Godzilla: City on the Edge of Battle

Após a primeira batalha, Haruo acorda numa cabana, em que conhece Miana, uma nativa que pertence à tribo Houtua, sobreviventes directos dos humanos mas que se adaptaram ás novas condições atmosféricas do Planeta Terra.

Para grande surpresa, os Houtua são telepáticos e estão particularmente interessados em saber o motivo pelo qual os humanos atacaram Godzilla. Ao confirmarem que têm um inimigo comum, o conselho de anciãos ordena que as irmãs Miana e Mauna acompanhem a equipa, no sentido de observar e ajudar na demanda por um estranho ovo deixado pelo Deus dos Houtua, entretanto assassinado por Godzilla.

O sempre observador Galu-Gu identifica que os pontas das setas utilizadas pela tribo são de “nanometal”, uma liga utilizada pelos Bilusaludo para criar Mechagodzilla, entre muitas outras aplicações. Haruo acaba por encontrar mais sobreviventes e conseguem contactar a Aratrum, que se encontra em órbita e confirma que a nano tecnologia sobreviveu de alguma forma, evoluindo para uma cidade, que é designada como Mechagodzilla City.

A equipa parte na direcção da cidade, rastreando o seu sinal de radiação, embora seja alertada pelas gémeas que o nanometal é tóxico, algo que é refutado pelos Bilusaludo. A viagem é longa e perigosa, mas a equipa consegue alcançar o site, confirmando que apenas a cabeça de Mechgodzilla sobreviveu, tendo evoluído e desenvolvido uma cidade, que ocupa seis vezes o perímetro original do robot.

Galu-Gu confirma que a fortaleza tem todo o seu potencial bélico operacional e cria um plano para derrotar Godzilla, que assenta na premissa da primeira batalha, embora numa escala superior. Novamente e para evitar spoilers, vou concentrar-me na batalha, que parece pender para os Humanos. No entanto, os alerta dos Houtua confirmam-sem, revelando que a utilização do nanometal é perigosa, criando um dilema para Haruo, que se vê confrontado com uma decisão impossível.

Este segundo filme termina com mais uma derrota dos humanos e na cena final Metphies revela a Haruo que um monstro, ainda mais poderoso que Godzilla, destruiu o seu planeta. Para os mais curiosos, o nome da criatura é Ghidorah.

Bumblebee

Quando se falou em realizar uma prequela dos Transformers, realizada por Michael Bay e Spielberg, com foco na geração 1 dos anos 80, fiquei francamente entusiasmado. À medida que iam saindo mais pormenores, o sentimento foi aumentando, porque Bumblebee é uma personagem icônica mas não conseguia deixar de pensar nos terríveis filmes com que fomos presenteados (com exceção do primeiro).

Todos os meus receios caíram por terra ontem, dado que é provavelmente o melhor filme dos Transformers, assente numa premissa simples de criar empatia com a situação de Bumblebee, que se vê abandonado no Planeta Terra em 1987. Há uma introdução inicial em Cybertron, que consegue ser superior a todas as acenas de ação dos filmes anteriores, conseguindo captar a nostalgia e a escala da batalha entre Decepticons e Autobots.

A banda sonora é completamente anos 80, o que é brilhante e vai apelar sobretudo ás gerações que cresceram com a Geração 1 dos Transformers. Charlie Watson é a personagem humana que vai criar uma ligação especial com o nosso herói, recebendo-o literalmente com prenda no seu décimo oitavo aniversário. Existem cenas verdadeiramente cómicas, com recurso à família Watson, um pouco à semelhança do original mas estamos perante uma narrativa fluida e que tem um desenvolvimento de personagens muito interessante.

Correm rumores que Agent Burns, interpretado por John Cena, será o ponto de partida para um spinoff no universo GI Joe, algo que consideraria interessante. O mesmo não pode ser dito da interpretação de Cena, que é pouco memorável.

No que diz respeito a efeitos especiais, o filme está bem conseguido e consegue apresentar algumas personagens novas no universo dos Transformers, como é o caso de Shatter (Angela Bassett) , que é a vilã do filme. No que diz respeito aos clássicos da G1, temos aparições de Blitzwing, Ravage, Soundwave, Shockwave. Optimus Prime e Cliffjumper, para citar alguns dos mais icónicos.

Bumblebee é uma agradável surpresa, que me conseguiu levar numa viagem repleta de nostalgia e que merece a vossa atenção.

Bom
80%