Killjoys T.1

Sou um grande entusiasta de ficção científica, pelo que não fiquei indiferente a mais uma série do Syfy. O enredo tem como base um ponto distante da galáxia, de nome Quad, em que existe um regime feudal, que fomenta a segregação social. Essencialmente temos sete planetas, onde habitam as classes sociais economicamente mais fortes e os planetas habitados pelos descendentes das gerações menos favorecidas, que se dedicam a minar e terraplanar zonas inóspitas e repletas de radiação.

Pelo meio, temos Westerley, onde se encontra a nossa equipa de heróis. Killjoys não são mais do que bounty-hunters, que trabalham para a Companhia, uma empresa independente que tem vários níveis de mandatos, mantendo a ordem no quadrante. Dutch é a líder da equipa e apresenta um passado obscuro, tendo sido treinada na arte de matar por Khlyen, uma personagem que se revelará fundamental para esta primeira temporada.

Os restantes membros da equipa são os irmãos Jaqobis: John é um perito em componentes electrónicos e D’Avin um ex-militar que tem memórias bloqueadas. Parte da premissa desta temporada inicial é precisamente a busca pela doutora responsável pelo bloqueio dessas memórias, assim como a batalha entre Dutch e o seu mentor. Temos igualmente algumas conspirações políticas e uma iminente guerra entre duas facções, o que forçará os nosso heróis a tomar partido.

A primeira temporada, que tem dez episódios, termina com um enorme cliffhanger, que vou evitar divulgar. Recomendo seriamente que acompanhem Killjoys, pelo seu enredo e pelas personagens. Não está ao nível de Firefly mas tenho a certeza que será uma agradável surpresa.

Podcast #15

No episódio de hoje, vou sugerir uma exposição relacionada com o Star Wars, falar um pouco do filme e dos convidados presentes na Comic Con. Contem igualmente com algumas novidades acerca do Projecto iMac e uma leve explicação acerca dos meus planos para o Natal.

E ao contrário do que menciono no podcast, falta um episódio para umas merecidas férias.

Atari: Game Over

A chegada da Netflix a território nacional vai certamente permitir o acesso a conteúdos até agora desconhecidos para grande parte dos utilizadores. E embora este artigo seja para falar especificamente de um documentário, quero desde já salientar que irei dar a minha opinião acerca do serviço no final de Novembro.

Mas passemos ao tema em questão: documentários. Sou um entusiasta do género e este serviço de streaming não desilude neste campo. Trago-vos a história de um videojogo dos anos 80, mais concretamente o ET, considerado por alguns como o pior de sempre. Atari: Game Over fala-nos da evolução da empresa que revolucionou e criou a indústria dos videojogos, abordando especificamente os eventos que levaram à falência da Atari e consequente abandono de algum hardware e software num aterro no Novo México.

A investigação assenta em entrevistas com antigos funcionários, engenheiros e ex-responsáveis da empresa, que nos vão revelar o dia a dia, assim como algumas decisões que acabaram por ditar o fim do colosso que foi a Atari. Como sabem, sou um grande fã da indústria dos videojogos e sobretudo da sua história, que influenciou gerações e que tem um legado próprio.

O documentário é narrado por Zak Penn, que dispensa apresentações e conta com a participação de Seamus Blackley (criador da Xbox), Howard Scott Warshaw (criador de ET), Nolan Bushnell e muitos outros, que contribuem para a credibilidade e veracidade histórica deste documentário.

Recomendo sem hesitação este Atari:Game Over, sobretudo para quem partilha do meu entusiasmo por este tema. Para os restantes, acredito que possa igualmente ter valor, sobretudo numa premissa de descoberta de algo que revolucionou os anos 80 e que permitiu que a indústria de videojogos atingisse o actual patamar de grandeza, apresentando lucros superiores a muitas produções de Hollywood.