Star Trek T.1

Nas últimas semanas, tenho dedicado algum tempo a rever a série original de Star Trek, algo que não fazia há muitos anos. A narrativa assenta na missão de cinco anos da USS Enterprise, que tem como objetivo descobrir novas formas de vida e promover relações diplomáticas.

Os primeiros doze episódios são francamente confusos, dando a sensação de que são completamente aleatórios, com constantes mudanças no elenco e no guarda roupa. No entanto, começa a ganhar consistência e ritmo a partir do episódio quinze, com boas histórias, repletas de imaginação e com uma evolução progressiva das personagens.

Temos de ter noção que esta série foi criada em 1966, pelo que não esperem grandes efeitos especiais ou interpretações extraordinárias. Mas no cômputo geral, a primeira temporada termina de forma francamente positiva, com excelentes episódios em que destaco a primeira aparição dos Klingons.

O trio composto por Kirk, McCoy e Spock consegue captar a nossa atenção, sendo notório o evoluir da sua ligação ao longo dos primeiros trinta episódios que compõem esta temporada inicial. Se são assinantes do Netflix, recomendo sem hesitação que invistam algum tempo, sobretudo para os fãs de ficção científica.

Passengers

Num futuro distante, a Humanidade tem a capacidade de colonizar planetas distantes, utilizando a criogenia para as viagens de longa duração. É neste contexto que se inicia Passengers, que nos conta a história de Jim Preston, um mecânico que vai ser acordado do seu sono, devido a uma falha técnica.

O primeiro acto enquadra-nos na dura realidade de Jim, que se encontra sozinho, incapaz de acordar a tripulação e de regressar ao sono criogénico. Lentamente, vamos acompanhando o seu dia a dia, numa tentativa de evitar a solidão, recorrendo a vários tipos de entretenimento e a Arthur, o andróide que gere o bar. Existem segmentos francamente cómicos, bem suportados por diálogos intensos e que nos fazem sentir empatia com a situação.

Estamos perante um bom filme, que tenta retratar a claustrofobia e a capacidade de sobrevivência do ser humano, colocando o nosso “anti-herói” numa situação quase impossível. Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que vão existir mais duas pessoas a acordar, nomeadamente Aurora Lane (uma escritora) e Gus Mancuso, um dos membros da tripulação.

Temos uma sociedade estratificada, em que o estatuto social e a capacidade financeira permitem regalias aos 5.000 passageiros, sendo evidente a desigualdade entre Aurora e Jim, o que cria algumas situações caricatas. O filme vai-se tornando mais sério, sobretudo no acto final, com a necessidade de encontrar a anomalia que está lentamente a destruir os sistemas internos da nave, colocando em risco a segurança de todos.

No geral, gostei bastante de Passengers, pela sua abordagem leve e diferente do que tem saído ultimamente em termos de ficção científica. Está longe de ser inovador, mas tem boas interpretações de Chris Pratt e Jennifer Lawrence. Sugiro que dêem uma oportunidade a este filme, se são fãs do género.