Game of Thrones T.3

Após uma batalha épica em Blackwater, Stannis Baratheon é forçado a retirar as suas tropas, graças à extraordinária estratégia de Tyrion Lannister, que fica gravemente ferido.

Jaime Lannister continua a sua viagem com Brienne of Tarth, que mantém a intenção de cumprir a promessa que realizou a Lady Catelyn Stark. Esta temporada apresenta um número impressionante de histórias paralelas, que definem alterações profundas na distribuição de forças no mapa de Westeros.

No Norte, os Stark estão a perder a guerra, apesar de terem vencido todas as batalhas. Ao quebrar a promessa de casamento com a filha de Lord Walder Frey, as forças de Robb ficaram substancialmente mais fracas, o que impede avanços significativos. Bran e Rickon Stark continuam a sua viagem para a Wall, enquanto Sansa se vê novamente numa situação complicada, em que passa a depender dos Tyrells e de Petyr Baelish.

Em Dragonstone, Ser Davos é feito prisioneiro, após tentar assassinar Melisandre e para além da Wall, Jon Snow conhece Mance Ryder, o líder dos rebeldes, que conseguiu unir dezenas de tribos e raças distintas. Finalmente, em Astapor, Daenerys consegue finalmente o seu exército, os Unsullied, eunucos treinados especificamente para a arte da guerra.

Como sempre, vou evitar os spoilers mas diria que esta temporada fica marcada pelos últimos dois episódios, especificamente com o Red Wedding, em que tudo irá mudar, criando uma série de eventos que terá impacto profundos em várias das personagens.

Spider-Man: Into the Spider-Verse

Foi com muita demora que consegui finalmente ver Into the Spider-Verse, o filme de animação da Marvel que fez furor no final de 2018. A narrativa assenta na personagem de Miles Morales, um adolescente que, à semelhança de Peter Parker, vai ser mordido por uma aranha e ganhar poderes.

Sem divulgar pormenores, posso acrescentar que a história principal envolve Kingpin, que consegue abrir um túnel para várias dimensões, na esperança de recuperar a sua esposa e o filho, que faleceram num acidente de viação neste universo.

Into the Spider-Verse apresenta-nos várias versões do herói, que vão unir esforços no sentido de frustar os planos de Wilson Fisk e regressar ás respectivas dimensões. Como tal, vamos acompanhar, com alguma comédia à mistura, a evolução de Miles enquanto adolescente e super-herói, com as frustrações, dúvidas e fracassos inerentes.

A animação está muito bem conseguida e faz algum fan service, com cameo de Stan Lee e o recurso a personagens como Prowler, Green Goblin e Doctor Octopus. A nível de actores, temos contribuições vocais extraordinárias de Mahershala Ali, Nicolas Cage, Liev Schreiber, Shameik Moore, Chris Pine e Jake Johnson, para citar alguns.

Esta produção é uma carta de amor aos fãs de Spider-Man mas consegue ser muito mais ao longo das duas horas de duração, tornando-se num dos melhores filmes de animação dos últimos tempos.

Recomendo vivamente a quem ainda não teve oportunidade de o fazer e, claro, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca deste projeto realizado por Bob Persichetti e Peter Ramsey.

Bom
80%