Time Trap

Hopper é um professor de Arqueologia que parte numa aventura para uma caverna, numa zona remota. Após alguns dias, dois dos seus alunos, Taylor e Jackie resolvem ir procurá-lo, receando o pior. Esta é a premissa de Time Trap, que assenta numa narrativa simplista e terrivelmente pouco credível.

Sem motivo aparente e demonstrando uma enorme irresponsabilidade, os dois jovens decidem levar a sua amiga Cara e dois menores, Veeves e Furby. A sua busca leva-os a uma saliência, em que encontram cordas de escalada, levando-os a tomar a decisão de descer para a caverna. Furby, o mais jovem da expedição, fica no topo, para vigiar e garantir a segurança dos restantes!

A parte mais interessante é precisamente o mistério temporal que envolve a caverna, motivo pelo qual não vou entrar em pormenores. Posso no entanto confirmar que Taylor, Jackie, Cara e Veeves vão encontrar desafios inesperados nesta aventura, que explora vários conceitos de ficção cientifica e de artefactos históricos.

Este é um filme low budget, sendo notória a falta de qualidade nas interpretações. Face à gravidade da situação e aos eventos traumáticos, a narrativa deveria conferir empatia face ao grupo de jovens, mas a realidade é bem distinta. Resolvi dar uma oportunidade a este projecto fruto de alguns artigos que enalteciam alguns dos seus pontos fortes, mas sou incapaz de recomendar este filme aos leitores do blog.

E o ponto mais deprimente é que Time Trap nem sequer alcança o nível dos filmes menos conseguidos de série B do SyFy.

Mau
55%

Verminian Trap

Sou um fã de titulos indie, pelo facto que arriscam sempre nos projectos, apostando em mecânicas inovadoras ou num feel retro. Verminian Trap enquadra-se na segunda opção e recomendo o download gratuito.

Se estão com dúvidas, sugiro que acompanhem o vídeo de 10 minutos que se encontra em anexo. Não é um jogo demasiado complexo, essencialmente temos que sobreviver ás vagas de inimigos, que vão ganhando recursos e aumentando a dificuldade da missão.

 

Ninguém pára o Benfica

Há onze anos que o campeonato fugia da Luz. Ainda me lembro como se tivesse sido ontem. Estive na última celebração do título: terceiro anel, ano de 1994. Rui Costa, Vitor Paneira, Isaías, João Pinto, Ailton, Schwarz e muitos outros jogavam e encantavam. Era mais um campeonato, mais uma vitória.

Como os tempos mudam… má política de gestão, dispensas incríveis e o Artur Jorge deixaram-nos completamente de rastos. Seguiram-se compras inúteis, reconstruções de plantéis e despedimento de treinadores em massa. O impensável tinha acontecido: estávamos a cometer os mesmos erros do rival Sporting.

Passámos por algumas épocas penosas. Fica pelo menos a satisfação de Michel Preud´homme ter podido levantar uma taça de Portugal. Foram 9 anos em que apenas ganhámos essa competição. Passaram algumas direcções pelo clube e sem dúvida de que Vale e Azevedo marca uma época. Há jogadores que ficam na história pela negativa: quem não se lembra de Michael Thomas ou de Martin Pringle? Felizmente chegaram ao clube pessoas sérias e que paulatinamente foram reconstruindo a casa.

Chegou Camacho, um treinador sério e trabalhador (não que os anteriores não o fossem) e que mudou a mentalidade dos jogadores. Ganhámos mais uma Taça (frente ao poderoso FCP de José Mourinho) e começou assim a onda vermelha.

 Depois de um Europeu (fantástico) chega o italiano Trapattoni. Confesso que o seu futebol não me agrada. É triste, defensivo e completamente prevísivel. Mas resultou! Apesar de o Sport Lisboa e Benfica ter um plantel limitado, liderámos grande parte do campeonato e penso que fomos justos vencedores.

É igualmente verdade que Porto e Sporting estiveram muito mal mas não é sempre assim? Não compreendo a questão das arbitragens pois com franqueza os grandes beneficiados são sempre os clubes grandes. E este ano não fugiu à regra.

Claro que o título não teria sido possível sem os adeptos. A grande maioria criticou Trapattoni (incluindo eu) mas quando foi preciso “empurrar” a equipa para o campeonato lá estávamos nós a apoiar incessantemente. Foi o acordar do Gigante Adormecido como muitos lhe chamam. Espero que tenho sido o início de um ciclo vitorioso.

Não é com este campeonato que todos os problemas vão desaparecer. Há que consolidar o clube: fazer o centro de estágio, apostar na formação e nos valores portugueses. Manter as bases do plantel actual e reforçar bem, sendo que necessitamos sobretudo de qualidade . E já agora vamos lá fazer a dobradinha frente ao Vitória de Setúbal.