District 9

Neill Blomkamp realiza e apresenta-nos um filme de ficção científica diferente do que estamos habituados. Existem paralelismos claros com o Apartheid, segregação racial e campos de concentração sobre a forma de District 9, uma zona reservada exclusivamente a extra-terrestres.

Grande parte do enredo desenvolve-se em torno da realocação da população “alien”, com muita violência à mistura. E a partir desta fase entram em cena os spoilers. Sharlto Copley foi uma agradável surpresa em termos de representação, mas tenho igualmente de destacar a excelente realização e efeitos especiais do filme.

Blomkamp consegue aliar quase na perfeição as personagens “reais” e o CGI, o que é excelente, sobretudo se pensarmos que se trata de um filme com orçamento de 30 milhões de dólares (claramente um filme low budget). A história é cativante e a forma como é narrada consegue deixar-nos bem “agarrados” à cadeira. Na minha opinião, District 9 é um dos grandes filmes do ano, sendo provável uma sequela.

Posso garantir-vos que assim que possível, irei adquirir a versão em DVD. Termino este post, recomendando o filme a todos os fãs de ficção científica, mas também aos amantes de bom cinema!

Inglourious Basterds

Há algum tempo que aguardava pacientemente a estreia deste spaghetti western de Tarantino. A crítica portuguesa (para não variar) é negativa, mas como sabem não sou receptivo a ondas negativas. Na passada sexta-feira tive oportunidade de o ver e posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendido. A música, a carga emotiva dos dilálogos e a montagem não deixam margem para dúvidas, pelo que posso afirmar que estes Bastardos são de altíssimo nível.

Brad Pitt dá a cara pelo Tenente Aldo Raines, um caçador de nazis, mas é inquestionável que a grande personagem do filme é Christoph Waltz, aka Coronel Hans Landa. Concordo plenamente com o Nuno Markl, no que diz respeito à qualidade da interpretação deste outrora desconhecido actor austríaco. É em torno deste astuto Coronel que toda a acção se vai desenrolar, com os nossos “heróis” pelo meio e várias narrativas paralelas, que se encaixam de forma perfeita, bem ao estilo do que Tarantino nos habituou. Chamo a atenção para a fabulosa cena inicial, ou capítulo I, que é simplesmente divinal.

É evidente que o filme está repleto de violência gratuita, quase a roçar o gore, mas de uma forma simples e por vezes cómica. As personagens são cativantes, mas o que mais fascinou foi a dinâmica dos diálogos, que conferem uma atmosfera tensa e que nos deixam bem agarrados à cadeira do cinema! Inglourious Basterds é um excelente filme, para quem gosta de QT e recomendo sem hesitação. Mais uma vez fico à espera da edição em DVD, que promete ser épica…

Para terminar, uma curiosidade: Quentin Tarantino interpreta algum papel no filme? Honestamente não me pareceu… mas posso estar errado!