Back to the Mac

Apesar da Microsoft manter o seu estatuto de líder de mercado, é inegável afirmar que o Mac OSX tem evoluído de forma muito positiva. Pessoalmente já utilizei o Leopard e Snow Leopard e sou um fã da simplicidade do sistema operativo. Na mais recente keynote da Apple, Steve Jobs falou de algumas das funcionalidades que poderemos encontrar no Lion, nomeadamente o mission control e aplicações que funcionam em full screen, sem necessidade de minimizar ou fechar. Essencialmente o futuro irá seguir os passos do iOS, com a memória flash a substituir os discos rígidos, algo que já se verifica no iPhone, iPad e iPod.
Confesso que não estou totalmente rendido ao conceito, que funciona bem em tablets e telemóveis. Um SSD continua a ser uma mais valia em termos de armazenamento de dados. Conseguem imaginar-se com uma memória flash de 64 GB? É certo que caminhamos para a “era da nuvem”, mas o comum utilizador vai necessitar dos seus backups e da sua informação alojada num disco ou servidor pessoal.

No que diz respeito à keynote, ficámos igualmente a saber que a Mac App Store vai arrancar nos próximos três meses, o que marcará uma nova realidade em termos de aquisição de conteúdos para a plataforma Mac. Quem utiliza os produtos Apple já conhece o conceito, mas não deixa de ser interessante esta medida. Estaremos a caminhar para uma nova forma de controlo? Poderemos continuar a efectuar o download de aplicações através de outros canais e plataformas? Steve Jobs indica que sim e penso que esse será o caminho a seguir para já. Acredito que se empresa de Cupertino optar por “fechar” ainda mais o seu sistema os resultados serão catastróficos, com perda de confiança e de utilizadores.

É justo admitir que estou curioso em utilizar esta nova loja, que terá como função “migrar e fundir” parte do UI que encontramos num iOS device. Os utilizadores de Mac do blog estão comigo? Discordam por completo? Digam de vossa justiça.

Para terminar, fomos presenteados com a nova versão do iLife, a aplicação Facetime para Mac e com os novos MacBook Air. No que diz respeito ao primeiro produto, confesso que fiquei satisfeito. As melhorias são importantes, com especial destaque para os novos efeitos audio no iMovie, assim como o fantástico Trailer Mode, que vai levar a edição de vídeo a um nível superior.  Para os fanáticos de Garage Band, foram igualmente acrescentadas algumas melhorias, nomeadamente a nível da melhoria de audio e sincronização rítmica de instrumentos musicais.

A aplicação Facetime passa a estar disponível na plataforma Mac, permitindo ligação de vídeo com iPhone 4. Nada de terrivelmente importante, mas sugiro que testem a versão beta fazendo o download gratuito.

Após vários meses de especulação foi finalmente confirmada a nova geração de MB Air, que irá utilizar memória flash em detrimento de disco rígido. Existem duas versões, com 11 e 13 polegadas respectivamente. Compreendo que exista público alvo para este tipo de produto, mas não me incluo no lote. A actual gama de MBP tem uma relação preço/qualidade muito mais apelativa do que estes novos Air.

Francamente não compreendo como se possa querer pagar 1299 euros por um portátil sem HDD e com um processador de 1.86 Ghz. É um facto que o design é fantástico, que a autonomia de bateria é excelente e que a resolução do écran (1440×900) é interessante, mas no geral é um produto demasiado dispendioso para o que oferece. A versão de 11 polegadas tem um valor mais baixo, mas muito longe de uma oferta que seja competitiva. No fundo, estamos a falar de netbooks (em termos de conceito) com uma qualidade de construção superior, mas que não justifica o investimento que Jobs pretende.

Em suma, a keynote teve os seus momentos e levantou algumas questões em termos de futuro. Fiquei curioso em relação ao Lion e confirmei as minhas expectativas em relação ao iLife 11. Daqui por três meses, irei iniciar os meus testes à novíssima Mac App Store. Se estaremos perante um sucesso ou não, o futuro o dirá!

MS Surface

No início de 2007 Bill Gates apresentou este produto como algo revolucionário e previu que a sua popularidade seria enorme. Em 2010, mais concretamente em Maio, a sua comercialização foi iniciada com pompa e circunstância, mas o excessivo preço (22.000 dólares) tem colocado muitos entraves comerciais.

Existem várias empresas a desenvolver software para esta “mesa de café” e reconheço grande potencial ao produto. Certamente que não irá ser um campeão de vendas, mas como fã de jogos de tabuleiros não consigo ficar indiferente a este vídeo.

Digam de vossa justiça, não seria épico ter algo deste género em casa para “entreter” os amigos num serão? É impressão minha ou o design faz lembrar um certo produto da Apple? 😈

O tempo voa…

Sinto-me um privilegiado por fazer parte da geração de 78 e confesso que tive uma infância e adolescência fantástica. Pude presenciar a evolução do computador pessoal e o nascimento das consolas, com grandes serões a jogar Chuckie Egg, Rick Dangerous, Sonic, Mario, Quake, Duke Nukem e Metal Gear Solid, entre muitos outros.

Quando olho para trás, não consigo deixar de esboçar um sorriso. Era uma vida cómoda e sem sobressaltos, com constante animação e sempre na companhia dos meus amigos. Os tempos mudam e as responsabilidades surgem, o que me tem cortado (e muito) a vida social e os momentos simples da vida. Estamos efectivamente numa fase em que o trabalho absorve grande parte do dia, deixando pouco tempo para as actividades triviais.

Como prezo a minha sanidade mental, tento reservar diariamente uma ou duas horas para colocar as séries em dia ou ligar a minha Wii/PS2 para relaxar. Em muitas ocasiões tenho recorrido ao iPad para seguir os meus podcasts e acompanhar as minhas subscrições no YouTube. Mas o tempo passa e a frustação aumenta, derivado da incapacidade de conseguir gerir o tempo de forma eficiente. Por vezes penso que um dia deveria ter 30 horas, para poder fazer o que quero.

Quem me conhece, sabe que sou persistente e não gosto de desistir. Estou convicto que esta fase menos positiva irá terminar rapidamente e espero aproveitar esta semana, que vai ser mais curta devido a umas mini-férias. É evidente que a minha “história” é semelhante a muitas outras e possivelmente alguns dos visitantes do blog estão na mesma situação, mas não deixa de ser curioso que a evolução tecnológica esteja a ter o efeito inverso ao pretendido. O grande objectivo seria tornar a vida quotidiana menos stressante e permitir mais períodos de lazer, mas estamos a caminhar precisamente no sentido contrário.

Estarei a ser pessimista? Penso que não, a minha visão do status quo é realista e gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.