Sleepy Hollow T.2

A segunda temporada desta série aborda a fuga do Purgatório, assim como a luta entre Crane e o seu filho. Temos igualmente a chegada do Cavaleiro da Guerra, tornando a missão das Testemunhas ainda mais complicada. Com o desenrolar da temporada, os aliados vão sendo cada vez menos e a relação entre Crane e Abbie vai ser testada.

No global, a temporada é interessante, com uma narrativa fluida e que culmina com algumas decisões “previsíveis”, face ao desenvolvimento das personagens. Há que destacar a participação de John Noble, que dá um toque de qualidade a Sleep Hollow, assim como ás constantes referências históricas, que estão muito bem adaptadas.

Torna-se complicado divulgar a minha opinião na íntegra, dado que estou a evitar spoilers, mas recomendo sem dúvida que vejam esta série, embora confesse que fiquei com algumas reservas para a terceira temporada, que entretanto já estou a visualizar. Molloch é inequivocamente um adversário épico, conseguindo elaborar um plano que visa a sua passagem para a nossa realidade, conquistando o Planeta e destruindo tudo à sua passagem.

Posso adiantar-vos que na terceira temporada, a vilã é interessante (Pandora) e que vai colocar os nosso heróis em situações muito complexas, em que vão ter de enfrentar alguns dos seus medos mais profundos.

Suicide Squad

O mais recente projecto da DC apresenta-nos o Suicide Squad (ou Task Force X), uma equipa composta por vilões, que acabam por fazer o trabalho sujo de Amanda Waller, da Argus. O hype que foi gerado em redor deste filme, sobretudo com o lançamento de bons trailers, fez-me acreditar que poderíamos estar perante um sucesso mas permaneci reticente face ao reduzido tempo que o guião levou a ser concluído.

O que dizer de uma aventura em que os “heróis” são os vilões Killer Kroc, DeadShot, Harley Quinn, Capt Boomerang e Diablo? Bem, em primeiro lugar, que o início até é prometedor, com o enquadramento da timeline (os eventos ocorrem após a morte do Super-Homem) e o aparecimento de The Flash (ainda apelidado de Red Streak) e Batman.

Tudo o resto é francamente constrangedor, dado que o enredo é inexistente e o vilão não é suficientemente forte para sustentar o filme. Por outro lado, as cenas de acção são excelentes, com destaque para os (poucos) momentos em que temos a presença de Jared Leto. Aliás, a forma como gerem a personagem de Joker é estranha, sobretudo se tivermos em conta a dimensão que deveria ter face aos trailers. Pessoalmente, fiquei com a ideia que o utilizaram sobretudo para tentar explicar algum do passado de Harley Quinn, o que se revela um erro colossal.

Em termos de interpretações, este filme vale por Will Smith (DeadShot) Margot Robbie (Harley Quinn), Viola Davis (Amanda Waller) e Joel Kinnaman (Rick Flag). Gostei particularmente da sinergia entre Deadshot e Flag, assim como da loucura de Harley Quinn, sem esquecer a crueldade de Amanda Waller, que transparece durante todo o filme.

Mas infelizmente estes são os pontos positivos de Suicide Squad, dado que tudo o resto é pouco memorável. É incompreensível para mim que não tenhamos tomado conhecimento da história de The Enchantress ou que Joker fosse utilizado como segundo vilão, sobretudo quando temos uma narrativa vazia mas que está repleta de personagens com temperamento volátil e inconsistente.

Ainda não foi desta que a DC consegue lançar um filme que esteja ao nível do que vemos no universo Marvel. E já começou a contagem decrescente para a Justice League, que terá apenas um filme (Wonder-Woman) antes do seu lançamento. Caso optem por ir ao cinema, aguardem por uma cena pós-créditos finais.