Polar

Duncan Vizla é um assassino profissional que se encontra a catorze dias de celebrar o seu quinquagésimo aniversário, que marcará a sua reforma, cumprindo as regras da empresa Damocles. Nessa altura, estará elegível para receber um bónus de 8 milhões, de forma a poder viver confortavelmente o resto dos seus dias.

No entanto, Mr. Blut, o líder deste consórcio, tem outros planos, que implica assassinar todos os profissionais que atingirem a reforma, de forma a evitar o pagamento de quantias avultadas. O primeiro acto leva-nos ao Chile, onde vamos ser apresentados à equipa que trabalha para a Damocles, que consegue eliminar um dos assassinos prestes a atingir a reforma.

Duncan, mais conhecido por Black Kaizer, é persuadido a aceitar uma derradeira missão, que o leva para a Bielorússia, onde vai perceber que foi alvo de uma cilada. A partir dessa altura opta por aguardar pacientemente o seu aniversário numa pacata cidade, onde vai travar amizade com uma jovem tímida e aterrorizada com o seu passado.

Polar é baseado na novela gráfica de Victor Santos  e está repleto de cenas de nudez, humor sórdido e cenas over the top, o que poderá não agradar a todos. Confesso que esperava um pouco mais, embora no global tenha sido interessante, um pouco ao estilo de Killing Gunther.

Destaque para a presença de Katheryn Winnick, Vanessa Hudgens, Matt Lucas e Richard Dreyfuss, num filme que assenta essencialmente na personalidade badass de Vizla, que é interpretado de forma soberba por Mads Mikkelsen. Nota igualmente relevante para a banda sonora, que fica a cargo da lenda canadiana Deadmau5.

Para terminar e sem entrar em spoilers, preparem-se para muito sangue, mortes épicas e um twist algo previsível no derradeiro acto. Se são assinantes do Netflix e fãs deste género, recomendo que invistam duas horas em Polar. Para os restantes, diria que é melhor procurar entretenimento noutros projetos.

Mediano
63%

Ralph Breaks the Internet

Seis anos após os eventos da primeira aventura, os nossos heróis têm um novo desafio: viajar até à internet, encontrar e adquirir um volante no Ebay, de forma a reparar o jogo Sugar Rush.

Mas nem tudo vai ser fácil para o duo dinâmico de Ralph e Vanellope von Schweetz, sobretudo após uma passagem pelo MMORPG Slaughter Race, em que vão conhecer Shank, que acabará por ter um papel importante a desempenhar ao longo desta aventura.

De forma a adquirir os fundos necessários para ganhar o leilão, o nosso herói vê-se forçado a criar vídeos virais na internet, com a ajuda de Yesss, criando momentos verdadeiramente hilariantes. Lentamente vamos tomando conhecimento que Vanellope não tem intenção de regressar ao seu jogo, anseando por algo mais desafiante e que fuja à monotonia do seu quotidiano diário.

Ralph por outro lado, quer regressar o mais rapidamente possível ao seu habitat natural, para beber uma cerveja no salão de Tapper (um dos meus jogos preferidos de infância). Existem sequências verdadeiramente épicas, em que temos a inclusão das princesas da Disney, assim como os inevitáveis clichés e perigos da internet, tais como o spam, malware e os diversos tipos de pop up ads.

O terceiro acto do filme apresenta-nos uma escolha para Ralph, que implica abdicar das suas necessidades pessoais em prol da felicidade de Vanellope, com uma batalha final repleta de simbolismo, bem ao estilo da Disney.

Estamos perante uma sequela muito bem conseguida, que complementa o primeiro filme e que volta a contar com excelente casting, com destaque para a adição de Alan Tudyk, Gal Gadot e Alfred Molina.

Bom
75%