Ninguém pára o Benfica

Há onze anos que o campeonato fugia da Luz. Ainda me lembro como se tivesse sido ontem. Estive na última celebração do título: terceiro anel, ano de 1994. Rui Costa, Vitor Paneira, Isaías, João Pinto, Ailton, Schwarz e muitos outros jogavam e encantavam. Era mais um campeonato, mais uma vitória.

Como os tempos mudam… má política de gestão, dispensas incríveis e o Artur Jorge deixaram-nos completamente de rastos. Seguiram-se compras inúteis, reconstruções de plantéis e despedimento de treinadores em massa. O impensável tinha acontecido: estávamos a cometer os mesmos erros do rival Sporting.

Passámos por algumas épocas penosas. Fica pelo menos a satisfação de Michel Preud´homme ter podido levantar uma taça de Portugal. Foram 9 anos em que apenas ganhámos essa competição. Passaram algumas direcções pelo clube e sem dúvida de que Vale e Azevedo marca uma época. Há jogadores que ficam na história pela negativa: quem não se lembra de Michael Thomas ou de Martin Pringle? Felizmente chegaram ao clube pessoas sérias e que paulatinamente foram reconstruindo a casa.

Chegou Camacho, um treinador sério e trabalhador (não que os anteriores não o fossem) e que mudou a mentalidade dos jogadores. Ganhámos mais uma Taça (frente ao poderoso FCP de José Mourinho) e começou assim a onda vermelha.

 Depois de um Europeu (fantástico) chega o italiano Trapattoni. Confesso que o seu futebol não me agrada. É triste, defensivo e completamente prevísivel. Mas resultou! Apesar de o Sport Lisboa e Benfica ter um plantel limitado, liderámos grande parte do campeonato e penso que fomos justos vencedores.

É igualmente verdade que Porto e Sporting estiveram muito mal mas não é sempre assim? Não compreendo a questão das arbitragens pois com franqueza os grandes beneficiados são sempre os clubes grandes. E este ano não fugiu à regra.

Claro que o título não teria sido possível sem os adeptos. A grande maioria criticou Trapattoni (incluindo eu) mas quando foi preciso “empurrar” a equipa para o campeonato lá estávamos nós a apoiar incessantemente. Foi o acordar do Gigante Adormecido como muitos lhe chamam. Espero que tenho sido o início de um ciclo vitorioso.

Não é com este campeonato que todos os problemas vão desaparecer. Há que consolidar o clube: fazer o centro de estágio, apostar na formação e nos valores portugueses. Manter as bases do plantel actual e reforçar bem, sendo que necessitamos sobretudo de qualidade . E já agora vamos lá fazer a dobradinha frente ao Vitória de Setúbal.

O novo site dos The Poppers

Foi um verdadeiro sucesso o lançamento do EP dos The Poppers. A Fnac de Almada encheu-se para acolher a estreia destes jovens. A música é muito fresca em termos de panorama nacional, uma espécie de mistura entre Oasis e Beatles.

Têm várias influências pelo que recomendo(para quem não conhece estes quatro rapazes dos Olivais) visitar a página oficial. Já passam em várias rádios e estou convencido de que a partir de agora é sempre a subir.

A agenda está bem preenchida o que é excelente. Vai começar a invasão, fiquem atentos!

O fim da “ripa na rapaqueca”

As últimas entradas têm sido complicadas. Desta vez foi o jornalista Jorge Perestrelo que nos deixou. Cresci a ouvir os seus  inconfundíveis relatos e é com tristeza que vejo partir esta figura da nossa sociedade.

Curiosamente ouvi o seu último relato (AZ Alkmaar x Sporting) e saudades não faltarão. Ficam na minha memória expressões icónicas tais como:

 “Como é que é isso, ò meu?”

“Até eu com a minha barriga marcava” 

RIP,  Sr. Jorge Perestrelo 🙁