Fate/Apocrypha T.2

A segunda temporada tem um início épico, com alianças inesperadas e um vencedor na Guerra do Graal. Sieg continua a surpreender mas os esforços da Facção Vermelha parecem ser insuficientes, face ao poderio de Shirou e da sua aliada Semiramis.

A derradeira batalha vai ocorrer na fortaleza criada precisamente por Semiramis, onde serão desvendados alguns segredos acerca de Astolfo, Mordred e Chiron, que serão fundamentais para o desfecho da série.

Shirou pretende a Paz absoluta, mas o seu desejo implicará um enorme sacrifício, privando a Humanidade da necessária evolução para atingir esse estado. É precisamente nesta temporada que temos as batalhas mais épicas, das quais destaco Mordred vs Semiramis, Shakespeare vs Joanne D´Arc e Shirou vs Sieg.

Por razões óbvias, vou evitar spoilers sobre o final, mas recomendo que invistam tempo em Fate/Apocrypha. Estamos perante um enredo muito interessante, repleto de mistério mas em que as personagens apresentam motivações reais e com as quais nos conseguimos identificar.

E o final acaba por ter alguma carga emocional, precisamente porque representa o melhor da Humanidade.

Lisboa Games Week 2018

O mês de Novembro marca a celebração da Lisboa Games Week, um evento que consagra a indústria dos videojogos e as suas inúmeras vertentes, dos quais destaco o retro gaming e o eSports, que me parecem representar de forma mais clara os pólos opostos.

Esta edição decorreu entre 15 e 18 de Novembro, ocupando dois pavilhões da FIL e proporcionando experiências diferentes em cada um dos dias. A minha visita decorreu na sexta-feira, cujo programa incidiu em dois torneios (FIFA e Fortnite) e vários sessões/palestras de robótica e game design.

Para além das atividades acima indicadas, existiram os habituais meet and greet com vários Youtubers nacionais, sem esquecer as diversas zonas comerciais e de restauração. Em termos de organização, a LGW é sem dúvida uma referência, sendo bastante simples circular pelo espaço e usufruir das diversas experiências.

No que diz respeito ao recinto, destaque para a zona retro, que continua a proporcionar uma experiência única, sendo um dos meus espaços de eleição. Nota igualmente muito positiva para a zona reservada aos jogos indie, que permitiram ao público tomar conhecimento de projetos como La Mulana 2 e John Mambo, entre muitos outros.

Para os adeptos de diversidade, não podia faltar o cosplay, as sessões de wrestling e algumas experiências radicais que se encontram disponíveis ao longo dos dois pavilhões, sem esquecer a possibilidade de testar os videojogos mais recentes e adquirir alguns produtos de gaming a valores mais competitivos.

No entanto, nem tudo são rosas. Sinto que esta edição sofreu do “síndrome Comic Con”, que pela primeira vez se realizou em Lisboa e condicionou, na minha opinião, a presença de alguns dos expositores habituais. Esta foi a minha quinta presença neste evento e senti que o espaço estava mais vazio, o que é desapontante, sobretudo se pensarmos que o bilhete deste ano subiu para os 12 euros.

Para terminar, quero apenas salientar que a LGW continua a ter a minha confiança, embora existam claros pontos de melhoria. Apesar de compreender a necessidade de rentabilizar o evento e agradar aos patrocinadores, é fundamental não esquecer a essência deste evento, que passa por divulgar projectos e promover a troca de ideias e inovação da indústria de videojogos no nosso cantinho à beira mar plantado.

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