari), Jamie (jornalista) e Mitch (patologista animal). Grande parte da temporada é dedicada ao desenvolvimento de personagens, assim como da própria narrativa, que evolui para um ameaça global. A epidemia afecta todo o tipo de animais, que passam a desenvolver comunicação inter-espécies, aliado a um aumento substancial da sua inteligência.

Paralelamente, a Raiden tudo tenta fazer para esconder o seu envolvimento na mutação, o que vai originar mais um obstáculo para a equipa. Como sempre, existem traições, facções inesperadas e desafios que vão colocar à prova a resiliência dos nosso heróis.

As interpretações estão longe de ser memoráveis e a série apresenta clichés de sobra, mas consegue manter o interesse durante grande parte dos episódios. A primeira temporada terminar num imenso cliffhanger, mas acredito que tenha potencial para me reconquistar.

Helix T.2

A segunda temporada de Helix leva-nos para a ilha de St. Germain, no Pacífico Norte, onde vamos acompanhar a nova equipa do CDC, liderada por Peter Farragut, que tenta isolar e criar uma vacina para um novo surto.

A premissa é que Allan Farragut se converteu num terrorista, perseguindo a raça imortal, que lidera a multinacional Ilaria. Como não poderia deixar de ser, a narrativa está repleta de surpresas, agendas escondidas e traições, mantendo a lógica temporal de cada episódio equivaler a um dia.

Durante os treze episódios desta segunda temporada, vamos acompanhar duas narrativas paralelas: a busca pela cura na Ilha e a luta pela sobrevivência de Julia Walker, 30 anos após os eventos que ocorreram. Diria que o cenário da Abadia, com o culto religioso liderado por Michael, é bastante interessante, mas existem vários decisões que condicionam o resultado final. Na minha opinião, as personagens de Amy e Landry são sub-aproveitadas, sobretudo nos últimos quatro episódios, sendo que o próprio final da série é terrivelmente previsível e insipiente.

Uma das grandes virtudes da primeira temporada é o ambiente claustrofóbico, aliada a uma excelente narrativa, algo que não é replicado, apesar da premissa inicial ter muito potencial. Confesso que a maior surpresa acabou por ser o Dr. Kyle Sommer, que confere uma dinâmica diferente à equipa, mas que é insuficiente para anular tudo o resto.

Esta segunda temporada é uma desilusão completa, chegando a ser penoso ver alguns episódios. Foram tomadas decisões que nada acrescentaram à narrativa, especialmente no que concerne a Balleseros e Hatake, com a agravante que foram desperdiçadas as boas ideias que nos apresentam nos primeiros três episódios. Confesso que não fico surpreendido com o facto da série ter sido cancelada pelo SyFy.

Sleepy Hollow T.4

A temporada anterior de Sleepy Hollow foi uma completa desilusão, o que terá forçado a necessidade de realizar mudanças profundas. Por esse motivo, é formada uma nova equipa, que conta com a agente Diana Thomas, Jake e Alex, os agentes encarregues de supervisionar The Vault, uma gigantesca biblioteca de conteúdos sobrenaturais.

O vilão é Malcolm Dreyfuss, um bilionário da tecnologia, que procura a Pedra Filosofal, com o intuito de se tornar imortal. O seu braço direito é Jobe, um demónio com poderes extraordinários e que tem uma missão específica (spoilers) que vai permanecer omissa neste artigo.

Ichabod Crane continua a sua missão de derrotar o Mal, contando ainda com a ajuda de Jenny Mills. A escolha para a segunda Testemunha é curiosa, conferindo uma dinâmica diferente à série, mas que funciona muito bem.

Diria aliás que esta quarta temporada foi uma lufada de ar fresco, conseguindo cativar a minha atenção, principalmente pelo facto de se ter mantido fiel aos princípios básicos que fizeram a primeira temporada ser tão fascinante. O humor continua presente, assim como o desenvolvimento de personagens e claro, um vilão competente.

Pena que o esforço tenha sido inglório, dado que a série foi cancelada, o que não me surpreende, face à catastrófica terceira temporada.