Terminator: Dark Fate

Tim Miller é o realizador que tenta recapturar a essência da saga Terminator, que volta a contar com a colaboração (produção e co-argumento) de James Cameron. Desta vez, vamos acompanhar a história de Dani Ramos, que se irá converter na salvadora da Humanidade, muito ao estilo de John Connor.

Existem muitas similaridades com os dois filmes iniciais, embora exista uma tentativa de enquadrar esta aventura na timeline da saga. Sem colocar spoilers, são enviados dois elementos do futuro: Grace, uma cyborg que tem como missão a proteção de Dani e um Exterminador, modelo Rev-9, que é praticamente indestrutível e tem a capacidade de se duplicar.

O primeiro acto serve essencialmente para definir a premissa do parágrafo anterior, para além de explicar a história de Sarah Connor, que acaba por ter um papel relevante no desfecho final. As cenas de ação estão bem conseguidas e apesar de existirem alguns momentos inesperados em termos de narrativa, a realidade é que Dark Fate nunca consegue alcançar o patamar seguinte.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas considero que, apesar de tudo, este é o terceiro melhor filme da saga. Diria que a presença de Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger são fundamentais para o aumento de qualidade na narrativa, que tem em Grace a sua personagem mais forte, em parceria com Gabriel Luna, que tem um extraordinário desempenho no papel de Rev-9.

Para terminar, diria que Dark Fate é um bom filme pipoca, que consegue melhorar o caminho seguido em Salvation e Genisys, apesar de ter sido uma desilusão em termos de receita de bilheteira.

Mediano
71%

Terminator Genisys

A franchise do Terminator tem sido maltratada nos últimos dois filmes, que foram penosos e nada acrescentaram à narrativa. Pelo meio, tivémos uma série que apesar de mediana, conseguiu fazer bem mais pela saga, o que me coloca numa situação complexa para abordar Genisys, a mais recente aventura.

Houve uma tentativa de tornar o filme cool, com a adição de Emilia Clarke (Sarah Connor), Matt Smith (Skynet) e Jai Courtney (Kyle Reese), mantendo algumas das premissas iniciais do filme. A storyline é no início essencialmente a mesma: os rebeldes derrotam (aparentemente) as máquinas, que enviam um Exterminador para 1984, no sentido de eliminar Sarah Connor. Nessa  altura Kyle Reese voluntaria-se para regressar ao passado de forma a proteger a progenitora de John Connor, o líder da Resistência.

O grande twist começa a partir desta fase, com a transformação de Connor num novo tipo de Exterminador, algo que é visível nos trailers, não sendo dessa forma um spoiler. Há momentos interessantes, sobretudo com o humor de Schwarzenegger e algumas cenas de acção, nomedamente a batalha entre o T800 e T1000. Existe claramente uma tentativa de ligar os dois primeiros filmes, com a menção de Miles Dyson mas no geral Genisys está longe de ser um filme memorável.

Talvez a grande dificuldade esteja no facto dos dois primeiros filmes serem tão icónicos mas pessoalmente sinto que deveriam deixar esta franchise em suspensão criogénica durante pelo menos uma década. Apesar de ser melhor do que Rise of the Machines e Salvation, este filme é mediano e não trouxe nada de inovador para a narrativa. Por esse motivo, apenas posso recomendar a fãs da saga ou a quem pretenda ver um filme de acção.

The Sarah Connor Chronicles

A minha lista de séries “pendentes” é colossal, mas estou convicto de que conseguirei concluir as mais antigas ainda este ano. Dito isto, passemos à  minha opinião sobre as crónicas de Sarah Connor. Estamos perante uma boa adaptação da franchise, que retoma a ação no ponto em que termina o segundo filme de Terminator.

Sarah Connor continua a ter que proteger o seu filho John da Skynet, que persiste em eliminar o futuro líder da Resistência. Para tentar equilibrar a balança, Cameron é enviada para defender John a todo o custo e destruir a Skynet. A primeira temporada é interessante, com alguns momentos marcantes, mas o que realmente destaco é o desenvolvimento das personagens e do enredo, algo que não acontece num filme por limitações óbvias.

Summer Glau incorpora de forma quase perfeita o “espí­rito” do Exterminador, conseguindo igualmente algumas gargalhadas com a sua interpretação da condição humana. Quanto a Lena Headey, começa de uma forma discreta mas vai melhorando a sua performance no decorrer da segunda temporada.

A série foi cancelada, mas conseguiram terminar a segunda temporada, que, na minha opinião, é a mais bem conseguida. A presença de Catherine Weaver (Shirley Manson) e de James Ellison é claramente uma mais valia, embora existam várias falhas em termos de enredo. A série está  longe de ser brilhante, mas consegue ser fiel ás origens, algo que falhou redondamente em Terminator Salvation, por exemplo.

O final da segunda temporada é algo apressado, mas deixa todos os cenários em aberto, o que é extremamente interessante. Seria épico se retomassem a narrativa numa terceira temporada, mas parece-me evidente que o caminho pretendido vai na direção do cinema. Para os fãs da saga, esta é claramente uma série em que devem investir.