The Sarah Connor Chronicles

A minha lista de séries “pendentes” é colossal, mas estou convicto de que conseguirei concluir as mais antigas ainda este ano. Dito isto, passemos à  minha opinião sobre as crónicas de Sarah Connor. Estamos perante uma boa adaptação da franchise, que retoma a ação no ponto em que termina o segundo filme de Terminator.

Sarah Connor continua a ter que proteger o seu filho John da Skynet, que persiste em eliminar o futuro líder da Resistência. Para tentar equilibrar a balança, Cameron é enviada para defender John a todo o custo e destruir a Skynet. A primeira temporada é interessante, com alguns momentos marcantes, mas o que realmente destaco é o desenvolvimento das personagens e do enredo, algo que não acontece num filme por limitações óbvias.

Summer Glau incorpora de forma quase perfeita o “espí­rito” do Exterminador, conseguindo igualmente algumas gargalhadas com a sua interpretação da condição humana. Quanto a Lena Headey, começa de uma forma discreta mas vai melhorando a sua performance no decorrer da segunda temporada.

A série foi cancelada, mas conseguiram terminar a segunda temporada, que, na minha opinião, é a mais bem conseguida. A presença de Catherine Weaver (Shirley Manson) e de James Ellison é claramente uma mais valia, embora existam várias falhas em termos de enredo. A série está  longe de ser brilhante, mas consegue ser fiel ás origens, algo que falhou redondamente em Terminator Salvation, por exemplo.

O final da segunda temporada é algo apressado, mas deixa todos os cenários em aberto, o que é extremamente interessante. Seria épico se retomassem a narrativa numa terceira temporada, mas parece-me evidente que o caminho pretendido vai na direção do cinema. Para os fãs da saga, esta é claramente uma série em que devem investir.

Eleições Legislativas 2011

Em primeiro lugar, começo por salientar o papel fundamental que o Twitter desempenhou em termos de informação sobre sondagens, reacções e comentários políticos. A minha timeline esteve literalmente ao rubro durante horas, com muita gargalhada e sarcasmo à mistura.

Eis as minhas breves considerações sobre o tema:

  1. Abstenção recorde – Pudera, então temos 200.000 novos eleitores e os boletins de voto sem caixa de like? Amadores! Ainda acerca da abstenção, o nosso país nunca fui muito bom na área da Matemática (como provou Guterres) mas é fácil constatar que 9.5 milhões de eleitores numa população de 10.5 milhões é altamente improvável.
  2. José Sócrates – Saiu amargurado mas a responder às questões dos jornalistas (o que é novidade). Penso que o ponto mais irónico foi o facto da porta do Altis ter ficado como o País (em cacos)
  3. Jerónimo de Sousa – Um senhor… mais uma vez a CDU ganhou as eleições. Podiam era dizer-lhe que aquela cassete é dos anos 50.
  4. Paulo Portas – um visionário: comprou submarinos alemães a preço inflacionado, antevendo que Portugal iria meter água por todo o lado. Talvez seja melhor dedicar-se a meios de transporte alternativo.
  5. PAM – Se efectivamente elegerem um deputado e tiverem que meter um animal na Assembleia, sugiro uma grande vaca por favor.
  6. Francisco Louçã – Quanto ao BE posso dizer que para ter o meu voto precisa apenas de colocar a Joana Amaral como líder
  7. Pedro Passos Coelho – Adepto do kizomba e de cantar o hino, deixou clara a sua primeira missão como novo PM: fazer a barba. Parece-me bem, afinal de contas temos de ter um tipo asseado para seguir as instruções da Troika.

E é assim que o País muda… resta saber se para melhor. Pior que o (des)Governo de Sócrates é difícil mas no fundo apenas escolhemos os elementos que vão implementar a política de gestão da Troika.  Melhores dias virão!

Nem tudo foi mau, alguns lisboetas puderam ir para o Marquês festejar, algo raro nos dias que correm.  🙄

A triste sina…

Confesso que nunca compreendi a elevada taxa de abstenção, no que diz respeito a actos eleitorais. O Povo é sábio e costuma dizer-se que “quem cala consente”, o que ainda me deixa mais confuso.

O sentimento de descrédito na classe política é um dado importante , mas votar é mais do que um dever, é uma obrigação. Acima de tudo, devemos votar em consciência e transmitir esse sentimento (literalmente) para o papel.

Tenho a certeza que a abstenção vai liderar as sondagens, o que me entristece profundamente. O meu apelo vai no sentido de todos votarem, independentemente da filiação política.  Em detrimento da abstenção, pratiquem o voto em branco ou nulo.

Mas por favor não passem ao lado de mais um eleição, assobiando para o lado, com o intuito claro de se desresponsabilizarem…