Battlestar Galactica

Sou da geração de 78, pelo que séries como Galactica ou Buck Rogers fazem parte da minha infância. Apollo e Starbuck representam heróis eternos, com as suas aventuras galácticas que culminam com a chegada à Terra. Quando Ronald D. Moore e Richard Hatch resolveram recriar toda a série, alterando radicalmente alguns alicerces (ex: Starbuck ser uma mulher e os Cylons puderem assumir aparência humana) muitas vozes cépticas se levantaram, incluindo a minha.

Quatro anos depois, a saga termina e confesso que BSG está claramente no topo das melhores séries de ficção científica. A profundidade e evolução das personagens é arrebatadora, a condição humana e a sua capacidade de preservação são levadas ao extremo.

Sou grande fã de Stargate SG1 e Babylon 5, mas as comparações com BSG são desajustadas, porque na minha opinião estas 4 temporadas estão num patamar diferente de tudo o que já vi. Religião, Metafísica e até Filosofia não são propriamente os ingredientes adequados para criar uma série de sucesso, mas Galactica consegue-o em grande estilo.

A premissa principal é idêntica ao produto original, viajar até ao planeta Terra e começar a nova civilização humana. Pelo meio, existem os Cylons, que assumem aparência humana como já referi e que estão infiltrados na frota.

Durante a narrativa, somos bombardeados com escolhas e reviravoltas constantes, que alteram radicalmente muitas das personagens. Traição, violência, amizade e ódio interligam-se de uma forma quase perfeita em todas as quatro temporadas, culminando num final de série relativamente inesperado.

Não quero dar pistas ou deixar spoilers, por isso estou a ser algo cuidadoso com algumas das informações que divulgo, mas honestamente dou uma nota muito elevada a BSG. As personagens de Baltar, Admiral Adama e Starbuck são geniais e dão o toque mágico que me faz ficar fã e ansiar pelo spinoff Caprica, cuja data de lançamento ainda se encontra por definir.

Para os fãs hardcore de Sci-Fi, esta talvez não seja a melhor escolha, porque apesar de ter cenas de acção, a verdadeira essência reside na storyline e evolução das personagens.

A adversidade é uma constante e a relação homem-máquina são abordados constantemente, o que aliado à eterna busca do significado da vida tornam BSG numa pérola das séries de TV. Pena que tenha terminado, mas os responsáveis tiveram a coragem de lhe dar um final digno.

O (longo) Cardpio

Esta a lista de telemveis que j passaram pelas minhas mos… que acrescento no est ordenada cronologicamente. Quem sabe se no futuro no adquiro (finalmente) o famigerado iPhone.

Tenho quase a certeza que o primeiro foi adquirido em 1998…

Samsung SGH600

Samsung SGH2400

Samsung N620

Samsung C100

Siemens C45

Siemens M50

Siemens A50

Nokia Ngage QD

Motorola C115

Motorola L6

Sony Ericsson T610

Sony Ericsson P800

Sony Ericsson T100

Sony Ericsson T105

Qtek S200

HTC Touch

The Watchmen

Finalmente tive oportunidade de ir ao cinema com o cartão da Lusomundo e nada melhor do que ver The Watchmen. Tinha lido algumas críticas muito negativas, incluíndo a de Alan Moore (um dos criadores da novela gráfica). O realizador contratado foi Zack Snyder, o que me fazia crer que poderia de facto estar perante uma boa adaptação. Adianto que não li a obra de Alan Moore e Dave Gibbons, mas já confirmei que se trata de uma fiel réplica, o que provavelmente vai agradar aos fãs. Em termos de bilheteira, o filme arrecadou até ao momento cerca de 60 milhões de dólares, segundo o site que consultei.

The Watchmen representa uma espécie de Liga de Heróis, em que o objectivo é assegurar a paz e evitar uma guerra nuclear com a Rússia. Temos pormenores deliciosos, como a menção a Andy Warhol ou o primeiro anúncio da Apple numa das televisões. A narrativa é efectuada em forma de diário por Rorschach, no ano de 1985 e a acção inicia-se no quarto de Edwark Blake, aka The Comedian, um dos elementos da equipa. Após a sua morte, estranhos eventos vão levar à reunião de alguns dos heróis na busca do assassino.

Os efeitos especiais são de facto fantásticos, o que corrobora a certeza de Snyder, que alegava ser a altura certa para realizar o filme, dado que a tecnologia já podia traduzir fielmente a história. A nível de interpretações, Jackie Earle Haley tem toda a minha atenção, porque a personagem de Rorschach é extremamente complexa e cativante. O filme está repleto de moralismo e mostra-nos uma visão muito interessante da natureza humana. Não esperem um filme de acção, aliás a maioria das pessoas com quem falei não gostaram precisamente por este motivo.

Quanto a mim, sem colocar spoilers, recomendo. Aliás, posso com toda a certeza afirmar que vou comprar a edição especial em DVD e a novela gráfica. Excelente!