Zoo T.3

A terceira e derradeira temporada de Zoo mostra um cenário apocalíptico, em que a Humanidade se encontra estéril e condenada à extinção. Foi construída uma gigantesca barreira, que separa a Costa do Pacífico dos temíveis híbridos, que evoluíram a um ritmo assustador.

Jackson está na linha da frente, assumindo uma nova identidade, com o intuito de ajudar Abraham, agora um Doutor,  na busca de uma cura para a esterilidade. Jamie encontra-se obcecada por encontrar um misterioso membro dos Shepard e Clementine vai reaparecer na narrativa, após ter provas que o seu Pai se encontra vivo.

Sem colocar spoilers, a equipa acaba por se reunir, após reencontrarem Mitch, que sobreviveu milagrosamente ao ataque que conclui a temporada anterior. A vilã principal é Abigail, a irmã perdida de Jackson Oz e que tem um plano maléfico que consiste na ascensão dos híbridos ao topo da cadeia alimentar.

Há uma mudança profunda nas motivações das principais personagens, que se torna obsessiva em vários níveis e que vai condicionar as suas ações ao longo desta temporada, que é francamente penosa. São introduzidos alguns twists na narrativa que nunca são convincentes e que me levam a não conseguir recomendar esta temporada, excepção feita a quem acompanhou desde o início.

No entanto, saliento desde já que a série foi cancelada e termina num gigantesco cliffhanger, o que é tudo menos surpreendente.

Zoo T.2

Após a incerteza do final da temporada anterior, a narrativa mostra-nos uma equipa que conta com o apoio do Governo, mais concretamente a IADG (International Animal Defense Group). Chloe continua a ser a líder e utiliza os vastos recursos à sua disposição para inverter os efeitos da mutação no DNA dos animais.

A primeira metade da temporada mostra-nos os efeitos extremos do vírus, em que os animais conseguem criar terramotos, impulsos electro-magnéticos e até chuva ácida. O cenário parece ficar bem mais positivo, após a captura do primeiro humano infectado pelo vírus, mas uma série de eventos vão criar as condições necessárias para uma tragédia, com a morte de um dos membros da equipa. Por outro lado, Jamie continua desaparecida e as suas hipóteses de sobrevivência vão reduzindo drasticamente, face à evolução do vírus no reino animal.

A equipa tem dificuldade em lidar com a morte de um dos membros e, para complicar ainda mais, descobre que a alternativa do Governo (Objetivo NOE), cria essencialmente um vírus que afectará os animais, colocando em causa a sobrevivência da Humanidade, para além de dizimar vários milhões de vidas no processo. Esta é a premissa da segunda temporada, que conta com a adição de Dariela e Logan, duas personagens importantes por motivos bem distintos.

Diria que a narrativa é frenética, sendo frequente sermos bombardeados com novas informações e twists que obrigam a escolhas difíceis. Pessoalmente, preferi a primeira temporada, mas a história destes trezes episódios serve de enquadramento para algo que viremos a confirmar numa das últimas cenas.

Como é habitual, vou evitar os spoilers, mas teremos uma série de revelações e alguns sacrifícios, que uma vez mais deixarão várias questões para a terceira temporada, que decorre dez anos após estes eventos. E já vos disse que há um episódio que decorre em Lisboa? Embora, em prol da justiça, seja filmado num estúdio e nada tenha a ver com a nossa capital.

Zoo T.1

Baseado na obra de Michael Ledwidge e James Patterson, Zoo apresenta-nos um Mundo animal contaminado pela Raiden, uma multinacional que utiliza os seus produtos como forma de propagação de um mutação genética nos animais.

De forma a obter uma cura, é composta uma equipa, formada por Chloe Tousignant (agente da DGSE), Oz (Zoologista), Kenyatta (guia de safari), Jamie (jornalista) e Mitch (patologista animal). Grande parte da temporada é dedicada ao desenvolvimento de personagens, assim como da própria narrativa, que evolui para um ameaça global. A epidemia afecta todo o tipo de animais, que passam a desenvolver comunicação inter-espécies, aliado a um aumento substancial da sua inteligência.

Paralelamente, a Raiden tudo tenta fazer para esconder o seu envolvimento na mutação, o que vai originar mais um obstáculo para a equipa. Como sempre, existem traições, facções inesperadas e desafios que vão colocar à prova a resiliência dos nosso heróis.

As interpretações estão longe de ser memoráveis e a série apresenta clichés de sobra, mas consegue manter o interesse durante grande parte dos episódios. A primeira temporada terminar num imenso cliffhanger, mas acredito que tenha potencial para me reconquistar.