X-Men First Class

A mais recente aventura dos X-Men aborda a temática da criação/génese do grupo de mutantes mais famoso de sempre. Tudo começa na Alemanha Nazi de 1944, onde o vilão Sebastian Shaw leva a cabo experiências macabras, com o intuito de potenciar a habilidade de Erik Lehnsherr, mais conhecido por Magneto. Numa derradeira tentativa de atingir os seus objectivos, o vilão assassina a mãe de Erik, que promete vingança.

Esta é a premissa inicial do filme e desencadeia uma série de eventos que resultará na criação de uma equipa especial da CIA, com o grande objectivo de aprisionar a equipa de mutantes de Shaw. Passam alguns anos e Shaw torna-se no líder do Hellfire Club, que tem como grande objectivo iniciar uma guerra nuclear entre EUA e Rússia. Magneto continua a sua missão de localizar o assassino da sua mãe, mas sem sucesso. Numa das várias tentativas, vai encontrar um telepata de nome Charles Xavier, dando início a uma parceria que culminará numa das rivalidades mais épicas de sempre em termos de BD.

O filme está muito bem conseguido, com um excelente casting, privilegiando a narrativa em prol da acção. Há uma preocupação clara em dar profundidade ás personagens, mas sem nunca esquecer a acção. Em termos de mutantes, somos presenteados com Emma Frost, Azazzel, Riptide, Darwin, Havok, Banshee, Beast e Mystique. Escolhas curiosas sem dúvida…

A narrativa decorre no período da “crise dos mísseis em Cuba”, num ambiente de guerra fria e com pormenores deliciosos, como a criação de Cerebro, a tentativa de recrutamento de Wolverine e a transformação de Hank McCoy em Beast.

Os mais puristas vão provavelmente ficar desapontados, dado que a (evidente) adaptação para o cinema tem muitas diferenças para a BD mas no global o filme é muito sólido e eleva a fasquia em termos de X-Men, o que não era fácil. Para concluir, destaco as excelentes interpretações de James McAvoy, Michael Fassbender e Kevin Bacon.

Nos próximos anos sairão mais dois filmes sobre os X-Men e espero sinceramente que consigam manter os actores a abordar a criação de Genosha. Excelsior! (btw o enorme Stan Lee não tem um cameo neste filme)

E3 2011

Os Estados Unidos estão repletos de eventos dedicados exclusivamente a tecnologia. Um dos exemplos mais populares é a E3, onde são divulgados anualmente os novos produtos (jogos, consolas) das principais marcas e empresas de software/hardware.

Na edição de 2011, fomos presenteados com novos títulos, dos quais destaco Mass Effect 3, Modern Warfare 3, Prey 2, Arkham City e Star Wars: The Old Republic, entre muitos outros.

Estamos numa era em que vale a pena ser gamer, tal a qualidade dos jogos e do hardware que temos à nossa disposição. O 3D e o touch screen estão na moda, pelo que na E3 não faltaram as novidades nesse campo. Segundo consta, o novo Uncharted será em 3D, tendo sido realizada uma apresentação de alguns níveis, com críticas muito positivas.

Já apresentei o meu ponto de vista sobre o que considero ser o futuro dos videojogos e confesso que não sou um grande apologista do 3D, mas a tendência começa a ser evidente. As empresas estão a apostar forte nesta tecnologia, com o lançamento de televisões e consolas sem necessidade de óculos 3D. Mas a grande dúvida reside na qualidade da experiência e imersão no ambiente do jogo, factor que actualmente está muito aquém das expectativas.

Numa outra nota, foi apresentada a nova handheld da Sony, a PSVita, que se apresenta como um concorrente de peso no mercado. O soberbo écran OLED e a relação qualidade/preço arrebatou as atenções na E3 e pode tornar-se numa referência a curto prazo. Estou francamente entusiasmado com este produto, o que não é normal para um nintendoaholic…

Aproveitando a menção à Nintendo, foi finalmente apresentada a nova consola, embora ainda existam muitas dúvidas quanto ás especificações técnicas. Foi avançado que a Wii U vai suportar 1080p e que a data final de lançamento será em 2012.

As demos apresentadas fizeram as delícias dos presentes, devido à sua inovação e fluídez. O comando concebido para esta consola vem trazer uma jogabilidade sem precedentes, o que me entusiasma profundamente.

No global, este evento correspondeu ás expectativas criadas, tendo apresentado novas consolas e jogos fantásticos. O gamer dentro de todos nós está num estado de nirvana e parece que a rambóia vai continuar. Das novidades apresentadas, qual é a vossa preferida?